sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A CERTEZA DA ETERNIDADE

O ser humano não precisa conquistar a eternidade. Somos seres eterno. A eternidade para nós, seres humanos, é uma certeza. A morte é uma inimiga que todos iremos enfrentar, mas ela não aniquilará o nosso ser da existência. Somos eternos. Sendo assim, não precisamos conquistar a eternidade. Não precisamos conquistar nada pois Cristo já fez isso na cruz. O sacrifício de Jesus no Calvário é o ápice da Graça do Pai para conosco. O nosso papel é usufruir da conquista de Jesus: a salvação. Isso por que existem apenas 2 destinos para todo ser humano, ser levado para junto do Pai ou ir para o inferno. Em um destes lugares passaremos a nossa eternidade. Repare bem que não usei a palavra “céu”, muito menos “paraíso”, mas sim o termo “para junto do Pai”. Entenda que sem Deus não existe paraíso, não existe céu. Todo lugar que Deus se faz presente, logo este lugar se torna um Paraíso.

O que pouca gente sabe é que o inferno também é um lugar que foi criado por Deus e é governado por Ele. Muita gente acha que o inferno é governado pelo diabo, mas na realidade o diabo não tem reino algum. Deus é o Criador de tudo. Ele criou Lúcifer, um anjo de Luz e este, por sua vez, se fez diabo, demônio...acusador. Deus também criou o inferno, um lugar que funciona como “local de descarte” de seres humanos que amam a corrupção, o pecado. Este lugar é governado por Deus, mas Deus não se faz presente lá. Deus foi uma vez lá, vestido de Jesus, o Cristo, e lá Ele proveu o escape para todos que creem no seu sacrifício consumado na cruz. Ali Ele venceu a morte e pagou o preço por nós. Ali Ele abriu os portões para todos que vierem a crer no seu sacrifício e se renderem ao Pai possam passar a eternidade junto ao Criador.

Muitos chamam a “ida ao Paraíso” de “Vida Eterna”, mas de certa forma o correto é entender que a salvação nos provê vida com qualidade eterna, qualidade de Deus, vida junto com Deus, onde Sua presença é explícita aos nossos olhos. A eternidade no inferno pode ser entendida como “morte eterna”, uma vida onde Deus não está presente (tanto de forma explícita como de forma não explícita). Hoje estamos em condição de morte, mas Deus está em nosso meio, não o vemos explicitamente, mas podemos sentir sua presença. Isso por que a fatia de tempo que Deus nos concede aqui (fatia esta que chamamos de vida, o tempo que vai do ventre de nossas mães até o nosso último suspiro) é a oportunidade que temos para usufruirmos da salvação que Cristo nos concedeu na cruz. A nossa vida aqui é uma bifurcação na eternidade. Ou seguimos a Jesus ou seguimos nosso ego. Ou vamos para o Pai através de Jesus ou vamos para o inferno como egos absolutos.

A eternidade é uma certeza. A dúvida é: onde iremos passar nossa eternidade?

Jesus escancarou em nossa história, através de sua vida, morte e ressurreição, uma boa nova, um evangelho, um convite a vivermos a eternidade em um reino, cujo o governo pertence ao Pai e Ele governará explicitamente, presente, e todos poderemos contemplar eternamente sua Glória, a olho nu. O amor é o caráter de toda governança que vem desse Rei.

A Palavra nos diz que toda língua há de confessar e todo joelho há de se dobrar. Seja qual for o nosso destino, inferno ou ao lado do Pai, todos iremos reconhecer a Soberania de Deus. Renda-se hoje. Faça isso hoje, já, agora. Faça isso todos os dias de sua vida. Pois Deus é bom, tem bons pensamentos sobre você e se entregou para lhe ter perto Dele. Ele sabe que somos falhos e pecadores. Não espera que você seja perfeito, pois sabe que em você há uma luta interna diária contra o pecado. O que Ele espera é que você faça o seu melhor todos os dias da sua vida, para tentar ser santo, íntegro e sincero de coração. Ele sabe que haverá dias em que você, eu, todos nós falharemos. Para esses dias Ele já nos concedeu a Sua misericórdia. Em dias como estes, o nosso papel é se arrepender e usufruir de sua misericórdia.


Que o Senhor siga nos guiando para a Cruz, para que no dia da volta de Jesus todos nós possamos ser resgatados para perto do Pai, de forma que venhamos a passar a eternidade ao lado Dele. Que o nosso nome esteja escrito no Livro da Vida eterna e que a cruz de Cristo tenha efeito sobre nossas vidas sempre e sempre.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

COITADO OU COITADOS

Quem creu em nossa mensagem e a quem foi revelado o braço do Senhor?
Ele cresceu diante dele como um broto tenro, e como uma raiz saída de uma terra seca. Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos.
Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima.
Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.
Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.
Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.
Com julgamento opressivo ele foi levado. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado.
Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios, e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido qualquer violência nem houvesse qualquer mentira em sua boca. 
Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor faça da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão.
Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniqüidade deles.
Por isso eu lhe darei uma porção entre os grandes, e ele dividirá os despojos com os fortes, porquanto ele derramou sua vida até à morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele carregou o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.
Isaías 53:1-12
Deus arcou com o imensurável preço da Graça. Para o homem, o favor veio de graça. Para Deus a Graça custou tudo, o imensurável, sua própria vida, a vida de seu filho unigênito. Deus arcou com todas as condições para que o seu amor incondicional chegasse até nós. Ao homem, o incondicional amor. Para Deus, a condição da Cruz para sustentar toda a criação. Deus sempre agiu primeiro. Fez tudo antes. Nos amou primeiro, nos perdoou primeiro e se entregou primeiro. Muito antes de dizer “Haja Luz”, Deus disse “Haja Cruz”. Na eternidade Ele se entregou por nós. Expressou em nossa história, lá no Calvário, esse acontecimento.
Nem o mais renomado teólogo, nem mesmo aqueles que viveram com Jesus, jamais saberão o pleno significado desta entrega de Jesus no Calvário. Talvez um dia Deus possa nos revelar. Mas até então só Ele sabe o pleno significado da Cruz. Nós tentamos intuir. Chegamos a algumas verdades. Seguimos tentando fazer o nosso melhor. Mas somos falhos e pecadores. Apelamos sempre para a misericórdia de Deus para nos perdoar. Muitas vezes “brincamos” de cristianismo. Achamos que Jesus é simplesmente um coitado, o bode expiatório que entrou no mundo como um “laranja” para levar as nossas culpas. Esquecemos que Jesus é o próprio Deus que se fez Emanuel (Deus conosco, Deus bem perto). Esquecemos que Jesus é 100% homem e ao mesmo tempo 100% Deus. Que Jesus é Deus vestido de ser humano, que veio nos expressar o que é o verdadeiro viver de um real ser humano, gente que o Criador projetou desde o princípio, no qual o pecado não corrompe.
Ao ver o relato de Isaias muita gente vê Jesus como um coitado. Jesus é Deus e passou por tudo o que passou por que além de poderoso era íntegro. Se o pecado tem como salário a morte, é logicamente óbvio que Jesus ressuscitaria pois o salário da santidade é a vida. Na realidade, talvez, coitados somos nós, gente corrupta, corrompida pelo pecado, que passa por cima de tudo e todos para satisfazer os apetites do nosso ego. Mas a palavra certa não é “coitados” e sim “miseráveis”.
A Cruz é um paradoxo. Ao mesmo tempo que é um espetáculo de amor por parte de Deus é um espetáculo de horror por parte de nós. Ao mesmo tempo que Ele se entregou, nós o assassinamos. A cruz escancara o caráter do poder de Deus e a miserabilidade de nós seres humanos. Nela a aparente fraqueza vence a morte. Se pararmos para pensar isso é ilógico aos nossos olhos. Como assim ver um Deus fraco, frágil, que morre na cruz? Mas em contra partida, o ato da cruz é extremamente lógico para Deus. Ali Ele nos mostrou que Seu Poder tem um caráter: o Amor!
Deus não é um coitado! Em Jesus vemos isso! Ele é espetacular. Não há palavras para descreve-lO. Ele é incomparável. Nós é quem somos miseráveis. Jesus tornou-nos aceitáveis a Deus. Se fez nosso mediador e para isso levou sobre si os nossos pecados. A cruz nos traz comoção ao ver a inocência de Jesus sendo injustiçada pelos nossos erros. Mas o próprio Jesus chamou este ato de glória. O Pai o exaltou por este ato, considerou Ele o Único digno de abrir o livro da vida. Maior do que todos na terra e maior do que todos no céu! 
Jesus não é um coitado. Todo ser humano está destinado a ser como Jesus. Esta é a boa nova do Evangelho da Graça que Jesus proclamou. É deste tipo de gente que o reino de Deus será formado. Por isso a Palavra nos diz que Jesus é o primeiro de muitos filhos que Deus deseja ter em seu reino.  Não somos destinados a ser um coitado. Somos destinados a ser santos, íntegros, gente como Jesus! Eu, você, todos nós nascemos com uma vocação: ser tabernáculo vivo para o Pai. Isso só é possível se reconhecermos em Jesus a face do Pai. Em outras palavras, isso só é possível se vermos Jesus como o próprio Deus!
Que o Senhor siga nos abençoando. Que a sua cruz tenha o efeito desejado pelo próprio Pai em plenitude nas nossas vidas.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O MURO E O VÔMITO



Em uma recente viagem para a República Dominicana, vi na TV do quarto do hotel uma programa que demonstrava a cena da última ceia de Jesus. Nela Jesus dizia que um dos presentes iria lhe trair. Logo em seguida uma das cenas que me chamou a atenção, isso por que não é relatado na Palavra, mas muito interessante pela “sacada” do diretor, mostrava Jesus partindo o pão e dando um dos pedaços na boca de Judas Iscariotes. Neste mesmo momento Jesus lhe disse “ – Apresse-se a fazer o que tens de fazer”. Então logo quando Judas saiu, muito transtornado, do local da ceia, ele vomita o pão.

A Palavra nos diz algo sobre “vômito” em Apocalipse 3:15-16

“Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.” Apocalipse 3:15-16

Interessante, ainda que não esteja relatado na Palavra, perceber a “sacada” do diretor. Você pode pensar: “ – Se não está na Palavra...não é uma verdade....cuidado para não vir com heresias!”. Sim, estou ciente de que só o que é relatado na Palavra é o que podemos entender como Verdade. Entretanto, é possível perceber que Judas caminhou ao lado de Jesus, durante todo o ministério do Mestre, e que ouviu o Cristo falar a todos. Talvez a chama do amor de Jesus tenha o tocado em algum momento, mas infelizmente a frieza de seu ego manteve o seu espírito morno. É possível ver o arrependimento de Judas no ato dele tentar devolver as 30 moedas de prata aos mestres da lei. E já até comentei em outros pensamentos que creio que se Judas não tivesse se suicidado, se ele tivesse clamado a Jesus por arrependimento, O Cristo teria lhe perdoado (isso é algo muito pessoal, respeito caso outras pessoas descordem).

O fato é que não podemos ficar nem lá e nem cá. Não podemos ficar em cima do muro. Temos de saber a quem vamos seguir. Somos imagem e semelhança do Criador, mas infelizmente nós corrompemos esta imagem e semelhança que um dia Deus depositou em nós. Entretanto ainda há em nós um resquício desta imagem e semelhança e Deus deseja restaura-la por inteira. Digo isso por que Deus vomita o morno, e nós também vomitamos aquilo que é morno. Deus nos dá todo o fogo de Seu Espírito Santo, mas se, em nós, o nosso ego entrar em concorrência, o morno ficará presente, e ai jamais seremos capazes de conseguir deixar permanecer em nós o Espírito Santo. Deus não nos impõe sua presença, não arromba portas e nem entra pela janela, pois não é um ladrão: Ele está a porta e bate. Espera que ela seja aberta. Quando entra, nos quer por inteiro. É por isso que o Espírito Santo nos convence de nosso pecado. Para que o nosso ego vá morrendo e para que o calor do Espírito Santo nos venha fazer a ser como Jesus, o Cristo do Pai.

Não podemos ser mornos. Não podemos ficar em cima do muro. Permanecer em cima do muro não significa estar em uma bifurcação. Não significa estar entre dois caminhos. Isso não existe para Deus. Ele te quer 100%, totalmente, integralmente. Ou você se entrega em 100% para Ele, ou você não é dele. Muitas pessoas, inclusive cristãos, entregam apenas parte de suas vidas para o Pai. Ficam em cima do muro. Para situações que são convenientes para o ego, não são cristãos, para outras situações, vestem roupas de santidade, e em muitas outras situações nem sabem o que fazer. Muitos de nós, cristãos, vivemos em cima do muro pelo fato de, irmos a igreja, no domingo, louvarmos e adoramos a Deus, mas no colégio, no trabalho e até mesmo em casa, durante os outros dias da semana, somos pessoas totalmente diferentes com os valores descritos na Palavra de Deus e que são expressos na vida de Jesus! Hipocrisia pura dizer que é um tipo de pessoa mas agir em contradição ao que se diz ser. Deus não gosta desse tipo de pessoa.

“Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.” Apocalipse 3:15-16

Não existe segredo para esse caso: o frio é o lado do diabo, do seu próprio ego, e o quente é o lado de Deus. O morno é o muro. Deus despreza tanto esse tipo de ser humano, que diz que está prestes a vomitá-lo.

Não somos do mundo, mas estamos no mundo. E Deus nos quer no mundo hoje e agora (se não ele não teria orado ao Pai: “Não peço que os tire deste mundo mas que cuide de cada um deles”, e além disso, se Deus não nos quisesse neste mundo, já teria nos tirado daqui, afinal e contas Ele é Deus!). Sendo assim temos que andar com cautela. Não podemos ser influenciados com os valores do mundo. Imagine um amigo seu (cristão ou não cristão), do lado frio do muro. Você se torna intimo dele, cria uma amizade, começa a conversar, a querer saber o que ele faz, quais os lugares que ele frequenta e com o passar do tempo você se vê aonde? Em cima do muro, observando o que seu amigo faz do outro lado. Então vem a dúvida: acompanho ele, ou volto para o seu lado quente do muro. Quando você menos percebe, seu “amigo” te puxa para o outro lado do muro, e você está totalmente do lado errado. O mundo é sagaz e manipulador, craque em seduzir o nosso ego!

Acredito que Deus não tem mais asco com pessoas mornas do que com pessoas frias. O calor da pessoa, de certa forma, representa o caráter da pessoa. Jesus teve de lidar com pessoas mornas durante seu ministério. Ele chamava os mestres da lei de hipócritas. Uma pessoa hipócrita, com vida dupla, que não sabe o que quer! Tanto para Deus quanto para a sociedade, esse não é o melhor tipo de pessoa. A pessoa morna é aquela que um dia já foi quente, e acabou se esfriando. É morna, mas continua esfriando e logo chegará ao frio total! Uma pessoa morna é aquela que se acostumou tanto com a mensagem, que já não consegue interpreta-la mediante aos valores da vida de Jesus. Sendo assim, não aceita mais correção, acha que sabe de tudo, não se surpreende com as coisas de Deus. Esse tipo de gente ou se torna um religioso que se acha cristão ou um cristão de duas vidas. Quer servir a Deus, mas não quer abandonar os prazeres mundanos!

Deus não quer amizade com gente morna:

“Vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus.” Tiago 4:4

O termômetro de Deus se baseia nos fatores da obediência e do compromisso. Estes fatores produzem santidade. Não são fatores fáceis para encararmos diante de um mundo como o que vivemos. Mas o Espírito Santo nos capacita, nos convence de nosso pecado e nos ajuda a seguir no Único caminho: Jesus! Afinal de contas somos destinados a ser como Jesus (ora, não é esta a real salvação do ser humano: ser gente como Jesus nos demonstrou ser gente).

Quando uma pessoa fica muito tempo em um lugar frio ela tem grandes chances de sofrer hipotermia, ou seja, passar por um congelamento lento, que consequentemente provoca sono e posteriormente a morte da pessoa com o congelamento interno total. É exatamente assim com Deus! Se nos sentimos frios espiritualmente, devemos pedir para Deus aquecer nosso coração novamente, com fogo do Espírito Santo.

Ser quente é ser cheio da presença de Deus em sua vida. Viver consciente da Graça de Deus e se alegrar sempre por isso.

Alguém já disse que “a temperatura do corpo pode ser medida com um termômetro, a temperatura espiritual é medida pelas nossas atitudes”.

Não podemos servir a dois senhores! Não da para servir 99% Deus e 1% do mundo!

“E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” 1 João 1:5-7

Para se manter quente é necessário assumir para si o compromisso de se obedecer a Deus! Mesmo não entendendo seus planos, suas vontades temos que confiar. Seguir sabendo que a vontade dEle é melhor do que a nossa! Não podemos orar dizendo “Senhor, meu Deus”, se realmente não o tratamos como nosso Senhor, obedecendo-o. E a obediência tem que ser 100%, até quando você não gosta do que Ele ordena, ou quando você não entende. Se Ele não é o Seu Pastor, não diga “O Senhor é o meu pastor e nada há de me faltar”.

Alguém já disse que demorar a obedecer é o mesmo que desobedecer. É necessário que tenhamos pressa para obedecer a Deus!

Para finalizar fica aqui um pensamento ilustrado em quadrinhos:


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

NÃO NOS CONCEDEU GRAÇA PRA NÃO NOS TER

O Espírito Santo de Deus nos revela extraordinários pensamentos. A linda canção “O Teu Amor” do ministério Adoradores D1 Homem Só é um exemplo concreto disso. Ela traz a seguinte mensagem...

“...Sem santidade jamais
Vou te ver
Mas não me criou pra
Me ter longe de ti, de ti...

...Não nos comprou
Pra não nos ter
Não nos criou
Pra não nos ter
Não nos amou
Pra não nos ter...”

Deus não agiu em pró de cada um de nós, através de Sua Graça, de forma vã. Deus não deixou seu Trono Santo e vestiu pele humana, na face de Jesus, por nada. Deus veio, em Jesus, nos mostrar o que é ser um ser humano de verdade. Nos mostrou o Seu padrão de Santidade e nos pediu para que fizéssemos o nosso melhor. Se colocou a nossa disposição como redentor e fez isso por pura graça. Ele decidiu nos amar e não nos esmagar, enquanto éramos seus inimigos. Ele não nos concedeu graça para não nos ter. Não pagou o “imensurável” para não nos ter. Ele cravou sua própria morte na eternidade e expressou isso diante de nossos olhos, em nossa história, na cruz do Calvário, para nos ter. Ele foi o primeiro a amar, o primeiro a ser negado, rejeitado, o primeiro a perdoar, o primeiro a buscar a reconciliação! Deus não nos amou para nos ter longe. Não nos criou para nos ter longe. Não nos comprou para nos ter longe. Deus sempre nos quis por perto. Sempre quis estar perto de nós, e assim o fez! Se fez Emanuel...Deus conosco, bem perto, imerso na humanidade!

Muitos de nós jamais entenderemos isso em plenitude. Quando fomos expulsos do Éden (em Adão e Eva), Deus também “se expulsou” e saiu do Éden para nos buscar. Fez isso por amor. Decidiu permanecer junto a nós e nos resgatar! Eu, você e todos, inclusive nossos inimigos, não foram criados por Deus para não serem amados. Deus amou até Lúcifer. Mas infelizmente Lúcifer decidiu se rebelar contra Deus. Nós fizemos o mesmo. Deus então escolheu nos amar, escolheu buscar-nos novamente para perto Dele. Isso é algo que, hoje, dificilmente entenderemos plenamente. Talvez um dia entenderemos. Mas a graça, muito mais do que para ser entendida, nos foi concedida para nos render. Somos alvos da Graça de Deus. Jesus veio anunciar um Reino. O Reino do Pai. Jesus veio nos mostrar qual tipo de gente Deus deseja ter neste Reino. Quais os valores de vida essas pessoas devem preservar. Jesus veio anunciar que o Pai deseja nos ter. Essa é a boa nova. Esse é o Evangelho Verdadeiro. Essa é a Graça. Nós complicamos muito as coisas. Ao invés de investir esforços em pró de usufruir desta Graça e nos render em adoração a este Deus tão amoroso, investimos esforços para nos tornar merecedores do Pai.

A Santidade que Deus nos demonstrou em Cristo Jesus não é um padrão que devemos seguir para achar que somos merecedores de algo. Jamais seremos. Somos pecadores imundos. A Santidade que Deus nos demonstrou em Jesus, o Seu Ungido, é o padrão de valores que Deus nos concedeu para sairmos da condição de miserabilidade humana em direção ao verdadeiro viver que Deus deseja que nós, seres humanos, venhamos um dia a viver. Nisso nos tornamos novas criaturas. Nisso resgatamos a imagem e semelhança que um dia Deus depositou em nós mas que nós mesmos corrompemos com o nosso pecado.

Sem santidade jamais veremos a Deus. Como o pregador Tozer certa vez expressou em palavras o seguinte pensamento... Deus não se contenta com qualquer padrão: Ele é o Padrão. Este padrão está explícito a todos os olhos. É Jesus de Nazaré. Ele viveu pelo Pai, morreu pelo Pai e ressuscitou pelo Pai. Ele viveu por nós, morreu por nós e ressuscitou por nós. Só Ele é Santo! Se nós achamos que este padrão é muito elevado (e é) com relação a nossa miserável queda, temos que viver fazendo o nosso melhor. Haverá dias em que venceremos esta condição miserável. Haverá dias em que seremos “apelões” a graça e misericórdia de Deus...e Ele estará de braços abertos para nos perdoar, como o Pai misericordioso que recebe o filho pródigo. É com a consciência de que, para nós cristãos, o pecado não é mais uma escolha e sim um acidente, que seguimos usufruindo da misericórdia de Deus. Assim seguimos, conscientes de que Ele é misericordioso, que Ele nos quer por perto e não mediu esforços para que isso fosse possível.

Somos ovelhas...e o Pastor nos deseja ter bem pertinho Dele. Por isso podemos dizer que o Senhor é nosso Pastor e nada nos faltará...por que somos suas ovelhas...e Ele é um Pastor que esta bem pertinho de nós, provendo-nos tudo o que for necessário para que tenhamos vida em abundância...vida com qualidade de Deus!


Isso tem tudo a ver com quem o Pastor É...e nada a ver com o que somos. Isso é Graça!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

PADRÃO PERFEITO

A W Tozer certa vez expressou em palavras o seguinte pensamento: “Santo é o que Deus É. Para ser santo, Ele não se conforma a um padrão. Ele É o Padrão.
 
Tozer foi muito assertivo ao expressar este pensamento. A Palavra nos diz que Deus, o Criador, nos criou e que nós, criaturas, nos rebelamos contra Ele. A rebelião nos colocou em um sistema caótico. A liberdade que Deus nos concedeu foi usada de forma errada e a criação pecou. O que era para ser liberdade foi entendida como libertinagem. É como disse Norman Geisler, se Deus fez criaturas livres, e se é bom ser livre, então a origem do mal está no uso indevido da liberdade. Enfim, o homem pecou e a partir daí criou um padrão de vida. A criatura passou então a viver um padrão de vida em desacordo com o padrão de Deus, o Criador.
 
O Criador então revelou a Moisés um padrão de vida no qual todo homem deveria se basear. A famosa lei, ou também conhecida como Torá,  que é expressa no Antigo Testamento, nos primeiros 5 livros chamados Pentateuco. Com o decorrer do tempo e da história a lei de Deus, perfeita e graciosa, passou a ser má interpretada pelo homem. Deus então expressou na vida de Jesus, o Seu Ungido, o Seu Cristo, todos os valores da lei. Deus entrou em nossa história com a face de Jesus. Em Cristo a lei atingiu o ápice de expressão. A lei ganhou vida. Deus demonstrou o Padrão no qual Ele deseja que nós, toda a humanidade, devamos viver. Jesus Cristo é o Padrão. Jesus Cristo é o Gabarito. Jesus Cristo é Deus!
 
O meu, o seu, ou qualquer outro padrão de vida, que não seja o de Jesus, é falho. Só Jesus é Perfeito. Ele é o Primogênito do Pai, o primeiro de muitos filhos que o Pai deseja ter. A Palavra nos diz que sem santidade é impossível ver a Deus. Só podemos ser santo em Jesus, pois o seu sangue nos purifica e nos justifica diante do Pai. Na Cruz de Cristo todos os nosso pecados já foram perdoados. Esse foi o primeiro passo que Deus deu em nossa direção após a nossa rebeldia contra Ele, pois a cruz já era conhecida na eternidade muito antes deste mundo existir.
 
Neste padrão de vida a verdadeira alegria está presente, pois a verdadeira alegria consiste em estar juntamente com Cristo. Uso novamente as palavras de Tozer para me expressar: “Há mais restauradora alegria em cinco minutos de adoração do que em cinco noites de folia”
 
Jesus é o nosso destino. Ele é o Padrão e somos destinados a viver uma vida neste Padrão! Nisso consiste a salvação. Afinal de contas não seria o Paraíso um lugar onde gente como Cristo contemplarão a glória do próprio Jesus?
 
Uma vida com este Padrão pode parecer difícil por sermos tão corrompidos pelo pecado. Mas não se esqueça que o Espírito Santo nos convence do nosso pecado e abre as portas para o arrependimento. O efeito da cruz ainda está presente em nossas vidas e Jesus, muito mais que nosso advogado, é o valor de cada uma das nossas vidas, o imensurável! Ele é a nosso favor, veio para restaurar a cana quebrada e não para terminar de quebra-la!

NINGUÉM TEM PACIÊNCIA COMIGO


Deus tem muita paciência com nós seres humanos. Aliás Deus tem muita paciência comigo. Já parou para pensar nisso? Por exemplo, já se perguntou por que Deus tem tanta paciência com você?

 

Se formos sinceros com nós mesmos chegaremos à conclusão de que o maior pecador que conhecemos somos nós mesmos.

 

Nós cristãos caminhamos sobre a corda bamba entre os valores de Deus e os valores do mundo. Vivemos entre a heresia e a verdade. Vivemos entre a religiosidade e a Verdade. Isso me faz lembrar um pensamento expresso por Russel Sheed: “Muitos homens religiosos gastam duas vezes mais esforço para chegar ao inferno do que seria necessário para alcançar o Céu”.

 

Todos os seres humanos, mas principalmente nós cristãos (que alegamos conhecer a verdade), agimos como o “Chaves do oito”. Aprontamos e alegamos “Ninguém tem paciência comigo!”. Mas se você parar para pensar, a cada manhã as misericórdias de Deus se renovam, e um novo dia, uma nova oportunidade, se esparrama diante de nossos pés.

 

Deus tem muita paciência conosco. Ele é compassivo e acredita em nós. Para Ele, não existe nenhum ser humano que não tenha potencial para se tornar um ser humano igual a Cristo. Muita gente acha que Deus não se importa. Diz que Deus criou o mundo em 6 dias, foi descansar no sétimo dia e ainda está descansando, de forma que o mundo segue o rumo no toar da canção “deixa a vida me levar...vida leva eu”. Mas o silêncio de Deus não é sinônimo de ausência Dele. Mas não creio nisso. Aliás a Palavra de Deus não nos diz isso. É como se Deus usasse as palavras da canção para nos dizer:

 

Se você não entende o meu silêncio ...como entenderia as minhas Palavras? Minhas razões?

 


Deus trabalha e muito. Segue paciente conosco. Na maioria das vezes em silêncio, Deus segue fazendo a parte Dele..
Deus tem muita paciência com nós seres humanos. Aliás Deus tem muita paciência comigo. Já parou para pensar nisso? Por exemplo, já se perguntou por que Deus tem tanta paciência com você?
 
Se formos sinceros com nós mesmos chegaremos à conclusão de que o maior pecador que conhecemos somos nós mesmos.
 
Nós cristãos caminhamos sobre a corda bamba entre os valores de Deus e os valores do mundo. Vivemos entre a heresia e a verdade. Vivemos entre a religiosidade e a Verdade. Isso me faz lembrar um pensamento expresso por Russel Sheed: “Muitos homens religiosos gastam duas vezes mais esforço para chegar ao inferno do que seria necessário para alcançar o Céu”.
 
Todos os seres humanos, mas principalmente nós cristãos (que alegamos conhecer a verdade), agimos como o “Chaves do oito”. Aprontamos e alegamos “Ninguém tem paciência comigo!”. Mas se você parar para pensar, a cada manhã as misericórdias de Deus se renovam, e um novo dia, uma nova oportunidade, se esparrama diante de nossos pés.
 
Deus tem muita paciência conosco. Ele é compassivo e acredita em nós. Para Ele, não existe nenhum ser humano que não tenha potencial para se tornar um ser humano igual a Cristo. Muita gente acha que Deus não se importa. Diz que Deus criou o mundo em 6 dias, foi descansar no sétimo dia e ainda está descansando, de forma que o mundo segue o rumo no toar da canção “deixa a vida me levar...vida leva eu”. Mas o silêncio de Deus não é sinônimo de ausência Dele. Mas não creio nisso. Aliás a Palavra de Deus não nos diz isso. É como se Deus usasse as palavras da canção para nos dizer:
 
Se você não entende o meu silêncio ...como entenderia as minhas Palavras? Minhas razões?
 
Deus trabalha e muito. Segue paciente conosco. Na maioria das vezes em silêncio, Deus segue fazendo a parte Dele...sustentando através da Cruz a sua misericórdia para com todos!
 
A vida segue o rumo e a paciência de Deus segue se alongando para conosco. O problema é que achamos que temos todo o tempo do mundo em nossas mãos. A velha e maligna sensação de que somos eternos, que iremos poder fazer tudo pois temos o controle de tudo. Não podemos esquecer que paciência de Deus é plena em justiça, e que um dia não haverá mais tempo para rompermos com a rebelião.
 
Não dá para seguir em uma vida alegando “ninguém tem paciência comigo”, pois Deus tem paciência e muita para conosco. Se existe um Deus, existe uma maneira certa de se viver. Jesus é a expressão de vida que devemos ter como base. Sendo assim, não importa qual a vida que você teve ou levou até agora, Deus já tem tido paciência contigo (afinal de contas se você está lendo esse texto, é por que você está respirando, está vivo!), sendo assim, ainda há tempo para que o velho homem venha a morrer e um novo homem venha a nascer!
 
A cada manhã, as misericórdias de Deus nos perseguem. O nosso papel é nos arrependermos dos nossos maus caminhos, da nossa rebelião e usufruirmos do abraço da cruz do Cristo!
.sustentando através da Cruz a sua misericórdia para com todos!


 

A vida segue o rumo e a paciência de Deus segue se alongando para conosco. O problema é que achamos que temos todo o tempo do mundo em nossas mãos. A velha e maligna sensação de que somos eternos, que iremos poder fazer tudo pois temos o controle de tudo. Não podemos esquecer que paciência de Deus é plena em justiça, e que um dia não haverá mais tempo para rompermos com a rebelião.

 

Não dá para seguir em uma vida alegando “ninguém tem paciência comigo”, pois Deus tem paciência e muita para conosco. Se existe um Deus, existe uma maneira certa de se viver. Jesus é a expressão de vida que devemos ter como base. Sendo assim, não importa qual a vida que você teve ou levou até agora, Deus já tem tido paciência contigo (afinal de contas se você está lendo esse texto, é por que você está respirando, está vivo!), sendo assim, ainda há tempo para que o velho homem venha a morrer e um novo homem venha a nascer!

 

A cada manhã, as misericórdias de Deus nos perseguem. O nosso papel é nos arrependermos dos nossos maus caminhos, da nossa rebelião e usufruirmos do abraço da cruz do Cristo!

SERES RELACIONAIS

Eugene Peterson expressou na seguinte frase uma extraordinária verdade: “Nunca estamos tão vivos como no instante em que nos relacionamos com Deus”.
 
Somos seres relacionais e é justamente no momento em que nós, criaturas, nos relacionamos com Deus, o Criador, que nos tornamos mais vivos do que nunca. É se relacionando com Deus que aprendemos a nos relacionarmos uns com os outros. Não é à toa que o próprio Deus nos designou, como principal lei, o mandamento de amarmos a Deus sobre tudo e todos, com todo nosso entendimento. Isso por que o relacionamento que Deus deseja traçar com todos nós se baseia no amor. Só aprendemos a amar verdadeiramente quando amamos à Deus. Ele nos amou primeiro. Ele é  Amor. Seu caráter é o amor. O princípio de toda a criação de Deus foi o amor. Como diria o poeta, no princípio “Era o Sonho”, “Era a poesia”, ...muito antes do “Verbo”, o “Amor Nasceu”...e antes do “Haja luz” houve a cruz, houve o sonho, o amor, a tristeza... houve o perdão.
 
Depois da queda, do nosso pecado, o que restou foi a sensação da ausência. Mas a verdade é que a ausência é muito mais presente do que podemos imaginar. Agostinho dizia que “Deus é mais verdadeiramente imaginado do que expresso, e existe mais verdadeiramente do que é imaginado”.
 
Somos seres relacionais. Um dia nós recebemos a imagem e semelhança de um Deus cujo o caráter é o amor. Um Deus que desejou e ainda deseja que o amor prevaleça no relacionamento entre criatura x Criador. O pecado corrompeu esta imagem e semelhança que Deus depositou em nós. Nós demos vazão ao pecado e hoje somos muito mais imagem e semelhança da besta do que de Deus. Entretanto Deus seguiu com o seu propósito de nos amar. Não nos aniquilou e optou por entregar tudo, Sua própria vida, para aniquilar o pecado sem aniquilar o pecador. Só assim os relacionamentos de amor, tais como Deus sempre planejou desde o princípio, poderiam prevalecer. A Cruz é a continuidade de um sonho que Deus sonhou na eternidade. A cruz é a restauração da imagem e semelhança que Deus depositou em nós, mas que nosso ego corrompeu.
 
O Deus expresso no rosto de Jesus, o Cristo, é um Deus vivo, poderoso, no qual o caráter deste poder é o amor. Viva! Viva uma vida mais viva do que nunca! Uma vida em relacionamento constante com Deus. Afinal de contas, “Nunca estamos tão vivos como no instante em que nos relacionamos com Deus”. Uma vida com relacionamento constante com o Pai Celestial é uma vida com qualidade de Deus! Foi isso que Jesus escancarou em sua vida, morte e ressurreição...Vida com qualidade de Deus! Que cada um de nós seja capaz de seguir ao Cristo nas mesmas atitudes.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

EU PREFIRO MORRER DO QUE PERDER A VIDA

Um dos episódios mais engraçados do Chaves é aquele em que o Quico e o Chaves estão brincando de “guerrinha” na vila. No meio da brincadeira, o chaves sobe a escadaria da vila para se esconder e diz para o Quico uma das pérolas mais engraçadas do seriado: “Eu prefiro morrer do que perder a vida”!

Parece ser algo sem sentido, mas há muito mais sabedoria nesta frase do que se pode imaginar. Jesus pregou isso há quase 2000 anos atrás nas ruas de Jerusalém: “ - Quem não morrer para si mesmo não alcançará a vida eterna!”...” – Aquele que tentar ganhar a vida, irá perde-la, aquele que perde-la, irá ganha-la”. A Palavra nos diz:

“Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salvá-la-á.” Lucas 17:33

“Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á.“
Mateus 10:39

Recentemente ouvi o Pastor André Queirós da Igreja Conexão Primeira dizer algo muito sábio em uma de suas pregações. Dizia ele que um pastor um dia lhe disse algo lhe ensinou muito: “ – Tenho que matar o meu ego diariamente, antes que ele me mate”.

Em outras palavras: “ – Eu prefiro morrer do que perder a vida”!

Sabe, posso estar errado na analogia que irei fazer, mas tenho pensado muito e acredito que esteja confirmando cada vez mais a seguinte tese: O ser humano tem apetites e Deus tem vontade.

O apetite é a vontade desenfreada, que passa por cima de tudo e todos para ser saciado. A vontade é respeitosa, está presente mas só acontece se for permitida.

Enquanto o nosso “eu” estiver vivo em nós, os nossos apetites descontrolados estarão em desacordo com os valores do nosso Criador. É o nosso Adão ruminando o pecado, passando por cima de quem quer que seja para saciar os seus apetites. Verdadeiras bestas, egoístas e cegas pelos apetites desenfreados do ego.

Só quando agirmos como Jesus e vivermos uma vida submissa a Deus, onde Deus é o centro de tudo e o outro é o alvo da nossa bondade, seremos seres humanos verdadeiros. Jesus não atropela tudo e todos. Ele não é ladrão. Não arromba portas e nem janelas. Ele só entra se é convidado. Está sempre à porta...batendo e esperando que a mesma seja aberta.

Enquanto não morrermos para nós mesmos não seremos capazes de abrir esta porta. A morte do nosso eu nasce no nosso arrependimento.

Para morrer ao invés de perder a vida é necessário que o nosso ser dê vazão ao Espírito Santo, por que Ele é quem nos convence do nosso pecado e nos conduz ao arrependimento. Ele inicia em nós o processo de transformação de ser, onde o velho Adão fica para trás e o Jesus de Nazaré se faz presente em nós.


Se existe um Deus então existe um jeito certo de viver. Jesus expressou esse jeito certo de viver a todos nós. Que cada um de nós sejamos capazes de viver uma vida como a do nosso Senhor Jesus, o Cristo.

PÍLULAS DE NANICOLINA

Um dos personagens mais divertidos que acompanhei na minha infância foi o Chapolin Colorado, interpretado pelo extraordinário Roberto Bolaños que infelizmente faleceu recentemente. O Polegar Vermelho era sempre implacável em nos fazer rir. Uma de suas “armas” mais famosas eram as pílulas de nanicolina, também conhecidas como pílulas de polegarina. Bastava tomar uma delas e “vupt”...o vermelhinho (assim também era conhecido o Chapolin) encolhia instantaneamente.

Interessante como esta estratégia do Chapolin, de usar das pílulas de polegarinas para diminuir de tamanho em pró de ajudar o próximo, nos remete a pelo menos duas realidades cristãs.

A primeira  é a atitude de Deus em relação a nós. Ao abrir mão de todo o seu poder, soberania e glória, para entrar na nossa história, adquirir rosto humano e viver em pró de nos salvar, Deus “diminuiu-se” para se reconciliar conosco e nos tirar da condição de miseráveis para a condição de justificados.

A Palavra nos diz:

É necessário que ele cresça e que eu diminua. João 3:30

Perceba que aqui temos um homem dizendo que se dispõe a diminuir para que Deus cresça. Mas antes disso, Deus se diminuiu para nos fazer crescer (de miseráveis para aceitáveis, de merecedores do inferno para justificados pelo Cordeiro). Essa graça que Deus nos concede revela o seu caráter, o Amor, no qual todos nós que usufruímos deste favor imerecido somos convidados a ser imitadores.

Nisto entra a uma segunda realidade: Temos que assumir a atitude do Cristo em nós. Diminuirmos para que o Deus cresça. E só há uma maneira de fazermos isso...servindo-o. Aqui vale a máxima que diz: “Só há uma maneira de servir a Deus: servindo o próximo!”. Sendo assim, a melhor maneira de diminuirmos para que Deus cresça, é nos diminuirmos para que o nosso próximo seja exaltado. Não com glórias medíocres, mas com os valores reais do Reino de Deus, valores esses expressos na vida de Jesus!

Deus se diminuiu para nos aumentar. Você pode pensar: “ – Heresia!”...mas ainda que este “aumentar” seja simplesmente nos tirar da condição de inimigos de Deus para a condição de aceitáveis pelo sangue do Cristo...isso sim é uma verdade! Não há mérito humano nisso, toda glória desta atitude é do Cordeiro.

Deus um dia tomou pílulas de polegarina e se diminuiu. Entrou em nosso tempo e veio nos resgatar. Entregou tudo, absolutamente tudo: doou-se por inteiro. Se diminuiu ao extremo, sem reservas! Na cruz Ele chegou à menor diminuição que ele podia chegar. Mas ali escancarou em um paradoxo o ponto máximo de Sua Glória! Por isso Jesus, Deus Verdadeiro, é o Único, Eterno, Suficiente e Exclusivo Salvador de todo o ser que respira. Um dia toda língua irá confessar isso. Um dia todo joelho se dobrará e se renderá ao Senhorio de Jesus.


Louvado seja o Santo Nome de Jesus!