segunda-feira, 18 de novembro de 2013

JÁ ESTÁ DECIDIDO

Por que insistimos tanto em decidir coisas que Deus já decidiu por nós? Já parou para pensar nisso? Já parou para pensar que muitas decisões do nosso cotidiano já foram tomadas por Deus muito antes delas nascerem?
 
A vida segue e a cada minuto questões se desdobram em nossa frente. Aceitar o convite da secretária, para ir ao motel, mesmo você sendo um homem casado, pai de família (e ela sabendo disso)? Entrar ou não naquele esquema que os seus “amigos” estão fazendo para “contornar” o imposto de renda? Ir na onda daquele seu conhecido e comprar um aparelhinho para liberar todos os canais da TV a cabo sem precisar pagar pelos mesmos? Esconder aqueles probleminhas do motor do seu fox na hora de vende-lo? Pagar a pensão do filho ou usar o dinheiro para ir beber com os amigos?
 
As questões estão ali, no nosso dia a dia. Mas o fato é que elas já estão respondidas. Deus já respondeu as mesmas para nós. Nós complicamos muito. Insistimos em colocar um “contudo”,  um “porém”, um “entretanto”, na decisão que Deus já tomou por nós. Fruto dos nossos interesses, os apetites do nosso ego se contrapõe sobre a atitude antecipada que Deus fez por amar-nos.
 
As rédeas da vida do cristão (na verdade, todo ser humano) deveria estar nas mãos de Deus. O problema é que a rebeldia circula em nossas veias. Deus já decidiu por nós muita coisa. Fez isso com Sua lei, os seus mandamentos, interpretados mediante a vida de Jesus, o Cristo. Ele previamente nos deu respostas para o nosso cotidiano.
 
Muito antes do convite da secretária, ao pai de família, para ir ao motel, Ele disse: não adultere...isso lhe levará a morte (ainda que você permaneça vivo). Ali morrerá um pai, um marido, pois o pecado lhe anestesiará a consciência, e de ida em ida ao motel, um abismo chamará o outro, até que não sobre humanidade mais no seu ser!
 
Muito antes dos amigos convidarem você para participar de um esquema para burlar o imposto de renda, Deus já lhe disse, não roube, pois você será pego, e acabará nas grades, e verás que jamais um valor de restituição pagará o seu caráter. Como você colocará a cabeça no travesseiro para dormir se a sua consciência lhe atormentará com a hipótese de a cada minuto a Polícia Federal te encontrar?
 
Muito antes de você instalar o aparelhinho para liberar canais, Deus já lhe disse: “Não instale, isso é roubo!”. Muito antes de você colocar o anúncio do seu fox no WebMotors, Deus já lhe disse, não esconda os problemas do carro, seja correto!
 
Anos e anos, milhares deles, antes de você se pegar diante do caixa eletrônico com aquela interrogação em mente dizendo: “Pagar ou não a pensão?”, Deus já lhe disse: “Cuide de seu pequenino”.
 
Todas as vezes que uma questão surgir em sua vida e seu apetite te colocar na parede, tentando lhe subornar o seu caráter, tentando lhe pressionar a abrir mão de uma consciência tranquila, tentando lhe roubar a paz, lembre-se de Deus lhe dizendo: “Filho, eu já decidi isso por ti!”.
 
A lei de Deus, interpretada pelos valores ensinados por Jesus Cristo, é uma lanterna que ilumina a nossa alma diante das trevas. Ela escancara a nossa podridão. Ela é o parâmetro mínimo para vivermos os valores éticos e morais do Reino de Deus. Ela nos conduz a santidade. Nos guia para o Cristo, nos tornando, de glória em glória, parecidos com Ele, iguais a Ele.
 
Fora disso os caminhos são de morte. Um abismo chama outro abismo, um pecado chama outro pecado, um copo de cachaça chama outro copo de cachaça, um trago chama outro trago, um cigarro chama outro cigarro, uma mentira chama outra mentira, uma arrogância chama outra arrogância, um roubo chama outro roubo, uma traição chama outra traição...e por ai vai. Se não rompemos com este ciclo, o resultado é só um: a morte. Romper com o ciclo é concordar com Deus. Romper com o ciclo é romper com o ego rebelde. É cair de joelhos e clamar Deus me tira deste tremedal de imundice que me enfiei. É deixar-se ser encontrado por Deus, e se agarrar em Suas mãos enquanto elas te puxam do buraco.
 
O mundo nos escancara questões. Deus nos ajuda a obter respostas. Faz isso no tempo Dele. É bem verdade que muitas delas só teremos na Sua vota. Mas é bem verdade que muita coisa Deus já nos respondeu. Paremos de complicar o nosso viver. Paremos com os “entretantos”, os “poréns”, os “contudos” que o nosso ego insiste em trazer à tona. Que o Senhor nos capacite a viver as respostas que Ele já nos deu para as questões do mundo. Que cada vez mais deixemos de negociar com o nosso ego, com o pecado, para que o agir de Deus ganhe vazão em nossas vidas!
 
Amém!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

JESUS É O GABARITO

“Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?
E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.” Êxodo 3:13-14
 
“Deus, defina-se para mim, para que eu possa lhe definir aos filhos de Israel!”. No diálogo relatado no Capítulo 3 de Êxodo, esta é a essência que está por trás das perguntas de Moisés a Deus: “Qual o seu nome? Que lhes direi?”. Deus dá a resposta a Moisés: “Não me definirei para você, Eu sou o que sou!”.
 
A essência do diálogo nos remete a um pensamento: Quem o homem pensa que é para achar que Deus possa se definir a ele?!
 
Deus não se define ao homem. Deus se revela ao homem. “Definir-se” e “revelar-se” são coisas totalmente diferentes. No contexto das Escrituras Sagradas temos um Deus que deseja se revelar ao homem. Partindo desta lógica o que nos resta é o fator “interpretação”, e ai existem muitos outros fatores que podem nos fazer passar longe da identidade na qual Deus deseja ser interpretado. A interpretação nos dá margens para erros. Não existe a definição. Por isso é hipocrisia do homem crer que se é possível obter em suas mãos uma verdade absoluta. Como disse Friedrich Nietzsche, as convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras. Ter em si a convicção de que se tem uma verdade absoluta em mãos é ter em mãos a mais absurda mentira.
 
Um Deus que se define como “Eu Sou” nos deixa margens para dúvidas. E para aqueles que dizem que ter dúvida é não ter fé, ou em outras palavras, é pecado, seria um absurdo ver um Deus nos gerando dúvidas. Peter Ustinov,  Ator e Diretor Britânico, levanta a bola: Qual seria a maior prova de insanidade senão a incapacidade de ter uma dúvida?.
 
Não ter dúvidas é assumir para si a prerrogativa de ser Deus! Vida é dúvida, e fé sem dúvida nada é senão morte. Olhar para um Deus que se revela implica em absorver as porções que Ele nos permite ter contato. Este é um ato, o de revelar-se, que parte muito mais de Deus do que da gente. Neste contexto há quem diga que muito mais que encontrar Deus, Ele nos encontra.
 
Somos limitados! Temos em mãos pequenas peças de um quebra-cabeça para interpretar Deus. Temos uma imagem limitada de Deus. Seria muita pretensão do ser humano achar que tem em mãos todas as peças para decifrar um Deus infinito. E aqui entra em cena o risco de todo cristão: ver uma imagem de Deus não é ver Deus.
 
Por isso, gente como o Marquês de Sade, expôs pensamentos como este: “A julgar por ideais de alguns teólogos, Deus criou os homens apenas para povoar o inferno.”
 
É gente definindo Deus com a pretensão de ter em mãos uma verdade absoluta em mãos.
 
Deus não se define. Deus se interpreta. O resultado disso: sempre veremos uma imagem (de tantas possíveis) de Deus. E aqui entra em cena o pensamento de Ed René Kivitz: Jesus é o Gabarito!
 
Jesus é a face explícita de Deus. Nele temos o gabarito para decifrarmos a imagem de Deus. É por isso que João afirmou que Deus é amor! Por que decifrou o Deus relatado em toda a história do povo hebreu mediante o viver de Jesus Cristo.
 
Como é que você interpreta Deus mediante as informações que Ele já lhe permitiu ter acesso? Você afirma por ai que Deus é amor, mas se sente amado por Ele? Você vive este amor? Talvez esteja utilizando o gabarito errado! Já parou para pensar nisso!
 
Adorar um Deus que não se encaixe na interpretação revelada na vida de Jesus, o Messias, é praticar idolatria. Viver uma vida fora desta premissa é não viver os valores do reino de Deus. João interpretou certo: Deus é Amor. Jesus amou como ninguém jamais nos amou. Será que vivemos isso?
 
Como diz a canção...quem decide amar ...decide viver... quem não tem tempo para amar...morre por dentro a cada segundo.
 
Jesus é o Gabarito...a hermenêutica, a chave de interpretação para conhecer a Deus! Veja Nele a verdadeira revelação de Eu Sou!
 
Que o Senhor nos abençoe!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

EXPULSOS DO PARAÍSO POR AMOR

Imagine uma ego em concorrência com Deus. Imagine que este ego fosse sustentado pelo próprio Deus  por toda a eternidade. Não é preciso pensar muito para perceber que este ego estaria condenado a um sofrimento eterno, pois afinal de contas, quem poderia concorrer com Deus? Ninguém, absolutamente, ninguém. Qualquer ego criado pelo Criador jamais seria páreo em uma disputa para o Criador. Talvez isso lhe traga a imagem de um Deus melindrado e mesquinho, mas a verdade é que o Deus relatado nas Escrituras Sagradas passa longe disso. O fato é que Deus é o único portador do Amor sem nenhuma deturpação. Qualquer ego que inicia uma disputa para com o mesmo é portador de um amor deturpado, pois deseja tomar o lugar do outro, e faz isso por interesses próprios. A expulsão do paraíso não foi um ato de mera punição de Deus para com o homem, foi algo além! Foi um ato de proteção de Deus ao homem. Se Deus permitisse ao homem seguir se alimentando da árvore da vida depois do mesmo ter assumido para si (através do ato de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal) a prerrogativa de ser Deus, seria o mesmo que condenar o homem ao sofrimento eterno. Imagine, “Eu”...um ser que pensa poder ser Deus, ego absoluto, desejando tomar o lugar de Deus, concorrendo com Deus... e comendo da arvore da vida...estaria condenado à frustação eterna, ao sofrimento eterno, à tristeza eterna!
 
O fato é que quando Deus expulsa o homem do paraíso, para protege-lo, Ele consequentemente opta em sair do paraíso também. Por isso vemos Deus conversando com Caim fora do Éden. Por isso vemos Deus conversando com Moisés, com Davi...etc. A imagem do Deus tirano e punitivo se desfaz ao vermos que desde o princípio Ele optou por nos amar ao invés de nos castigar. O problema é que pouca gente enxerga isso. As pessoas veem um Deus que sente prazer em ver o homem sofrer. Por isso pagam penitência. Por isso ajoelham-se no milho. Por isso andam em rodovias de joelhos carregando cruzes. Acham que é muito mais válido ofertar sofrimento a Deus do que um sorriso, uma canção, ou um poema. Como diria Rubem Alves (numa interpretação com minhas próprias palavras), por que as pessoas ao invés de fazerem votos de pararem de comer chocolate ou doce de leite, por que elas não fazem um voto de ler um poema de Fernando Pessoa por dia para Deus?
 
Se Deus se revela como amor na face de Jesus Cristo, por que a celebração da vida não deveria ser mediante a esta face? Sorrir, dançar, brincar, quebrar os paradigmas do medo, de um Deus com o olhar ranzinza pronto para nos punir! Acabar com a imagem que insistimos em criar na mente de um Deus estraga prazeres.
 
Por que insistimos em ser como o estudante que vai prestar a prova de um vestibular e acha que o professor colocou diversas pegadinhas para nos “ferrar” na prova? Será que Deus é como este professor? Será que Deus deseja nos reprovar? Não! Não consigo ver na face do Cristo um Deus punitivo. Um Deus que deseja zerar você nas provações da vida! Não consigo ver nos olhos do Messias revelado nas Escrituras Sagradas o olhar malandro do professor que pensa “Vou deixar todo mundo de recuperação!”.
 
Na face de Jesus se revela boas intensões para conosco. Ele não veio para terminar de apagar o resquício de chama que sobrou. Ele veio para nos prover vida, e vida em abundância.  
 
Deus é amor. Esse não é um chavão evangélico. É muito mais que isso, é a identidade de Deus. Ele é Onisciente (sabe de tudo), Onipresente (está em todo lugar) e Onipotente (pode fazer tudo). Ele é todo poderoso. Não há como frustrar um Deus que conhece tudo. Ele nos conhece. A nossa segurança não se baseia simplesmente no fato de conhecermos à Deus, mas ela se alicerça no fundamento de que Deus nos conhece por completo. O nosso papel é andar em parceria com Deus. Mas como fazer isso se enxergarmos Ele como um Deus ditador?
 
A misericórdia de Deus e a Sua graça não precisam ser conquistadas por nós...Deus já nos proveu as mesmas. A bondade de Deus corre atrás de nossos passos. Não precisamos correr atrás da bondade de Deus. Só precisamos nos deixar ser encontrada por ela. Deus sempre agiu primeiro. Ele nos ama. Por isso nos expulsou do Paraíso. Ao agir assim nos protegeu. Ao agir assim nos colocou em Seu plano de redenção. Responda ao ato de Deus. Submeta-se a Ele, entregue-se, pare de lutar contra Ele. Simplesmente fique parado, silencie-se...e deixe Ele agir.
 
Louvado seja o Poderoso Nome do Senhor!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O MEU JEITO DE CONTAR A HISTÓRIA DELE

Confesso: Não consigo viver tudo o que aprendo na Palavra. Não consigo viver tudo o que escrevo aqui. Escrevo coisas difíceis de se viver. Sei disso! Difíceis, não por que o evangelho de Cristo seja complicado, pelo contrário, ele é simples, mas sim pelo fato de sermos seres cujo o ego está em batalha constante com os nossos corações.
 
Como é difícil para nós abrirmos mão de nossas vontades, nossos apetites, nossos argumentos e convicções. Somos meros coadjuvantes e nos consideramos o centro de tudo, o ator principal. Aqui está o vírus que nos contamina e nos mata lentamente, silenciosamente: o pecado! Já pensou nisso? Como roubamos para nós aquilo que não nos pertence? Já parou para pensar que, por exemplo, o livro de Atos dos Apóstolos deveria se chamar Atos do Espírito Santo? Já parou para pensar que, por exemplo, achamos que Jesus Cristo morreu por nós, mas que antes de tudo Ele morreu pelo Pai? Já parou para pensar que, por exemplo, nos achamos dignos de ser amados por Deus quando na verdade só somos amados por que Deus é o que Ele é e não por que somos dignos de ser amados? Já parou para pensar o quanto somos pretenciosos de achar que temos uma verdade absoluta nas mãos?
 
A cada vez que nós, seres humanos, ficamos diante do espelho e vemos as rugas marcando as nossas faces, nos damos conta de quão pouco tempo nós temos, aliás, tempo nenhum, pois o tempo só a Deus pertence. Resta-nos a memória do calendário antigo. Coisas que escancaram o empréstimo de bondade que Deus nos concedeu por Graça e coisas grotescas que evidenciam o enorme vazio que existe em nós, consequência de nossa queda. É muito difícil encarar a nós mesmos diante do espelho sem receios. Mas temos de encarar. Não adianta ter medo de encarar a verdade.
 
O fato é que não merecemos o folego do agora. Nunca merecemos. Aliás a palavra mérito é algo que não tem nada a ver conosco. O fato é que Deus escolheu nos amar, escolheu nos querer bem, escolheu arcar com o preço de nos ter por perto. Num primeiro momento, entender isso assusta. Mas o próprio Deus nos diz: “Não temas!”. Muito mais que isso, mostra através de Jesus que não deseja pisar naquele que já esta caído. Mostra que as Suas ações são de restauração, de amor. O Medo, adversário da fé, tenta se impor contra nós. Ele deseja nos paralisar. Mas os verdadeiros guerreiros seguem com o olho fixo na Cruz. Não param de marchar.
 
As vezes imagino que o que escrevo aqui pode mudar a vida de alguém. Aliás comecei a escrever tudo aqui para garantir um legado de valores para uma pessoa especial, meu filho. “Garantir”, por que afinal de contas não sei até quando viverei. Não sei se ele lerá tudo o que consegui colocar aqui. Mas a esperança, de que ele encontre aqui um norte para se deixar ser encontrado por Cristo, vive em mim. Decidi publicar todos os meus pensamentos diluídos para que este mundo melhore, de uma forma ou de outra. Me inspiro nas palavras de Thiago Grulha. Este blog não mudará o mundo, não acabara com a fome, não conciliará todas as pessoas, não demonstrará a única forma certa de se entender Deus, não será o mais incrível projeto humano...não, não e NÃO! Passa longe disso...por que o que está registrado aqui é muito pouco. Entretanto tudo o que está sendo colocado aqui considero como uma expressão, um sorriso para Deus, um abraço para todos, um abraço para a minha família! Este é o meu jeito de andar com Ele, ou talvez, o jeito que busco tentar andar com Ele. Sou falho, o maior pecador que conheço. Mas sei que Deus, muito mais que olhar para os meus êxitos, olhará para as intensões do meu coração. Assim creio ser a caminhada que a Palavra nos diz ser “de glória em glória”: passos conscientes de que devemos fazer o nosso melhor, ainda que venhamos a falhar (e tenha certeza que iremos, mas para isso existe o Sangue de Cristo), para viver os valores de Deus.
 
Sei que dou minhas escorregadas nos pensamentos. Que caminho diversas vezes entre a heresia e a ortodoxia, mas isso não lima o meu comprometimento em tentar registrar valores que promovam vida e não morte. Na minha caminhada aprendi que Deus abençoa intensões e alicerço nesse pensamento tudo o que escrevo aqui. Pode ser pouco para muitos, mas o pouco na mão de Deus é muito! Assim Creio.
 
Por isso sigo registrando aqui, os valões que considero essenciais para a caminhada cristã. Por isso deixo registrado aqui os valores que movem o meu jeito de pedir perdão, de tentar expressar louvor e adoração à Deus, de partilhar minha fé, de contar a história Dele mediante ao que vivi com Ele, de dizer aos que precisam ouvir, que Ele nos ama e que está comprometido a nos ensinar a amar como Ele nos amou. Ao meu filho amado, espero que um dia, na minha falta, você se comprometa, não por obrigação, mas sim por amor a este Deus, a viver os valores registrados aqui e passa-los à nossa descendência. Aos visitantes, espero de uma forma ou de outra, agregar no que for possível, para que você fique mais perto de Deus. Este é o meu blog. Este é o meu jeito de contar a história Dele. Este é o meu jeito de andar com Ele.  
 

AOS 45 MINUTOS DO SEGUNDO TEMPO


O narrador solta a voz no microfone: “ - Minutos finais da Partida. Pênalti marcado. Dimas está concentrado e se prepara para a cobrança. Se ele marcar, a vitória vem! Se desperdiçar, ele perde tudo. Com suas luvas gigantescas, pulando de um lado para o outro no centro do gol, está a morte, a guarda-metas adversária. Ela quer defender a bola de Dimas! Olho no lance...soou o apito, partiu Dimas, bateu: ggggoooooooooooooooooooooooooollllllllllll!!!!! A morte para um lado e a bola para o outro!!!! Ta lá dentro! Aos 45 minutos do segundo tempo, no finalzinho! Dimas, ficou cara a cara com a morte, mas venceu! Aos 45 minutos do segundo tempo, quando o árbitro ergue os braços e encerra a partida!”

 

Salvação no último minuto! Quem nunca já ouviu o discurso: “Vou aproveitar a vida! É só eu me arrepender no último minuto, que serei salvo!”??? Vale a pena perguntar...será que é exatamente assim que as coisas são? Será que realmente as coisas não são bem mais profundas do que parecem!?

 

A narração de Dimas (nome, que muita gente diz ser, do “bom” ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus, e que usarei para me referir ao ladrão que se arrependeu) marcando o gol da vitória aos 45 minutos do segundo tempo é uma “mera ilustração” da narrativa de Lucas 23:39-43:

 

E um dos malfeitores (ladrões) que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.
Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?
E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.
E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.
E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.



Antes de continuar é preciso pensarmos algumas coisas importantes...

 

Existe uma grande discussão teológica sobre a frase dita por Jesus no versículo 43: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”.

 

Esta discussão parte do Credo dos Apóstolos, que afirma que “Ele (Jesus) desceu até o Inferno”. Sendo assim, se Jesus não foi ao Paraíso naquele mesmo dia, e sim para o inferno, Dimas também não poderia ter ido (o que seria uma “suposta contradição bíblica”). Dentro deste contexto, temos...

 

...de um lado muitos teólogos que alegam que há um erro de tradução e interpretação nesta frase de Jesus (a vírgula da discórdia), que deveria ser traduzida corretamente como: “Em verdade te digo hoje, que estarás comigo no Paraíso!”. Leia mais sobre isso aqui. Ou seja, em outras palavras, Jesus estava dizendo a Dimas: “Hoje te asseguro que estarás comigo no Paraíso”.

 

...por outro lado, alguns outros teólogos dizem que não há um erro de tradução na frase de Jesus, mas sim na interpretação do que é o “inferno”. Isso por que os tradutores erroneamente atribuíam a palavra “inferno” para tratuzir tanto “Hades” (que quer dizer lugar invisível) quanto “Sheol” ou “Seol” (que quer dizer túmulo). Leia mais sobre isso aqui. Parte desta confusão surgiu de passagens como Salmos 16:10:11 que diz: “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Far-me-ás ver a vereda da vida...”. No caso, “Inferno” não seria a tradução correta deste verso. O correto seria “a sepultura” ou “Sheol”. Neste contexto, na Cruz, quando Jesus disse ao ladrão ao Seu lado: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”, o corpo do ladrão estava em uma sepultura, e sua alma/espírito foi para o “Paraíso” esfera do Sheol/Hades (o Seio de Abraão descrito na Parábola do Rico e Lázaro – Lucas 16:19-29). Nesta interpretação, Jesus removeu todos os justos que estavam mortos e se encontravam no lado do abismo chamado de Seio de Abraão e os levou consigo aos Céus. Sendo assim, Dimas teria ido junto com todos os demais (os mesmos descritos em Efésios 4:8-10).

 

A discussão se estende pelo fato de Dimas ter morrido um dia depois da consumação da morte de Cristo:

 

Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a Preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas, e que fossem tirados. Foram, pois, os soldados e, na verdade, quebraram as pernas do primeiro, e ao outro que com ele fora crucificado; mas vindo a Jesus, e vendo-O já morto, não lhe quebraram as pernas”. Jo.19:31-33

 

Há muito pano para manga! Discussão para mais de metro...

 

Mas voltando ao centro da discussão: Salvação no último minuto!


Sim, acredito que Deus nos concede o perdão aos 45 minutos do segundo tempo. Dimas é uma prova disso. Entretanto, será que é tão fácil assim, agir como Dimas agiu!? Será? Imagine-se nos últimos minutos de vida! Será que você seria capaz de reconhecer o “escape” ao seu redor? Aliás, será que as circunstâncias da vida lhe dariam oportunidade de ter alguns 30 segundos para se arrepender antes do sopro de vida se ausentar de seus pulmões?

 

Se não bastasse isso, a Palavra nos diz que um abismo chama outro abismo. Em outras palavras, um pecado chama outro pecado. É como certa vez ouvi o Pastor Ricardo Gondim dizer: Imagine um homem que pulou em um lago e nadou...nadou...nadou...até que a margem de onde ele partiu sumiu. Ele olha para trás e não vê mais a margem de onde ele saiu, só vê água. Está tão distante que não sabe se o melhor é seguir em frente e tentar encontrar uma margem do outro lado ou se o melhor é voltar. Já não há mais forças nos braços para dar braçadas, mas é preciso tomar uma decisão. Assim é o pecador, o nadador que pula no lago do pecado e nada tanto, dá tantas braçadas, que quando olha para trás, se vê perdido. Nada em direção a morte.

 

O pecado cega, anestesia a consciência. Nós vamos dando braçadas e mais braçadas. E quando chegar os 45 minutos do segundo tempo olharemos ao nosso redor e então procuraremos a margem do lago, mas só enxergaremos a imunda água do pecado ao nosso redor. Neste “olhar ao redor”, será que veremos o “escape”? Será que teremos a sorte de Dimas? Será que teremos alguns segundos para discernir ao nosso lado, num corpo todo judiado por chicotadas romanas, cusparadas, machucados... o escape, a salvação?

 

Se você está neste lago de pecado, agora, hoje, dando braçadas atrás de braçadas, feito um atleta olímpico, com a consciência anestesiada pelo pecado, nadando em direção a morte, descida agora sair desta condição. Pare as braçadas e ainda que flutuando neste lago grite: Deus, me resgata!

 

O homem não pode se ajudar sozinho. Como disse Ed René Kivits, auto ajuda é como um homem caído no chão utilizando a própria mão para puxar os seus próprios cabelos para se levantar. Ajuda do alto é Deus nos estendendo a mão para nos tirar do chão. É Deus nos resgatando do lago do pecado e nos fazendo caminhar sobre as águas de volta para a margem da salvação.

 

Abandone o discurso de que “buscar a Deus” é algo que se pode fazer no futuro. Todo tempo que temos pertence à Deus. Nós não sabemos do amanhã. Quem não sabe do amanhã não tem tempo. Somos seres criados para o hoje, para o agora. Quando é tempo de buscar a Deus? Agora, já! Não temos a certeza de que teremos a sorte de Dimas, de ter alguns minutos diante da morte para olhar ao redor e reconhecer Deus. Mas podemos ter a certeza de que se vivermos agora e já a consciência de que temos que buscar Deus agora, Ele nos encontrará. Clame, do lago de pecado em que você estiver nadando...clame agora...Ele irá te resgatar. Não deixe para os 45 minutos do segundo tempo...afinal de contas, não sabemos quando o juiz dará o apito final para as nossas vidas.
 
 
 
Nada de excepcional havia em sua forma
N'ele não reconheci Deus em sua glória ali
Junto ao meu lado ali
Seu corpo esmagado ali
O inesperado pouco a pouco lá na Cruz
Vi um menino escondido em seu sorriso
Eu vi mais que um homem
Afligido em sua maldição
Como poderia ser Ele a minha honra?
Não podia entender Deus em sua glória ali
Junto ao meu lado ali
Seu corpo esmagado ali
O inesperado pouco a pouco lá na Cruz
Vi um menino escondido em seu sorriso
Eu vi mais que um homem
Afligido em sua maldição
Vi n'Ele esperança para mim
A luz que apaga a minha escuridão
Lembre-se de mim no dia
Sei que nada sou uh uh ah
Senhor
Nada em troca pela vida
Tenho pra te dar uh uh ah
Me dou, me dou
Oh ooh
Vi um menino escondido em seu sorriso
Eu vi mais que um homem
Afligido em sua maldição
Vi n'Ele esperança para mim
Eu vi n'Ele a luz que apaga a minha escuridão
No paraíso ainda hoje
No paraíso ainda hoje
No paraíso ainda hoje
No paraíso ainda hoje
Eu viverei ainda hoje
No paraíso ainda hoje
Viverei viverei viverei
Viverei!
 
Que o Senhor, a Luz que apaga a nossa escuridão, nos abençoe, sempre e sempre, com Sua abundante Graça e Misericórdia!

TOTALMENTE NU DIANTE DE DEUS

Nu! Totalmente nu! Pelado! Sem nenhuma veste! Você seria capaz de se apresentar assim perante à Deus? Seria capaz de orar, ler a bíblia, adorar ou louvar pelado? Ou assim como Adão e Eva, procuraria folhas para tapar as partes íntimas?
 
De fato, a nossa nudez nos envergonha.  Escancara diante de nós a queda (ainda que não seja ela, a nudez em si, o pecado original). Mas será que realmente é pecado estar nu diante de Deus? Ora, Ele não nos criou seres sem vestes?
 
Logo depois de comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal, Adão e Eva esconderam suas partes íntimas com folhas. Entretanto, depois que Deus conversa com ambos sobre o fato deles terem desobedecidos a Sua ordem, a bíblia nos relata que Deus fez para Adão e Eva vestes com pele de cordeiro (Genesis 3:21). No contexto, o Pastor Ed René Kivitz certa vez interpretou: “Uma promessa de Deus de que a vergonha do homem seria redimida por um cordeiro”. Interessante que no antigo testamento, para demonstrar arrependimento/luto, pessoas rasgavam as suas vestes (2 Samuel 1:11, 2 Crônicas 34:19, 2 Reis 22:11). Entretanto isso se tornou muito mais um ritual do que um ato de verdadeiro arrependimento, e Deus então falou ao homem:
 
“Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus...”. Joel 2:12-13
 
Creio que a verdadeira nudez na qual devemos estar diante de Deus vai além da nudez física. Somos desafiados a estar diante de Deus despidos de nossa arrogância, de nossos interesses, de nossa soberba, de nosso ego, pois só assim é possível o Espírito Santo agir em nosso ser de forma que haja contrição e arrependimento. Como é difícil nos disponibilizarmos para Deus com o nosso ser totalmente nu. O homem se cobriu de pecado, Deus nos revestiu com vestes de salvação, através da vida de Seu próprio Filho. Por que insistimos tanto em vestirmos com o nosso ego?
 
Para nascer de novo, como Jesus disse a Nicodemos, precisamos deixar o nosso coração se despir e apresenta-lo totalmente nu ao Espírito Santo. E nu, aqui, quer dizer principalmente...desarmado...rendido...dizendo ao Espírito Santo: “Eis aqui o miserável homem que sou!”.
 
Na Índia, conta-se que um mestre meditava à beira do rio. Seu discípulo se aproximou pedindo ajuda. Ele reclamava não obter sucesso em seus exercícios espirituais – ansiava encontrar-se com Deus e se frustrava. O mestre tomou o jovem pela mão, levou-o até o rio e o forçou a ficar debaixo d’água, segurando-o pelo cabelo. Depois que deixou o rapaz perto de três minutos sem fôlego, puxou-o de volta, deixando que, desesperado, buscasse o ar. O mestre então arrematou: “se você buscar a Deus com a mesma intensidade como procurou o oxigênio que lhe dá vida, certamente, o achará”.
 
É exatamente isso que a Palavra de Deus nos diz:
 
“Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração”. Jeremias 29:13
 
Buscar a Deus de todo coração é uma jornada que se inicia deixando o coração nu. E nesta jornada você procurará por um Deus, mas não se surpreenda se no fim dela, encontrar um Amigo, aliás, O Verdadeiro Amigo!
 
“Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido”. João 15:15
 
Nu perante à Deus! Hipocrisia achar que Ele não seja capaz de nos ver sem vestes (inclusive fisicamente). Ele já o faz. Nós é que insistimos em achar que é capaz de escondermos coisas de Deus. Talvez façamos isso por enxergar em Deus um Ditador que está preparado para punir. Por isso precisamos nos despir...para conhecer mais sobre Deus mediante a face do Cristo.
 
Ouse ficar totalmente nu na presença de Deus, para que Ele te vista com as vestes de Salvação!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

DESEJAR DEUS X DESEJAR O CÉU


Vivemos em um mundo caótico. No início de Gênesis vemos Deus colocando ordem sobre o caos, mas hoje vemos o homem colocando caos na ordem. Viver aqui na terra é uma verdadeira batalha. Em meio a tanto caos é muito fácil surgir em nós o desejo de se chegar logo no céu. Ora, esta terra está cada vez mais insuportável.

 

O fato é que o desejo de fugir da terra, de se chegar logo no céu e deixar este caos é muito diferente de desejar Deus. Há uma grande diferença entre desejar Deus e desejar o céu, ou se preferir, o paraíso?

 

Como já comentei aqui, não consigo imaginar um paraíso sem Deus. Acredito que o Paraíso é Alguém, um Ser e não um lugar, para mim o Paraíso é o próprio Deus, o Deus Trino!

 

Neste contexto é importante discernirmos se o Céu, o Paraíso que imaginamos e tanto almejamos não é uma idolatria, um deus concorrente. Corremos este risco quando separamos o lugar “paraíso” com a pessoa “Paraíso”. É justamente aqui que o céu se torna mais importante para nós do que o Àquele que governa o céu. Para nós, cristãos, não é possível imaginar o Paraíso sem Deus.

 

Agora, será que esta é a vontade de Deus para nós hoje? Será que Ele deseja que o homem O busque no céu?

 

Deus não está além da vida! Deus está na vida! Assim disse acertadamente Ed René Kivitz. O Deus que a Palavra nos relata está imerso na humanidade. Está juntamente conosco. Por isso a Palavra se refere à Deus como Emanuel: Deus bem perto, Deus conosco!

 

Se o caminho de Deus é descer as escadas do céu para estar conosco, ao nosso lado, por que o homem insiste no caminho inverso? Porque insistimos no desejo de subir as escadas para encontrar Deus!?

 

Deus não quer que a gente O encontre nos céus. Deus quer nos encontrar aqui! Hoje! Agora!

 

Sim, eu sei que dentro desta linha de raciocínio é impossível deixarmos de nos perguntar: Mas como discernir onde está Deus neste caos?

 

O discernimento começa justamente nesta consciência de que Deus deseja nos encontrar aqui! É esta consciência que torna os nossos sentidos clínicos, detalhistas, capaz de olhar ao nosso redor e reconhecer em cada situação a presença de Deus. A partir daí, pensaremos como Jimmy Carter, que dizia: “A Pessoa mais importante do mundo é esta que está diante de você neste exato momento!”.

 

A consciência de que Deus é Emanuel, Deus conosco, nos desafia a procurá-lo, ou simplesmente nos deixar ser encontrado por Ele, no nosso dia a dia. Foi com esta consciência que Billy Graham certa vez respondeu à pergunta “Onde estava Deus no dia 11 de setembro?”

 

Ele respondeu: “Nos Bombeiros!”

 
O caos aqui é um fato. Está presente. Desejar o céu é um sentimento natural diante do sofrimento que presenciamos diariamente. Mas o desafio do cristão é fazer parte da solução ou do problema??? Atuar juntamente com Deus para colocar novamente ordem no caos da terra ou seguir desordenando tudo?
 
Neste sentido a oração passa a ser uma conversa com Deus a respeito daquilo que estamos fazendo juntos. Assim ensinou o Pastor Ed René Kivitz e sinceramente acho que ainda estou aprendendo. Mas o importante é persistir, ter esperança, afinal de contas perseverança não é perseverar em esperança!?
 
Somos pecadores, causadores do caos, mas o Espírito Santo trabalhando em nós relativiza qualquer diagnóstico sobre nós. O Espírito Santo nos convence, cura, restaura, faz todo o serviço para nos disponibilizar ao Pai. Este é um trabalho paciente, sutil, respeitoso por parte do Espírito Santo. Ele faz isso por Graça e Amor. O agir do Espírito Santo é a certeza absoluta que não há diagnósticos engessados em nossas vidas: Ele pode mudar tudo e todos.
 
Martinho Lutero sabia disso! Por isso afirmou: “Somos amados não por que somos perfeitos, mas por que o amor de Deus é perfeito. O amor de Deus não se destina ao que não vale a pena ser amado, mas cria o que vale a pena ser amado.”
 
O mundo está um caos. Mas já parou para pensar que do maremoto, do tsunami, da seca do nordeste, o homem assume o papel de vítima, mas da prostituição, do holocausto, da fome do nordestino, o homem assume o papel de culpado.
 
Somos colaboradores da ordem ou do caos? O nosso discurso é me leve para a sua graça ou venha para a minha desgraça? Fique com a sua desgraça que eu fico com a minha graça?
 
Almejar encontrar Deus nos céus pode nos cegar da oportunidade de podermos encontrar Ele aqui, hoje e agora. Perder uma oportunidade como esta é perder a oportunidade de ser um colaborador no Reino de Deus que já foi inaugurado por Jesus. O desafio do cristão é no hoje e no agora. É no hoje que não devemos passar por um homem caído sem estender a mão. É no hoje que devemos dar um verdadeiro susto de misericórdia naquele que está com a consciência anestesiada pelo caos. Jesus nos disse que não somos deste mundo. Mas sabemos que estamos neste mundo. Não ser deste mundo não implica na ausência da responsabilidade de sermos cooperadores com Deus na missão de restaurar a ordem no caos. Não ser deste mundo implica em não absorver os valores impostos por ele. Colocar ordem neste mundo só é possível se vivermos os valores explícitos na vida de Jesus.
 
Muito mais que irmos para o Paraíso, precisamos perceber o Paraíso aqui e colaborar para que o mesmo possa acontecer, nos máximo de lugares que conseguirmos. É esta a nossa missão até a volta de Jesus.
 
Então pergunte-se com frequência: Onde Deus está (ou sempre esteve) e eu não discerni?? Em que encontros, circunstâncias Ele esteve comigo e não percebi!?
 
Viva o Deus Emanuel!
 
Que Deus nos abençoe!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A LHAMA E O CHICLETE

Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.
Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.
Romanos 7:14-25
 
Animais ruminantes são aqueles que ficam por horas e horas mastigando o mesmo alimento até que finalmente o mesmo seja engolido para digestão. Lhamas, bois e vacas, assim como tantos outros, são animais ruminantes. Quem não se lembra do comercial do "chiclets Adams" onde uma lhama mastigava uma goma de mascar???
 
Se não se lembra, assista logo a seguir...
 
 
Talvez após assistir este vídeo e refletir este pensamento logo abaixo, você irá se identificar com um dos personagens da propaganda!
 
Agora, engraçado, muita gente acha que o ser humano não é um ser ruminante. Arrisco dizer que somos os seres mais ruminantes que existiu na história da criação. Desde o Éden, quando comemos o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, seguimos no processo de ruminação do mesmo. Nisto consiste o nosso pecado! Estamos ruminando o fruto, mastigando o fruto que nos foi proibido, até os dias de hoje.
 
Ruminar, seguir mastigando, este fruto é o mesmo que seguir assumindo para si a prerrogativa de julgar o bem e o mau. Ao fazermos isso, roubamos de Deus, o Único Ser capaz de ter em mãos o julgo do certo e errado, a prerrogativa de ser Deus. Em outras palavras, enxotamos Deus de Seu trono e sentamos no lugar Dele. E o pior, fazemos isso com o ar arrogante do tipo de gente que acredita plenamente ser capaz de exercer uma função, sendo que não tem o mínimo de competência para fazer isso.
 
Resultado disso???? Ah não poderia ser outro a não ser o mesmo sentimento do apóstolo Paulo: “...não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço...”
 
Paulo, eu, você, o padeiro da padaria da esquina e todos ao nosso redor vive (ainda que de forma subliminar) este dilema: por que não consigo fazer o bem que desejo? Por que o mau que desejo sempre vem a tona?
 
A verdade é que não somos o que deveríamos ser. Não deveríamos ser seres ruminantes, mesquinhos, mastigando constantemente o fruto que colhemos, sem permissão, da árvore do conhecimento do bem e do mal.
 
Hoje, a realidade é uma:
 
“O bem que eu quero, este eu faço! O mau que eu não quero esse eu não faço!”...só Jesus viveu plenamente!
 
Ele foi o único ser que não ruminou o fruto proibido. Ele não chamou para Si a prerrogativa de julgar o que é bem e o que é mal, o que é certo e o que é errado. Deixou isso nas mãos do Pai. E olha que se alguém nesse mundo poderia exercer, como humano, a prerrogativa de julgar o certo e o errado, esta pessoa só poderia ser Jesus! Mas Ele escolheu deixar isso nas mãos do Pai.
 
Jesus sabia que Seu Pai havia criado coisas certas e erradas em si mesmas...que nenhum humano seria capaz de exercer esta função. Sabia que o discurso da humanidade que diz “Nós, homens...vamos dizer o que é certo e errado” estaria alheio aos seus próprios interesses e aos seus apetites!
 
Lembro-me de ouvir o Pastor Ariovaldo Ramos certa vez dizer que todas as orações se resumem (ou pelo menos deveriam se resumir) a uma frase: “Santificado Seja o Vosso Nome!”
 
Mas como isso é possível? Como podemos santificar o nome do Senhor?
 
A resposta é simples: quando for feita a vontade de Deus assim na terra como no Céu. Em outras palavras, quando cuspirmos o fruto o que ruminamos, quando deixarmos de mastigar o fruto que jamais nos foi permitido comer, e devolvermos à Deus a prerrogativa que só Ele é capaz de exercer, a de decidi o que é certo e o que é errado.
 
Enquanto agirmos como Lhamas, mastigando o fruto que não cabe à nós comer, estaremos em rebeldia. Neste sentido, já parou para pensar o que é a igreja? São àqueles que se rebelaram contra a situação de ser e agir como Lhamas que ruminam o fruto que nos conduziu à queda. Só Deus é Amor Perfeito, só Ele tem toda Soberania e Sabedoria para exercer o papel de decidir o que é certo e o que é errado. Por isso, como Paulo, em Romanos 7, devemos interpretar a lei de Deus, os Seus mandamentos, através do amor que o Próprio Deus nos revelou através do Sacrifício de Seu Filho Jesus na cruz. Conscientes de que somos pecadores, mas que o sangue de Jesus nos liberta do pecado. Conscientes de que devemos ser imitadores do Cristo, deixando para Deus a prerrogativa de decidir sobre o certo e o errado e confiando que Ele é o único capaz de exercer este papel. Conscientes de que devemos romper com o ciclo de continuar ruminando o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Conscientes de que apesar de sermos falhos, devemos ser imitadores de Cristo, pois será chegada a hora em que restauraremos a verdadeira imagem e semelhança que fomos criados, á de Deus, pois de imitando ao Cristo, de glória em glória nos tornamos novas criaturas. O velho homem vai ficando para traz, vai sendo crucificado, até que será chegada a hora em que poderemos dizer aquilo que hoje só Jesus é capaz de dizer: “O bem que eu quero, este eu faço! O mau que eu não quero, este eu não faço!”
 
Deseja romper com o pecado? Deseja santificar o nome do Senhor? ...cuspa fora este fruto...pare de ruminar a prerrogativa de querer ser Deus...este é um desejo do nosso ego....se alimentarmos ele, o resultado só poderá ser um: nos tornaremos um ego absoluto...e nisto consiste tornar-se 100% imagem e semelhança de Lúcifer, não o anjo de luz, mas sim aquele se tornou demônio.
 
Que Deus nos abençoe!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

VALE MESMO À PENA DISCUTIR SE A SERPENTE FALOU?

Sinceramente não sei se é pior ver gente como Richard Dawkins, dizendo que Deus é um delírio, debochando do fato da Bíblia relatar que o homem conversava com uma serpente “que falava” ou crente tentando achar pedaços da arca de Noé. Discussões deste tipo não levam a nada. Buscar dados, evidências, para mostrar se Deus existe ou não é alimentar uma disputa entre ateus ou crentes. A partir daí o assunto deixa de ser algo que agregue vida e passa ser uma disputa entre homens. No final das contas, Deus fica de lado e os esforços são empenhados simplesmente para saber quem está certo.
 
Alguém já disse: Uma hora aparece um ateu com excelente argumento que Deus não existe. Tempos depois aparece um excelente cristão com um argumento de que Deus existe. E de argumentos em argumentos os homens seguem em uma discussão onde o que mais vale é o ego massageado pelos aplausos de seus apreciadores (que são ignorantes pois não percebem que pessoas assim agem como se a discussão fosse maior que o próprio Deus).
 
Creio que para o ser humano, muito mais que este tipo de discussão, interessa explicar por que somos assim? Por que somos seres tendenciosamente maus?
 
Ora se somos, mentirosos, ladrões, assassinos...chegando a ter em nosso meio, humanidade... pedófilos, estupradores, traficantes...será que realmente a discussão real é se a serpente fala ou não? Se a voz dela era parecida com a do Silvio Santos ou com a do Faustão?
 
Como cristão, sei que a bíblia é um livro que deve ser lido mediante a premissa da Fé. Ele não foi escrito para provar a existência de Deus. Foi escrito para que pessoas lessem sabendo que Deus existe. É um livro que carece de hermenêutica, ou se preferir, chave de interpretação, que sempre será Jesus, o Messias prometido. É um livro que deve ser lido juntamente com o Espírito Santo, pois Ele nos dá sabedoria para encontrar o próprio Deus. É o Espírito Santo que nos dá o “feeling” para interpretar a Palavra. Ele nos diz...”isso é literal”....”isso é poesia”...e de glória em glória vamos conhecendo à Deus.
 
Ao conhecer à Deus, conhecemos à nós mesmos. Então entenderemos por que há maldade em nós. Então entenderemos por que Jesus veio se doar para nos salvar. Discutir a Palavra fora disso é o mesmo que usar um livro de culinária como um guia prático para construir computadores.
 
Creio que a igreja precisa muito mais de pessoas que estejam dispostas a usar a Palavra de Deus em processos que gerem vida do que para ficar contra argumentando a provocações de ateus para provar se a serpente falava ou não. Creio que a igreja precisa de gente comprometida que pegue em uma das mãos a Palavra de Deus e na outra o jornal do dia, e que anuncie a todos que não precisamos viver uma vida desigual imersa na injustiça. Gente que deixe a discussão inútil de lado e esteja disposta a anunciar Jesus Cristo como o escape da humanidade para a situação na qual nos encontramos hoje.
 
A sociedade precisa de que tipo de resposta: se a serpente falou ou não falou....ou se há um jeito certo, mais justo, de se viver e onde encontramos a referência para se viver este jeito certo?
 
É claro que a humanidade precisa muito mais de respostas para a segunda pergunta: se há um jeito certo, mais justo, de se viver e onde encontramos a referência para se viver este jeito certo?
 
A Palavra nos diz que a resposta é...sim...há um jeito certo e mais justo de se viver, e Jesus nos revela em Sua Própria Vida a referência de como isso é possível!
 
Quando você se deparar com discussões como as de Richard Dawkins, declare como sabiamente declarou John Wesley... “tragam-me um verme que possa entender um homem e eu lhes mostrarei um homem que possa entender o Deus Trino”...pensamento que vive nas entrelinhas das palavras de Jesus...
 
"Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve." ...Lucas 10:21
 
Quem não acredita em Deus corre o risco de acreditar em si mesmo! Aliás este é o mau da humanidade, acreditar que é capaz de ser deus de si mesmo e roubar de Deus a prerrogativa de exercer o Senhorio sobre tudo e todos. Por roubarmos a prerrogativa de Deus, em decidir o certo e o errado, nos tornamos, ladrões, assassinos, corruptos, estupradores, pedófilos...e por ai vai! Aqui nasce a busca pelas perguntas certas, as que realmente interessam! Pois só este tipo de pergunta explica o que éramos e o que nos tornamos, para que, ai sim, encontremos o Caminho, Cristo Jesus, para o que podemos ser.