quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A RESSURREIÇÃO AGORA

Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes.
E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.
Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos,
E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.
Mateus 13:47-50

Muita gente acha que “Ressurreição” é algo que só ocorrerá no último dia. Pensam como Marta, que no contexto da morte de Lázaro, ao escutar Jesus dizer que seu irmão iria ressuscitar, respondeu dizendo: “Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia” João 11:24. Entretanto o cristianismo pavimenta sobre o solo da vida a oportunidade de novos começos. Isso por que Jesus é um Deus que nos convida a viver o “daqui pra frente”. Em outras palavras, Jesus é um Deus que se importa muito mais com a forma que terminados a nossa jornada do que com a maneira como começamos.

O Padre Antônio Vieira, em um dos seus sermões, diz que, quando Jesus morreu, os evangelhos relatam que, juntamente com Ele, morreram mais 3 pessoas: Judas Iscariotes, o mau ladrão e o bom ladrão (cujo a tradição católica afirma que se chamava Dimas).

Olhando para estas 4 mortes, Vieira afirma:

Judas Iscariotes começou bem, entretanto, terminou mal: Judas era apóstolo, tesoureiro do grupo de Jesus, mas acabou traindo Jesus e se enforcando.
O mal ladrão, começou mal e terminou mal: ele era ladrão e morreu blasfemando contra Jesus.
Dimas, o bom ladrão, começou mal, mas terminou bem: Dimas era ladrão, mas na cruz, ao lado de Jesus, reconheceu seu pecado e clamou para que Jesus se lembrasse dele no Reino dos Céus. Jesus respondeu a Dimas que eles estariam juntos no Paraíso.
E Jesus, começou bem e terminou bem: foi santo e fiel até o fim.

Perceba: os começos não são tão importantes como o fim! O que importa é como estaremos no último dia: parecidos com Adão ou parecidos com Jesus?

O problema neste contexto é que não sabemos quando é o nosso último dia. Não sabemos do amanhã. O “hoje” é o que temos por concreto. Quem não sabe do dia de amanhã não tem tempo algum. Aqui somos arremessados ao pensamento de que a Ressurreição deve ser vivida no agora. Na consciência de que o velho homem deve morrer e uma nova criatura deve ressurgir em Jesus. Não necessariamente teremos os preciosos minutos que Dimas teve para olhar para o Seu lado e reconhecer Jesus ali ao seu lado como Deus Salvador. O nosso momento de ressurreição é agora. Hoje é o dia para viver o que Jesus disse a Nicodemos: “Necessário é nascer de novo!” (João 3:7).

Será que teremos tempo para dizer como Paulo, antes do cruzar da linha de chegada:  “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” 2 Timóteo 4:7. ???

Pense na Parábola que Jesus conta sobre a rede que é lançada ao mar:

O Reino não é a rede. O Reino é a separação que ocorre dentro da rede. Jesus escancara um convite a repensarmos sobre o que fazemos com nosso destino. A Rede é a vida, as circunstâncias que não foram escolhidas por ti, mas que se consumaram como cenário de vida para a sua existência. Você é o peixe se debatendo na rede e pensando “como vim parar aqui!?”. Jesus será Aquele quem irá separar os peixes. Ele olhará para você e se perguntará: este é um bagre cascudo ou uma pescada? É um baiacu venenoso ou um robalo? A Rede ainda está coletando peixes, com todas as circunstâncias aleatórias. Nós temos que decidir: permanecer baiacus venenosos ou tentar se tornar um belo de um peixe que agrade a Deus?

O evangelho nos diz: “Não importa como você veio parar na rede, mas o que você fez de si, dentro das circunstâncias em que você veio parar na rede...”

É um convite a sair da zona de conforto e buscar uma vida com os valores de Deus.

Conta-se que uma empresa de pesca Japonesa, percebendo que os japoneses sempre adoraram peixe fresco e que, infelizmente, as águas perto do Japão não produziam muitos peixes há décadas, aumentou o tamanho dos seus navios pesqueiros e começou a pescar em lugares mais longes, como por exemplo, perto da Austrália. Quanto mais longe os barcos iam, mais tempo levava para  retornar e por consequência, o peixe não chegava fresco. Percebendo que os japoneses não gostaram do gosto destes peixes, a empresa instalou congeladores em seus barcos para resolver o problema. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Com isso, os congeladores permitiam que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo. Entretanto, os consumidores japoneses ainda conseguiam notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e é claro, eles não gostavam do peixe congelado. Então a empresa de pesca, como tentativa de resolver o problema, instalou tanques com água dentro dos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, "como sardinhas". O problema era que, depois de certo tempo, pela falta de espaço, os peixes paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos. Resultado: por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor e os japoneses, consumidores exigentes, reclamavam que ainda podiam notar a diferença do gosto. Eles queriam o gosto de peixe fresco e não um gosto de peixe apático.
Então, como a empresa poderia resolver este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor?
A resposta que a empresa encontrou nasce na observação de  L. Ron Hubbard: "O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador".
Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chegam "bem vivos". Os peixes são desafiados a viver.
O nosso tubarão é o tempo. Ele deseja devorar nossas vidas. Por isso a necessidade de se lutar pela vida, e aqui digo, Vida Eterna, é hoje. A Ressurreição deve ser agora: ressurgir em Cristo, ressurgir para Cristo, ressurgir no Cristo...para que a consumação da ressurreição seja concretizada no último dia, para uma eternidade ao lado de Jesus.

O tubarão já está no seu tanque, isso te ínsita a se entregar ou a lutar por vida eterna?

A Ressurreição é hoje, agora, no Cristo Jesus.


“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." João 5:24

"RELIGIOSO X SAGRADO" E "NÃO RELIGIOSO X PROFANO"

Já parou para pensar no quanto confundimos  “religioso” com “sagrado”, “divino”, “de Deus” e “não religioso” com “profano”, “mundano”, “do diabo”, “demoníaco”? Fazemos isso por que achamo-nos capazes de julgar coisas! Esquecemos que este ato, o de julgar coisas, é o mesmo que ficar ruminando (mastigando constantemente) o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal relatada em Gênesis. Em outras palavras, seguimos dando vazão ao pecado de Adão e Eva.

Acho interessante o fato de que somos seres propícios a julgar. E como se não bastasse o fato de julgarmos o próximo ser demoníaco, colocamos na cadeira do réu o nosso “ego”, e exercemos ali o papel de advogado do diabo (diabo, no caso, não Lúcifer, mas o nosso “eu”). Como insistimos em defender o nosso “eu”, como é difícil admitirmos os nossos pecados, as nossas afrontas contra a soberania de Deus. É um tal de “eu assisto cultos todos os domingos, eu dou o dízimo, eu oferto” para diminuir a sensação de que somos pecadores.

É engraçado, e demoníaco, ver pessoas que afirmam: “Eu não tenho pecado, não faço mal a ninguém!”. Ao dizerem isso pecam 2 vezes, por mentir, e por chamar Deus de mentiroso, pois o próprio Deus afirma em Sua Palavra: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Romanos 3:23

Julgar o fator “estar no mundo” ou “na igreja” é caminhar sobre a confusão “religioso = sagrado” e “não religioso = profano”. Isso não compete ao homem, que diga-se de passagem, é limitadíssimo para poder discernir estas coisas.

É certo que a lei de Deus e os valores do Seu Reino estão impressos nas páginas da Bíblia. Mas Deus é vento que sopra para lá e para cá, não pode ser limitado. Então é certo que Deus pode estar sim imprimindo os valores da Sua lei e do Seu Reino na consciência e no coração de gente que está fora da igreja. Deus age onde, quando e como quer. Precisamos jogar por terra a nossa posição de “juízes” e viver com a consciência de que não é a Lei de Deus revelada a Moisés, muito menos a nossa experiência religiosa na igreja e tão pouco a nossa consciência espiritual o critério que Deus usa para julgar. O critério absoluto de Deus para julgar a todos os seres humanos é Jesus. Sendo assim, devemos parar de perder tempo querendo sentar no trono de Deus e passar a investir tempo na busca de nos tornarmos iguais ao Messias, Jesus, o Nazareno. Devemos parar de transformar o “hall de membros da igreja evangélica” em “livro da vida”. Parar com a soberba de dizer por ai que o povo evangélico é o povo escolhido de Deus. Só Ele é quem tem em mãos a prerrogativa destes assuntos.

Isso me lembra as palavras do Pastor Villy Fomin que questionava o fato de chamarmos pessoas que saiam das igrejas (instituições) de “desviadas”. Ora, se os valores pregados por sua igreja não são os que foram explícitos na vida de Jesus, vale muito à pena desviar-se e procurar o verdadeiro caminho: Jesus!

Quem julga você é Deus...não são os outros e muito menos você. Viver isso implica em não se importar mais em saber o que os outros dizem quem você é, e sim se importar com o que o Senhor diz quem você é. Afinal de contas, nós só podemos dizer que “somos” por que Ele diz que “somos”.

Não siga mastigando o fruto da árvore do bem e do mal. Cuspa fora este fruto. Só quem pode “mastigá-lo” é Deus. Siga em direção a Cristo e não descanse na sua experiência religiosa a ponto de você perder o temor de Deus.


Que o Senhor seja conosco!

ENERGIA RESÍDUAL

Pense em um ventilador plugado na tomada. A hélice gira constantemente. Então imagine que a tomada é desconectada. Neste momento a hélice do ventilador perde força, mas segue girando. Ela gira por que está suportada por uma energia residual. Entretanto, a cada segundo que se passa, a hélice vai ficando mais lenta, pois a energia residual vai se dissipando, até que, finalmente, a hélice para de girar. Enfim, a energia residual se foi.

Este é o exemplo (que gosto muito) utilizado pelo Pastor Ed René Kivitz para ilustrar a condição humana. Somos o ventilador. A hélice é o nosso coração. A tomada é Deus, a fonte de vida. O ato de desconexão, é o nosso pecado. A energia residual é a vida, “bios”, que vai se dissipando com o passar do tempo. O “parar da hélice” é o que chamamos de morte.

Esta é a situação em que todos nós estamos. Igualados pelo pecado que nos desconecta de Deus. O pecado de achar que podemos “funcionar” sem estarmos “plugados” em Deus. O pecado de achar que a nossa hélice continuará girando eternamente. O pecado de achar que a energia residual é energia eterna.

Mortos Vivos, Walking Deads, é isso o que somos. A consumação do fato “parar de girar a hélice” logo chegará. O “ceifeiro” corre pelas ruas coletando vidas. E logo chegará a nossa vez. O resíduo de vida se esvai a cada segundo e logo a morte se consumará. Então a pergunta é: há alguma alternativa para o homem?

Deus nos responde: “Sim, é possível se plugar novamente em mim”. Muito mais que isso, Deus não apenas responde, mas provê o meio: “Olhe para Meu Filho amado, Jesus! Ele é o Caminho para a Vida Eterna”.

O ato de se plugar novamente na tomada consiste nasce na consciência de que temos a necessidade de sair da condição que estamos. Este primeiro passo nos leva a dar vasão ao agir do Espírito Santo. Vencer a morte só é possível se nos tornarmos gente como Jesus. A cada dia que nos tornamos parecidos com o Cristo, damos um passo na direção de Deus. Ele é o caminho. Ele nos pluga novamente na tomada. Ele é o único capaz de transformar a Energia Residual em Energia Eterna...Energia com Qualidade Eterna, "Zoe", Vida Com Qualidade de Deus!. Energia que faz a hélice girar como se deve girar, com a força na qual ela foi projetada para girar.

A “máquina ser humano” foi projetada para “funcionar” com o “Combustível Deus”. Só seremos realmente o que fomos projetados para Ser se vivermos conscientes de devemos buscar em Jesus o jeito certo de se viver. É como alguém já disse: “Se existe um Deus, então existe um jeito certo de se viver”. Deus existe, e explicitou em seu amado Filho o jeito certo de se viver.


Somos ventiladores projetados para ter a hélice girando eternamente. Conecte-se novamente na tomada...não se iluda com esta energia residual...ela logo irá se dissipar!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O PROPÓSITO DA SALVAÇÃO VAI ALÉM DO PROPÓSITO DE HABITAR NOS CÉUS

Muita gente não sabe que precisa ser salva. E ainda, dos que possuem consciência de que precisam de salvação, muitos não sabem do que precisam ser salvos. Parece uma ironia, mas quantas igrejas estão lotadas de gente assim, assistindo cultos e mais cultos, buscando salvação, mas sem ter consciência de qual é a real necessidade de se buscar a salvação!?
 
Existe um leque muito grande sobre do que precisamos ser salvos. Mas creio que o principal alicerce que nos condiciona em termos a necessidade de sermos salvos está no pecado. O problema é que, dizer que precisamos ser salvos do pecado é muito raso. Isso por que enxergamos o pecado como uma ação que parte de nós, seja por pensamento, ato concreto em si, ou até mesmo por omissão. Mas creio que a visão do pecado é mais profunda.
 
Quando olhamos com sinceridade para as palavras do Apóstolo Paulo, que diz “Miserável Homem que Sou”, chegamos à conclusão que somos o pecado. A partir daí, o pecado deixa de ser simples pensar, agir ou omitir. A consciência escancara: o pecado sou eu. E é exatamente aqui que começamos a responder a pergunta: “Salvos do que?”. Pensar que estamos sendo salvo, simplesmente, do demônio, é hipocrisia. Aliás creio que até o demônio gosta que pensamos assim, pois afinal de contas, não importa quem acabe com a sua vida, seja ele ou você mesmo, ele estará feliz.
 
O plano de redenção traçado por Deus deseja nos salvar principalmente de nós mesmos, do nosso ego, da nossa natureza que insiste em amar de forma deturpada (ou seja visando sempre o interesse próprio, custe o que custar). Mais que isso, Deus deseja nos salvar da lógica que criamos em nossa mente de que podemos viver sem Ele. Muito mais que isso, Deus deseja nos salvar da lógica que criamos em nossa mente de que podemos ser Deus no lugar Dele. Deus nos deseja salvar da condição de morte na qual nós mesmos nos colocamos.  Percebe o quão mais profundo está a necessidade de sermos salvos?
 
Bom, mas se precisamos ser salvos, como acontece este processo? Ficar no “lugar comum”, “chavão” de que a salvação não é por boas obras mas sim pela graça de Deus é muito confortável. Consciente de que não desejo “reinventar a roda”, ou seja, criar novas teorias (ou heresias se assim preferir), gostaria de propor outro raciocínio, mais profundo, que nos ajude a entender melhor o ato de redenção de Deus. O ponto de partida está em Romanos 8:28-30. Dentre várias hipóteses para entender a salvação, muita gente discute o mistério da predestinação (que Deus já elegeu quem vai ser ou não salvo) de Romanos 8:28-30:
 
Sabemos que Deus age (coopera) em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.
Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou.
 
Sinceramente, muito mais que focar na predestinação e em seu mistério (não menosprezando o assunto), este texto escancara verdades nas quais podemos nos agarrar, para buscar um norte sobre este assunto “salvação”:
 
Primeiramente, o texto nos fundamenta que a prerrogativa de salvar pertence a Deus. Em outras palavras, todo o ato de salvação parte de Deus. Ele quem chama, convence, justifica, glorifica, até mesmo escolhe quem salvar e estabelece o destino do salvo.
 
Você poderia afirmar: Se é Ele quem escolhe quem salvar, o que tenho de fazer? Acredito que a resposta seja uma só: se comportar como escolhido. Não com soberba e arrogância, mas sim com a consciência de que precisa ser salvo! O comportamento de escolhido nasce na consciência de que se precisa ser salvo. Aqui entra um detalhe interessante: há uma grande diferença entre ser “chamado” e ser “escolhido”. Deus chamou a todos, pois é do desejo Dele que todos os homens sejam salvos. Mas só os que, tendo sido chamados, e se comportarem como escolhidos, agindo com a consciência de que é miserável e precisa de salvação, serão os escolhidos.
 
A prerrogativa de salvar pertence a Deus!  O papel do homem é um só: ter a consciência de que precisa ser salvo.
 
Outra informação importante que o texto nos revela é que o propósito da salvação é nossa transformação conforme o caráter de Jesus, o Cristo.
 
Salvação não é, simplesmente, ir para o céu. Salvação não é, simplesmente, se livrar de arder no fogo do inferno. Mais que isso, salvação não tem nada a ver com a consumação de uma vida mais confortável do que esta que temos aqui hoje. Muito além da vida aqui na terra (nossas circunstâncias atuais), do céu ou do inferno (do nosso futuro), está a real visão de salvação. Salvação tem tudo a ver com o inferno deixar de habitar em nós e o caráter de Cristo se formar em nós.
 
Salvação tem a ver com o tipo de gente que você é e não que tipo de lugar você vai viver. Ser salvo é ser transformado a imagem de Jesus Cristo. Não seremos salvos para irmos habitar em um lugar. Nosso destino é mais que um lugar, é um Ser: Jesus.
 
Esta salvação se consuma quando nós participarmos em plenitude da natureza Divina, através de Jesus. Ele é o primogênito, o primeiro dentre tantos filhos que Deus deseja ter.
 
Por isso nossa peregrinação não deve estar ocupada com a circunstância da vida e nem com o nosso destino eterno, mas sim em nos identificarmos como miseráveis homens que somos e buscarmos ser iguais a Cristo, o único capaz de nos retirar da condição miserável na qual estamos.
 
O poder da morte e do pecado nos puxa para baixo, mas o poder da ressurreição de Cristo nos puxa para perto de Deus. Este poder já age em nós. Nos convida a viver acima da mediocridade humana, nos convida a viver os valores do reino inaugurado por Jesus. É aqui que identificamos que tudo o que o homem fez e faz parte da natureza de Adão, mas tudo o que Deus faz está explícito em Jesus, o Messias.
 
O Processo de Salvação está nas mãos do Espírito Santo. Só Ele é capaz de agir em nós para nos tornar parecido com Cristo. A obra destrutiva de Adão não é maior do que a obra redentora de Jesus Cristo. Nele nos tornamos verdadeiramente humanos. Nele alcançamos verdadeira salvação. Pois não poderíamos definir salvação como ser gente como Deus deseja que o homem seja?
 
Predestinação, justificação, eleição...isso só Deus sabe. Por que, quando, como e quantos...só Deus sabe!
 
O nosso papel é darmos vazão ao Espírito Santo para que Ele nos torne parecido com Jesus. Deus não nos chamou para o céu, Ele nos chamou para sermos iguais a Cristo. Neste contexto podemos reconhecer que não podemos tudo. Mas de fato podemos muito, a começar reconhecendo que precisamos ser salvos e tendo consciência do que precisamos ser salvos. Então, neste processo, poderemos responder para nós mesmos: Que tipo de ser humano eu sou, uma vez que creio? Que tipo de ser humano eu sou, uma vez que busco me encarar no espelho e vejo o quanto ainda falta para me tornar igual ao Cristo?
 
Discutir predestinação, se Deus é manipulador de circunstância ou não...é algo muito além daquilo que nos compete. É ficar na periferia da experiência espiritual, enquanto a necessidade de se tornar igual ao Cristo evapora pelo ar?
 
Mais importante que discutir isso...é buscar um novo homem, um novo eu em Cristo Jesus! É conquistar isso de Glória em Glória, visando muito mais que o céu! Visando Deus!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

JÁ ESTÁ DECIDIDO

Por que insistimos tanto em decidir coisas que Deus já decidiu por nós? Já parou para pensar nisso? Já parou para pensar que muitas decisões do nosso cotidiano já foram tomadas por Deus muito antes delas nascerem?
 
A vida segue e a cada minuto questões se desdobram em nossa frente. Aceitar o convite da secretária, para ir ao motel, mesmo você sendo um homem casado, pai de família (e ela sabendo disso)? Entrar ou não naquele esquema que os seus “amigos” estão fazendo para “contornar” o imposto de renda? Ir na onda daquele seu conhecido e comprar um aparelhinho para liberar todos os canais da TV a cabo sem precisar pagar pelos mesmos? Esconder aqueles probleminhas do motor do seu fox na hora de vende-lo? Pagar a pensão do filho ou usar o dinheiro para ir beber com os amigos?
 
As questões estão ali, no nosso dia a dia. Mas o fato é que elas já estão respondidas. Deus já respondeu as mesmas para nós. Nós complicamos muito. Insistimos em colocar um “contudo”,  um “porém”, um “entretanto”, na decisão que Deus já tomou por nós. Fruto dos nossos interesses, os apetites do nosso ego se contrapõe sobre a atitude antecipada que Deus fez por amar-nos.
 
As rédeas da vida do cristão (na verdade, todo ser humano) deveria estar nas mãos de Deus. O problema é que a rebeldia circula em nossas veias. Deus já decidiu por nós muita coisa. Fez isso com Sua lei, os seus mandamentos, interpretados mediante a vida de Jesus, o Cristo. Ele previamente nos deu respostas para o nosso cotidiano.
 
Muito antes do convite da secretária, ao pai de família, para ir ao motel, Ele disse: não adultere...isso lhe levará a morte (ainda que você permaneça vivo). Ali morrerá um pai, um marido, pois o pecado lhe anestesiará a consciência, e de ida em ida ao motel, um abismo chamará o outro, até que não sobre humanidade mais no seu ser!
 
Muito antes dos amigos convidarem você para participar de um esquema para burlar o imposto de renda, Deus já lhe disse, não roube, pois você será pego, e acabará nas grades, e verás que jamais um valor de restituição pagará o seu caráter. Como você colocará a cabeça no travesseiro para dormir se a sua consciência lhe atormentará com a hipótese de a cada minuto a Polícia Federal te encontrar?
 
Muito antes de você instalar o aparelhinho para liberar canais, Deus já lhe disse: “Não instale, isso é roubo!”. Muito antes de você colocar o anúncio do seu fox no WebMotors, Deus já lhe disse, não esconda os problemas do carro, seja correto!
 
Anos e anos, milhares deles, antes de você se pegar diante do caixa eletrônico com aquela interrogação em mente dizendo: “Pagar ou não a pensão?”, Deus já lhe disse: “Cuide de seu pequenino”.
 
Todas as vezes que uma questão surgir em sua vida e seu apetite te colocar na parede, tentando lhe subornar o seu caráter, tentando lhe pressionar a abrir mão de uma consciência tranquila, tentando lhe roubar a paz, lembre-se de Deus lhe dizendo: “Filho, eu já decidi isso por ti!”.
 
A lei de Deus, interpretada pelos valores ensinados por Jesus Cristo, é uma lanterna que ilumina a nossa alma diante das trevas. Ela escancara a nossa podridão. Ela é o parâmetro mínimo para vivermos os valores éticos e morais do Reino de Deus. Ela nos conduz a santidade. Nos guia para o Cristo, nos tornando, de glória em glória, parecidos com Ele, iguais a Ele.
 
Fora disso os caminhos são de morte. Um abismo chama outro abismo, um pecado chama outro pecado, um copo de cachaça chama outro copo de cachaça, um trago chama outro trago, um cigarro chama outro cigarro, uma mentira chama outra mentira, uma arrogância chama outra arrogância, um roubo chama outro roubo, uma traição chama outra traição...e por ai vai. Se não rompemos com este ciclo, o resultado é só um: a morte. Romper com o ciclo é concordar com Deus. Romper com o ciclo é romper com o ego rebelde. É cair de joelhos e clamar Deus me tira deste tremedal de imundice que me enfiei. É deixar-se ser encontrado por Deus, e se agarrar em Suas mãos enquanto elas te puxam do buraco.
 
O mundo nos escancara questões. Deus nos ajuda a obter respostas. Faz isso no tempo Dele. É bem verdade que muitas delas só teremos na Sua vota. Mas é bem verdade que muita coisa Deus já nos respondeu. Paremos de complicar o nosso viver. Paremos com os “entretantos”, os “poréns”, os “contudos” que o nosso ego insiste em trazer à tona. Que o Senhor nos capacite a viver as respostas que Ele já nos deu para as questões do mundo. Que cada vez mais deixemos de negociar com o nosso ego, com o pecado, para que o agir de Deus ganhe vazão em nossas vidas!
 
Amém!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

JESUS É O GABARITO

“Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?
E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.” Êxodo 3:13-14
 
“Deus, defina-se para mim, para que eu possa lhe definir aos filhos de Israel!”. No diálogo relatado no Capítulo 3 de Êxodo, esta é a essência que está por trás das perguntas de Moisés a Deus: “Qual o seu nome? Que lhes direi?”. Deus dá a resposta a Moisés: “Não me definirei para você, Eu sou o que sou!”.
 
A essência do diálogo nos remete a um pensamento: Quem o homem pensa que é para achar que Deus possa se definir a ele?!
 
Deus não se define ao homem. Deus se revela ao homem. “Definir-se” e “revelar-se” são coisas totalmente diferentes. No contexto das Escrituras Sagradas temos um Deus que deseja se revelar ao homem. Partindo desta lógica o que nos resta é o fator “interpretação”, e ai existem muitos outros fatores que podem nos fazer passar longe da identidade na qual Deus deseja ser interpretado. A interpretação nos dá margens para erros. Não existe a definição. Por isso é hipocrisia do homem crer que se é possível obter em suas mãos uma verdade absoluta. Como disse Friedrich Nietzsche, as convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras. Ter em si a convicção de que se tem uma verdade absoluta em mãos é ter em mãos a mais absurda mentira.
 
Um Deus que se define como “Eu Sou” nos deixa margens para dúvidas. E para aqueles que dizem que ter dúvida é não ter fé, ou em outras palavras, é pecado, seria um absurdo ver um Deus nos gerando dúvidas. Peter Ustinov,  Ator e Diretor Britânico, levanta a bola: Qual seria a maior prova de insanidade senão a incapacidade de ter uma dúvida?.
 
Não ter dúvidas é assumir para si a prerrogativa de ser Deus! Vida é dúvida, e fé sem dúvida nada é senão morte. Olhar para um Deus que se revela implica em absorver as porções que Ele nos permite ter contato. Este é um ato, o de revelar-se, que parte muito mais de Deus do que da gente. Neste contexto há quem diga que muito mais que encontrar Deus, Ele nos encontra.
 
Somos limitados! Temos em mãos pequenas peças de um quebra-cabeça para interpretar Deus. Temos uma imagem limitada de Deus. Seria muita pretensão do ser humano achar que tem em mãos todas as peças para decifrar um Deus infinito. E aqui entra em cena o risco de todo cristão: ver uma imagem de Deus não é ver Deus.
 
Por isso, gente como o Marquês de Sade, expôs pensamentos como este: “A julgar por ideais de alguns teólogos, Deus criou os homens apenas para povoar o inferno.”
 
É gente definindo Deus com a pretensão de ter em mãos uma verdade absoluta em mãos.
 
Deus não se define. Deus se interpreta. O resultado disso: sempre veremos uma imagem (de tantas possíveis) de Deus. E aqui entra em cena o pensamento de Ed René Kivitz: Jesus é o Gabarito!
 
Jesus é a face explícita de Deus. Nele temos o gabarito para decifrarmos a imagem de Deus. É por isso que João afirmou que Deus é amor! Por que decifrou o Deus relatado em toda a história do povo hebreu mediante o viver de Jesus Cristo.
 
Como é que você interpreta Deus mediante as informações que Ele já lhe permitiu ter acesso? Você afirma por ai que Deus é amor, mas se sente amado por Ele? Você vive este amor? Talvez esteja utilizando o gabarito errado! Já parou para pensar nisso!
 
Adorar um Deus que não se encaixe na interpretação revelada na vida de Jesus, o Messias, é praticar idolatria. Viver uma vida fora desta premissa é não viver os valores do reino de Deus. João interpretou certo: Deus é Amor. Jesus amou como ninguém jamais nos amou. Será que vivemos isso?
 
Como diz a canção...quem decide amar ...decide viver... quem não tem tempo para amar...morre por dentro a cada segundo.
 
Jesus é o Gabarito...a hermenêutica, a chave de interpretação para conhecer a Deus! Veja Nele a verdadeira revelação de Eu Sou!
 
Que o Senhor nos abençoe!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

EXPULSOS DO PARAÍSO POR AMOR

Imagine uma ego em concorrência com Deus. Imagine que este ego fosse sustentado pelo próprio Deus  por toda a eternidade. Não é preciso pensar muito para perceber que este ego estaria condenado a um sofrimento eterno, pois afinal de contas, quem poderia concorrer com Deus? Ninguém, absolutamente, ninguém. Qualquer ego criado pelo Criador jamais seria páreo em uma disputa para o Criador. Talvez isso lhe traga a imagem de um Deus melindrado e mesquinho, mas a verdade é que o Deus relatado nas Escrituras Sagradas passa longe disso. O fato é que Deus é o único portador do Amor sem nenhuma deturpação. Qualquer ego que inicia uma disputa para com o mesmo é portador de um amor deturpado, pois deseja tomar o lugar do outro, e faz isso por interesses próprios. A expulsão do paraíso não foi um ato de mera punição de Deus para com o homem, foi algo além! Foi um ato de proteção de Deus ao homem. Se Deus permitisse ao homem seguir se alimentando da árvore da vida depois do mesmo ter assumido para si (através do ato de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal) a prerrogativa de ser Deus, seria o mesmo que condenar o homem ao sofrimento eterno. Imagine, “Eu”...um ser que pensa poder ser Deus, ego absoluto, desejando tomar o lugar de Deus, concorrendo com Deus... e comendo da arvore da vida...estaria condenado à frustação eterna, ao sofrimento eterno, à tristeza eterna!
 
O fato é que quando Deus expulsa o homem do paraíso, para protege-lo, Ele consequentemente opta em sair do paraíso também. Por isso vemos Deus conversando com Caim fora do Éden. Por isso vemos Deus conversando com Moisés, com Davi...etc. A imagem do Deus tirano e punitivo se desfaz ao vermos que desde o princípio Ele optou por nos amar ao invés de nos castigar. O problema é que pouca gente enxerga isso. As pessoas veem um Deus que sente prazer em ver o homem sofrer. Por isso pagam penitência. Por isso ajoelham-se no milho. Por isso andam em rodovias de joelhos carregando cruzes. Acham que é muito mais válido ofertar sofrimento a Deus do que um sorriso, uma canção, ou um poema. Como diria Rubem Alves (numa interpretação com minhas próprias palavras), por que as pessoas ao invés de fazerem votos de pararem de comer chocolate ou doce de leite, por que elas não fazem um voto de ler um poema de Fernando Pessoa por dia para Deus?
 
Se Deus se revela como amor na face de Jesus Cristo, por que a celebração da vida não deveria ser mediante a esta face? Sorrir, dançar, brincar, quebrar os paradigmas do medo, de um Deus com o olhar ranzinza pronto para nos punir! Acabar com a imagem que insistimos em criar na mente de um Deus estraga prazeres.
 
Por que insistimos em ser como o estudante que vai prestar a prova de um vestibular e acha que o professor colocou diversas pegadinhas para nos “ferrar” na prova? Será que Deus é como este professor? Será que Deus deseja nos reprovar? Não! Não consigo ver na face do Cristo um Deus punitivo. Um Deus que deseja zerar você nas provações da vida! Não consigo ver nos olhos do Messias revelado nas Escrituras Sagradas o olhar malandro do professor que pensa “Vou deixar todo mundo de recuperação!”.
 
Na face de Jesus se revela boas intensões para conosco. Ele não veio para terminar de apagar o resquício de chama que sobrou. Ele veio para nos prover vida, e vida em abundância.  
 
Deus é amor. Esse não é um chavão evangélico. É muito mais que isso, é a identidade de Deus. Ele é Onisciente (sabe de tudo), Onipresente (está em todo lugar) e Onipotente (pode fazer tudo). Ele é todo poderoso. Não há como frustrar um Deus que conhece tudo. Ele nos conhece. A nossa segurança não se baseia simplesmente no fato de conhecermos à Deus, mas ela se alicerça no fundamento de que Deus nos conhece por completo. O nosso papel é andar em parceria com Deus. Mas como fazer isso se enxergarmos Ele como um Deus ditador?
 
A misericórdia de Deus e a Sua graça não precisam ser conquistadas por nós...Deus já nos proveu as mesmas. A bondade de Deus corre atrás de nossos passos. Não precisamos correr atrás da bondade de Deus. Só precisamos nos deixar ser encontrada por ela. Deus sempre agiu primeiro. Ele nos ama. Por isso nos expulsou do Paraíso. Ao agir assim nos protegeu. Ao agir assim nos colocou em Seu plano de redenção. Responda ao ato de Deus. Submeta-se a Ele, entregue-se, pare de lutar contra Ele. Simplesmente fique parado, silencie-se...e deixe Ele agir.
 
Louvado seja o Poderoso Nome do Senhor!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O MEU JEITO DE CONTAR A HISTÓRIA DELE

Confesso: Não consigo viver tudo o que aprendo na Palavra. Não consigo viver tudo o que escrevo aqui. Escrevo coisas difíceis de se viver. Sei disso! Difíceis, não por que o evangelho de Cristo seja complicado, pelo contrário, ele é simples, mas sim pelo fato de sermos seres cujo o ego está em batalha constante com os nossos corações.
 
Como é difícil para nós abrirmos mão de nossas vontades, nossos apetites, nossos argumentos e convicções. Somos meros coadjuvantes e nos consideramos o centro de tudo, o ator principal. Aqui está o vírus que nos contamina e nos mata lentamente, silenciosamente: o pecado! Já pensou nisso? Como roubamos para nós aquilo que não nos pertence? Já parou para pensar que, por exemplo, o livro de Atos dos Apóstolos deveria se chamar Atos do Espírito Santo? Já parou para pensar que, por exemplo, achamos que Jesus Cristo morreu por nós, mas que antes de tudo Ele morreu pelo Pai? Já parou para pensar que, por exemplo, nos achamos dignos de ser amados por Deus quando na verdade só somos amados por que Deus é o que Ele é e não por que somos dignos de ser amados? Já parou para pensar o quanto somos pretenciosos de achar que temos uma verdade absoluta nas mãos?
 
A cada vez que nós, seres humanos, ficamos diante do espelho e vemos as rugas marcando as nossas faces, nos damos conta de quão pouco tempo nós temos, aliás, tempo nenhum, pois o tempo só a Deus pertence. Resta-nos a memória do calendário antigo. Coisas que escancaram o empréstimo de bondade que Deus nos concedeu por Graça e coisas grotescas que evidenciam o enorme vazio que existe em nós, consequência de nossa queda. É muito difícil encarar a nós mesmos diante do espelho sem receios. Mas temos de encarar. Não adianta ter medo de encarar a verdade.
 
O fato é que não merecemos o folego do agora. Nunca merecemos. Aliás a palavra mérito é algo que não tem nada a ver conosco. O fato é que Deus escolheu nos amar, escolheu nos querer bem, escolheu arcar com o preço de nos ter por perto. Num primeiro momento, entender isso assusta. Mas o próprio Deus nos diz: “Não temas!”. Muito mais que isso, mostra através de Jesus que não deseja pisar naquele que já esta caído. Mostra que as Suas ações são de restauração, de amor. O Medo, adversário da fé, tenta se impor contra nós. Ele deseja nos paralisar. Mas os verdadeiros guerreiros seguem com o olho fixo na Cruz. Não param de marchar.
 
As vezes imagino que o que escrevo aqui pode mudar a vida de alguém. Aliás comecei a escrever tudo aqui para garantir um legado de valores para uma pessoa especial, meu filho. “Garantir”, por que afinal de contas não sei até quando viverei. Não sei se ele lerá tudo o que consegui colocar aqui. Mas a esperança, de que ele encontre aqui um norte para se deixar ser encontrado por Cristo, vive em mim. Decidi publicar todos os meus pensamentos diluídos para que este mundo melhore, de uma forma ou de outra. Me inspiro nas palavras de Thiago Grulha. Este blog não mudará o mundo, não acabara com a fome, não conciliará todas as pessoas, não demonstrará a única forma certa de se entender Deus, não será o mais incrível projeto humano...não, não e NÃO! Passa longe disso...por que o que está registrado aqui é muito pouco. Entretanto tudo o que está sendo colocado aqui considero como uma expressão, um sorriso para Deus, um abraço para todos, um abraço para a minha família! Este é o meu jeito de andar com Ele, ou talvez, o jeito que busco tentar andar com Ele. Sou falho, o maior pecador que conheço. Mas sei que Deus, muito mais que olhar para os meus êxitos, olhará para as intensões do meu coração. Assim creio ser a caminhada que a Palavra nos diz ser “de glória em glória”: passos conscientes de que devemos fazer o nosso melhor, ainda que venhamos a falhar (e tenha certeza que iremos, mas para isso existe o Sangue de Cristo), para viver os valores de Deus.
 
Sei que dou minhas escorregadas nos pensamentos. Que caminho diversas vezes entre a heresia e a ortodoxia, mas isso não lima o meu comprometimento em tentar registrar valores que promovam vida e não morte. Na minha caminhada aprendi que Deus abençoa intensões e alicerço nesse pensamento tudo o que escrevo aqui. Pode ser pouco para muitos, mas o pouco na mão de Deus é muito! Assim Creio.
 
Por isso sigo registrando aqui, os valões que considero essenciais para a caminhada cristã. Por isso deixo registrado aqui os valores que movem o meu jeito de pedir perdão, de tentar expressar louvor e adoração à Deus, de partilhar minha fé, de contar a história Dele mediante ao que vivi com Ele, de dizer aos que precisam ouvir, que Ele nos ama e que está comprometido a nos ensinar a amar como Ele nos amou. Ao meu filho amado, espero que um dia, na minha falta, você se comprometa, não por obrigação, mas sim por amor a este Deus, a viver os valores registrados aqui e passa-los à nossa descendência. Aos visitantes, espero de uma forma ou de outra, agregar no que for possível, para que você fique mais perto de Deus. Este é o meu blog. Este é o meu jeito de contar a história Dele. Este é o meu jeito de andar com Ele.  
 

AOS 45 MINUTOS DO SEGUNDO TEMPO


O narrador solta a voz no microfone: “ - Minutos finais da Partida. Pênalti marcado. Dimas está concentrado e se prepara para a cobrança. Se ele marcar, a vitória vem! Se desperdiçar, ele perde tudo. Com suas luvas gigantescas, pulando de um lado para o outro no centro do gol, está a morte, a guarda-metas adversária. Ela quer defender a bola de Dimas! Olho no lance...soou o apito, partiu Dimas, bateu: ggggoooooooooooooooooooooooooollllllllllll!!!!! A morte para um lado e a bola para o outro!!!! Ta lá dentro! Aos 45 minutos do segundo tempo, no finalzinho! Dimas, ficou cara a cara com a morte, mas venceu! Aos 45 minutos do segundo tempo, quando o árbitro ergue os braços e encerra a partida!”

 

Salvação no último minuto! Quem nunca já ouviu o discurso: “Vou aproveitar a vida! É só eu me arrepender no último minuto, que serei salvo!”??? Vale a pena perguntar...será que é exatamente assim que as coisas são? Será que realmente as coisas não são bem mais profundas do que parecem!?

 

A narração de Dimas (nome, que muita gente diz ser, do “bom” ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus, e que usarei para me referir ao ladrão que se arrependeu) marcando o gol da vitória aos 45 minutos do segundo tempo é uma “mera ilustração” da narrativa de Lucas 23:39-43:

 

E um dos malfeitores (ladrões) que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.
Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?
E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.
E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.
E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.



Antes de continuar é preciso pensarmos algumas coisas importantes...

 

Existe uma grande discussão teológica sobre a frase dita por Jesus no versículo 43: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”.

 

Esta discussão parte do Credo dos Apóstolos, que afirma que “Ele (Jesus) desceu até o Inferno”. Sendo assim, se Jesus não foi ao Paraíso naquele mesmo dia, e sim para o inferno, Dimas também não poderia ter ido (o que seria uma “suposta contradição bíblica”). Dentro deste contexto, temos...

 

...de um lado muitos teólogos que alegam que há um erro de tradução e interpretação nesta frase de Jesus (a vírgula da discórdia), que deveria ser traduzida corretamente como: “Em verdade te digo hoje, que estarás comigo no Paraíso!”. Leia mais sobre isso aqui. Ou seja, em outras palavras, Jesus estava dizendo a Dimas: “Hoje te asseguro que estarás comigo no Paraíso”.

 

...por outro lado, alguns outros teólogos dizem que não há um erro de tradução na frase de Jesus, mas sim na interpretação do que é o “inferno”. Isso por que os tradutores erroneamente atribuíam a palavra “inferno” para tratuzir tanto “Hades” (que quer dizer lugar invisível) quanto “Sheol” ou “Seol” (que quer dizer túmulo). Leia mais sobre isso aqui. Parte desta confusão surgiu de passagens como Salmos 16:10:11 que diz: “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Far-me-ás ver a vereda da vida...”. No caso, “Inferno” não seria a tradução correta deste verso. O correto seria “a sepultura” ou “Sheol”. Neste contexto, na Cruz, quando Jesus disse ao ladrão ao Seu lado: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”, o corpo do ladrão estava em uma sepultura, e sua alma/espírito foi para o “Paraíso” esfera do Sheol/Hades (o Seio de Abraão descrito na Parábola do Rico e Lázaro – Lucas 16:19-29). Nesta interpretação, Jesus removeu todos os justos que estavam mortos e se encontravam no lado do abismo chamado de Seio de Abraão e os levou consigo aos Céus. Sendo assim, Dimas teria ido junto com todos os demais (os mesmos descritos em Efésios 4:8-10).

 

A discussão se estende pelo fato de Dimas ter morrido um dia depois da consumação da morte de Cristo:

 

Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a Preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas, e que fossem tirados. Foram, pois, os soldados e, na verdade, quebraram as pernas do primeiro, e ao outro que com ele fora crucificado; mas vindo a Jesus, e vendo-O já morto, não lhe quebraram as pernas”. Jo.19:31-33

 

Há muito pano para manga! Discussão para mais de metro...

 

Mas voltando ao centro da discussão: Salvação no último minuto!


Sim, acredito que Deus nos concede o perdão aos 45 minutos do segundo tempo. Dimas é uma prova disso. Entretanto, será que é tão fácil assim, agir como Dimas agiu!? Será? Imagine-se nos últimos minutos de vida! Será que você seria capaz de reconhecer o “escape” ao seu redor? Aliás, será que as circunstâncias da vida lhe dariam oportunidade de ter alguns 30 segundos para se arrepender antes do sopro de vida se ausentar de seus pulmões?

 

Se não bastasse isso, a Palavra nos diz que um abismo chama outro abismo. Em outras palavras, um pecado chama outro pecado. É como certa vez ouvi o Pastor Ricardo Gondim dizer: Imagine um homem que pulou em um lago e nadou...nadou...nadou...até que a margem de onde ele partiu sumiu. Ele olha para trás e não vê mais a margem de onde ele saiu, só vê água. Está tão distante que não sabe se o melhor é seguir em frente e tentar encontrar uma margem do outro lado ou se o melhor é voltar. Já não há mais forças nos braços para dar braçadas, mas é preciso tomar uma decisão. Assim é o pecador, o nadador que pula no lago do pecado e nada tanto, dá tantas braçadas, que quando olha para trás, se vê perdido. Nada em direção a morte.

 

O pecado cega, anestesia a consciência. Nós vamos dando braçadas e mais braçadas. E quando chegar os 45 minutos do segundo tempo olharemos ao nosso redor e então procuraremos a margem do lago, mas só enxergaremos a imunda água do pecado ao nosso redor. Neste “olhar ao redor”, será que veremos o “escape”? Será que teremos a sorte de Dimas? Será que teremos alguns segundos para discernir ao nosso lado, num corpo todo judiado por chicotadas romanas, cusparadas, machucados... o escape, a salvação?

 

Se você está neste lago de pecado, agora, hoje, dando braçadas atrás de braçadas, feito um atleta olímpico, com a consciência anestesiada pelo pecado, nadando em direção a morte, descida agora sair desta condição. Pare as braçadas e ainda que flutuando neste lago grite: Deus, me resgata!

 

O homem não pode se ajudar sozinho. Como disse Ed René Kivits, auto ajuda é como um homem caído no chão utilizando a própria mão para puxar os seus próprios cabelos para se levantar. Ajuda do alto é Deus nos estendendo a mão para nos tirar do chão. É Deus nos resgatando do lago do pecado e nos fazendo caminhar sobre as águas de volta para a margem da salvação.

 

Abandone o discurso de que “buscar a Deus” é algo que se pode fazer no futuro. Todo tempo que temos pertence à Deus. Nós não sabemos do amanhã. Quem não sabe do amanhã não tem tempo. Somos seres criados para o hoje, para o agora. Quando é tempo de buscar a Deus? Agora, já! Não temos a certeza de que teremos a sorte de Dimas, de ter alguns minutos diante da morte para olhar ao redor e reconhecer Deus. Mas podemos ter a certeza de que se vivermos agora e já a consciência de que temos que buscar Deus agora, Ele nos encontrará. Clame, do lago de pecado em que você estiver nadando...clame agora...Ele irá te resgatar. Não deixe para os 45 minutos do segundo tempo...afinal de contas, não sabemos quando o juiz dará o apito final para as nossas vidas.
 
 
 
Nada de excepcional havia em sua forma
N'ele não reconheci Deus em sua glória ali
Junto ao meu lado ali
Seu corpo esmagado ali
O inesperado pouco a pouco lá na Cruz
Vi um menino escondido em seu sorriso
Eu vi mais que um homem
Afligido em sua maldição
Como poderia ser Ele a minha honra?
Não podia entender Deus em sua glória ali
Junto ao meu lado ali
Seu corpo esmagado ali
O inesperado pouco a pouco lá na Cruz
Vi um menino escondido em seu sorriso
Eu vi mais que um homem
Afligido em sua maldição
Vi n'Ele esperança para mim
A luz que apaga a minha escuridão
Lembre-se de mim no dia
Sei que nada sou uh uh ah
Senhor
Nada em troca pela vida
Tenho pra te dar uh uh ah
Me dou, me dou
Oh ooh
Vi um menino escondido em seu sorriso
Eu vi mais que um homem
Afligido em sua maldição
Vi n'Ele esperança para mim
Eu vi n'Ele a luz que apaga a minha escuridão
No paraíso ainda hoje
No paraíso ainda hoje
No paraíso ainda hoje
No paraíso ainda hoje
Eu viverei ainda hoje
No paraíso ainda hoje
Viverei viverei viverei
Viverei!
 
Que o Senhor, a Luz que apaga a nossa escuridão, nos abençoe, sempre e sempre, com Sua abundante Graça e Misericórdia!

TOTALMENTE NU DIANTE DE DEUS

Nu! Totalmente nu! Pelado! Sem nenhuma veste! Você seria capaz de se apresentar assim perante à Deus? Seria capaz de orar, ler a bíblia, adorar ou louvar pelado? Ou assim como Adão e Eva, procuraria folhas para tapar as partes íntimas?
 
De fato, a nossa nudez nos envergonha.  Escancara diante de nós a queda (ainda que não seja ela, a nudez em si, o pecado original). Mas será que realmente é pecado estar nu diante de Deus? Ora, Ele não nos criou seres sem vestes?
 
Logo depois de comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal, Adão e Eva esconderam suas partes íntimas com folhas. Entretanto, depois que Deus conversa com ambos sobre o fato deles terem desobedecidos a Sua ordem, a bíblia nos relata que Deus fez para Adão e Eva vestes com pele de cordeiro (Genesis 3:21). No contexto, o Pastor Ed René Kivitz certa vez interpretou: “Uma promessa de Deus de que a vergonha do homem seria redimida por um cordeiro”. Interessante que no antigo testamento, para demonstrar arrependimento/luto, pessoas rasgavam as suas vestes (2 Samuel 1:11, 2 Crônicas 34:19, 2 Reis 22:11). Entretanto isso se tornou muito mais um ritual do que um ato de verdadeiro arrependimento, e Deus então falou ao homem:
 
“Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus...”. Joel 2:12-13
 
Creio que a verdadeira nudez na qual devemos estar diante de Deus vai além da nudez física. Somos desafiados a estar diante de Deus despidos de nossa arrogância, de nossos interesses, de nossa soberba, de nosso ego, pois só assim é possível o Espírito Santo agir em nosso ser de forma que haja contrição e arrependimento. Como é difícil nos disponibilizarmos para Deus com o nosso ser totalmente nu. O homem se cobriu de pecado, Deus nos revestiu com vestes de salvação, através da vida de Seu próprio Filho. Por que insistimos tanto em vestirmos com o nosso ego?
 
Para nascer de novo, como Jesus disse a Nicodemos, precisamos deixar o nosso coração se despir e apresenta-lo totalmente nu ao Espírito Santo. E nu, aqui, quer dizer principalmente...desarmado...rendido...dizendo ao Espírito Santo: “Eis aqui o miserável homem que sou!”.
 
Na Índia, conta-se que um mestre meditava à beira do rio. Seu discípulo se aproximou pedindo ajuda. Ele reclamava não obter sucesso em seus exercícios espirituais – ansiava encontrar-se com Deus e se frustrava. O mestre tomou o jovem pela mão, levou-o até o rio e o forçou a ficar debaixo d’água, segurando-o pelo cabelo. Depois que deixou o rapaz perto de três minutos sem fôlego, puxou-o de volta, deixando que, desesperado, buscasse o ar. O mestre então arrematou: “se você buscar a Deus com a mesma intensidade como procurou o oxigênio que lhe dá vida, certamente, o achará”.
 
É exatamente isso que a Palavra de Deus nos diz:
 
“Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração”. Jeremias 29:13
 
Buscar a Deus de todo coração é uma jornada que se inicia deixando o coração nu. E nesta jornada você procurará por um Deus, mas não se surpreenda se no fim dela, encontrar um Amigo, aliás, O Verdadeiro Amigo!
 
“Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido”. João 15:15
 
Nu perante à Deus! Hipocrisia achar que Ele não seja capaz de nos ver sem vestes (inclusive fisicamente). Ele já o faz. Nós é que insistimos em achar que é capaz de escondermos coisas de Deus. Talvez façamos isso por enxergar em Deus um Ditador que está preparado para punir. Por isso precisamos nos despir...para conhecer mais sobre Deus mediante a face do Cristo.
 
Ouse ficar totalmente nu na presença de Deus, para que Ele te vista com as vestes de Salvação!