segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

VOCÊ PARA MIM É PROBLEMA NOSSO

Olhe para o seu umbigo. Ele evidencia que um dia você teve um cordão umbilical. Mais que isso, ele evidencia que o seu organismo veio de um outro organismo: no caso, sua mãe. Alguém já disse que a consciência humana é o cordão umbilical do espírito. Em outras palavras, assim como o cordão umbilical nos evidencia de que viemos de outro ser, a consciência humana evidencia de que o nosso espírito veio de outro Espírito. A consciência humana é dotada de um “senso” moral e ético que vem à tona de acordo com nossas atitudes. Quando praticamos uma maldade, nossa consciência liga a luz de emergência. Ficamos incomodados. Em contra partida, quando algo acontece de forma que os nossos atos se encaixem de acordo com este “senso” moral e ético que habita em nosso consciente, dizemos “ – Estou com a consciência limpa!”.

O entendimento/discernimento sobre o que é correto ou incorreto que temos é distorcido. Isso por que somos influenciados pelos nossos apetites e vontades. Somos influenciáveis. Se você parar para pensar no que aconteceu no Éden, vemos o ser humano sendo influenciado pelo diabo, em forma de serpente, agindo como se o seu ato fosse correto. Ao vermos o ser humano, logo após o seu ato de desobediência a Deus, se esconderem, é nítido perceber que o homem sabia que tinha feito algo errado.

A consciência do homem é o resquício da consciência de Deus. Não é um espelhamento pleno da consciência de Deus. Isso por que antes que Deus inserisse os Seus valores na consciência do homem, o mesmo acho que poderia ser autossuficiente e deu um grito de independência em Gênesis 3. Não é que antes de comer o fruto da “árvore do conhecimento do bem e do mal” o homem não sabia o que era certo ou errado. O homem sabia sim. Ele sabia que comer o fruto era errado. Deus havia lhe ensinado isso. O problema é que ao comer deste fruto, o homem chamou para si a prerrogativa de julgar tudo conforme sua própria consciência. Em outras palavras, desejou tomar o lugar de Deus, declarou-se deus de si próprio.

Você pode achar isso balela. Pode achar que “serpente que fala”, “fruto do conhecimento do bem e do mal” pode ser coisa para ignorantes acreditarem. Pode achar que acreditar nisso tudo é “emburrecer”. Mas o fato é que, ainda que esta narrativa do Adão e Eva sejam lúdicas (poéticas) ou literárias, ela explica muito a condição humana na qual nos encontramos. E ai vale à pena se perguntar: o que vale mais, se preocupar com uma “serpente que fala” ou com a condição humana na qual nos encontramos hoje? O que faz mais sentido discutir?

O Adão descrito pela Palavra de Deus nos remete a entender como nós, humanidade, somos egocêntricos.  Um conjunto de gente como Adão, seres em rebeldia contra Deus, escancara uma multidão de gente, pessoas juntas fisicamente, mas separadas mentalmente, em competição, passando umas por cima das outras, desejando ter tudo e todos para si, custe o que custar. Neste sentido temos o velho e famoso discurso: “Você para mim é problema seu!”. É o mesmo que ver uma multidão no deserto, com fome, diante 5 pães e 2 peixinhos. É gente saindo no tapa, gente pisoteando gente para ter para si, apenas para si, a satisfação do ego. Você acha que estou exagerando? Então vá até a Estação Berrini da CPTM, às 18 horas! Veja como as pessoas colocam para fora os seus instintos animais, empurrando uns aos outros na hora do embarque, por que o que importa é conquistar o seu lugar no vagão para chegar em casa. Os cotovelos sobram! Que se exploda o outro, eu quero chegar primeiro! Ainda se não bastasse atitudes como estas, você vê gente em assento preferencial enquanto idosos, gestantes, deficientes e crianças são esmagadas pela massa.

Deus desejou um outro tipo de consciência para o homem. Sabia que a consciência assumida por Adão era diabólica, e que toda imagem e semelhança Dele, do Criador, seria distorcida pela maldade do coração humano.

A Palavra de Deus nos diz que o Criador então desejou concretizar o projeto humanidade, que Ele havia sonhado para Adão, em plenitude num Segundo Adão. Este Segundo Adão restauraria a imagem e semelhança de todos os descendentes do primeiro Adão. Este Segundo Adão se chama Jesus. Jesus é a plena concretização do projeto de humanidade sonha por Deus. Nele habita um outro tipo de consciência. Jesus parte da lógica do “Você para mim é problema nosso”. Fica evidente na Palavra de Deus que Jesus jamais deixou de se compadecer pelas pessoas que foram ao Seu encontro clamando por ajuda. Ao contrário de Adão, um conjunto de gente como Jesus, vive em comunidade, não há competição, há cooperação, são pessoas unidas (não juntadas), são pessoas que buscam um nível de consciência que tratam o próximo sempre como mais importante do que a si mesmo. Se fosse possível ter na plataforma da Estação Berrini, às 18 horas, diversas pessoas como Jesus, para ir embora para casa, todos embarcariam sem levar um empurrão. Primeiro embarcariam as pessoas preferenciais. Depois os demais se organizariam e chegariam até ceder o seu lugar para o próximo, dizendo “ – Vou no próximo trem, pode ir neste!”. Num deserto, 5 pães e 2 peixinhos, todos conhecemos a história da multiplicação feita por Jesus.

A consciência humana é o cordão umbilical que nos evidencia que o nosso espírito veio de outro espírito. Este outro espírito é o Espírito de Deus. Talvez a gente não consiga reconhecer isso por que nós distorcemos a imagem e a semelhança que Deus depositou em nós. Hoje somos muito mais parecidos como demônios do que como semelhantes à Deus. Carecemos de resgatar esta imagem e semelhança na qual Deus nos projetou. Nisto consiste a salvação: tornar-se gente como Jesus é, gente que tem plena imagem e semelhança à Deus. Comece hoje, mudando a lógica diabólica na qual estamos atolados, olhando para o próximo ao seu lado e dizendo “ – Você para mim é problema nosso!”. Tenha a mesma atitude do bom samaritano! Olhe para o homem nu caído à beira do caminho e diga: "Não posso seguir viagem vendo você caído...por que você para mim é problema nosso!"


Que o Senhor nos Abençoe!

INIMIGO OCULTO

Ao derrotar satanás, quando o Seu sacrifício foi consumado na Cruz do Calvário, Jesus também derrotou a morte. A morte de Jesus matou a morte. Isso todo cristão sabe (ou pelo menos deveria saber).

O fato é que, ao vermos satanás e a morte, ambos, derrotados por Jesus, corremos o risco de acharmos que não existam mais “inimigos” que possam atrapalhar o nosso caminho de reconciliação com Deus. Arrisco dizer que além da morte, e do diabo, existe um outro “inimigo” mais perigoso que ameaça ao ser humano: o seu próprio ego.

Dentro do ser humano o ego age silenciosamente. Como uma doença na alma, o ego afirma o próprio “eu” e nos leva a distorcer a imagem e semelhança que Deus depositou em nós. Ao afirmarmos o nosso “eu”, gritamos autossuficiência, damos vasão ao velho Adão, acordamos ele em nossa alma sem percebermos. É um inimigo oculto. Um ego que busca se afirmar absolutamente. Um ego concorrente ao de Deus. Achamos que temos vida própria. Seguimos cuspindo na cara de Deus, rejeitando-O. O ego do ser humano o coloca em uma condição de vida infernal.

Deus deseja vencer esse inimigo também. Mas a atitude de Deus perante a este inimigo oculto que habita em nós, é um pouco diferente com relação à como Deus tratou satanás.

Deus é Onipotente (pode tudo), é Onisciente (sabe tudo) e Onipresente (está em todo lugar)! Todos sabemos disso! Mas todos sabemos também que, Deus, ao conceder o livre arbítrio ao homem (para poder se relacionar com o mesmo através do amor), decidiu também abrir mão de impor o Seu poder para forçar um relacionamento Criador x criatura. Isso quer dizer que Deus não arromba portas. Deu não é ladrão para arrombar portas ou entrar pela janela. Deus não entra sem ser convidado. Ele está à porta e bate. Aguarda. Ele não força a maçaneta.

Quando abrimos a porta para Jesus entrar, o Seu Espírito Santo passa a nos convencer de nossos pecados. Esta atitude do Espírito Santo nos leva ao arrependimento. Nesta hora, caímos de joelhos e clamamos como Paulo: “ – Miserável Homem que sou! Sou Pecado! Deus tenha misericórdia de mim”. Este é o clamor à Deus para que o nosso ego seja crucificado juntamente à Cristo no Calvário. Aqui, não só nos lavamos do sangue de Cristo, como também assumimos os valores do Reino anunciado por Jesus. Os frutos deste processo são imensuráveis. O inferno que há em nós é dissipado. Então o nosso ser é transformado. O Sangue de Jesus limpa o nosso ser que passa a ser morada para o Espírito Santo.

A partir daí, o pecado deixa de ser a vida que vivíamos e passa a ser “acidentes”. Já não somos pecados, somos pecadores remidos. A vida passa a ser um compromisso em nos tornarmos cada vez mais parecidos com Jesus. Cuspimos por terra o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, o fruto da queda, o fruto que afirma o nosso ego e declara autossuficiência e passamos a usufruir da comunhão da Trindade Santa através do sangue de Cristo. Sendo assim a consciência do nosso eu passa a ser gerenciada com os valores da vida de Jesus. O Espírito Santo nos auxilia neste processo, traz para dentro de nós a capacitação de nos tornarmos cada vez mais parecidos com Jesus (por isso quando fazemos alguma maldade, quando já estamos neste processo de transformação, o Espírito Santo nos incomoda, mostra acende uma lanterna em nossa consciência para escancarar toda a maldade, e nos conduz ao arrependimento).

O diabo já está derrotado. A morte já está derrotada. E o nosso ego? Quem tem sido o centro do seu viver: você ou Deus? Você enxerga o rosto de Cristo no rosto do seu próximo? É capaz de pensar primeiro em Deus, depois na pessoa que está em sua frente, trazendo com ela todas as necessidades clamando por ajuda, para depois pensar em você mesmo? Só há uma maneira de crucificar o nosso próprio ego. Só há uma maneira de negarmos o nosso próprio ego. A única maneira é acolher outros egos: primeiramente o de Deus, um ser que vive em comunidade (ou seja, não é um ego absoluto), e em segundo lugar acolhendo o ego do nosso próximo (seja ele quem for). Derrotar o nosso ego é uma ação que só o Espírito Santo pode fazer. A gente costuma dizer que o Deus, Pai de Jesus, é o Deus do impossível. Sim Ele é! Mas misteriosamente Ele escolheu limitar-se e dizer “É impossível Eu lhe ajudar a derrotar o seu ego se você não abrir a porta do seu coração. Pois é impossível para Mim arrombar o seu coração como se Eu fosse um ladrão. É impossível para Mim negar os valores que explicitei em Meu Filho Jesus. Ele é Amor. Eu Sou Amor. O Meu Espírito Santo é Amor. E para o Amor é impossível impor-se, pois o Amor parte de outra lógica: doa-se, aceita, relaciona-se sem impor-se como se fosse um ditador. Por isso, Eis que estou à porta e bato. Se você abrir, cearei contigo, e transformarei o seu ser. Farei de ti uma nova criatura. Restaurarei em ti a Minha Imagem e Semelhança. E você verás que salvação consiste em se tornar gente como Jesus é gente”!

Que a misericórdia do Senhor nos ajude a perceber o inimigo oculto e silencioso que habita em nós. Que a Sua Palavra fale aos nossos corações e nos ajude a ter coragem de girar a maçaneta e dizer “ – Seja bem vindo Espírito Santo de Deus”.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

JUNTE-SE A NÓS!

Emanuel! Assim era como os Judeus chamavam Jesus Cristo! Emanuel, Deus conosco! Deus bem perto!
 
O fato é que um “xará” de Jesus, chamado Emanuel, um Iraquiano de “aproximadamente” (isso mesmo “aproximadamente”, você entenderá o porquê mais adiante) 17 anos, foi até um programa de TV chamado “The X Factory” (no Brasil temos um formato similar chamado “Ídolos”) fazer uma audição. Diante do palco cheio de luzes, uma bancada com os juízes. Artistas, músicos famosos. Por trás deles, uma plateia. Então, diante de tudo isso, Emanuel entra em cena e traz consigo sua história de vida! Seu corpo caminha evidenciando uma deficiência física. Ele é observado por todos, até que chega ao centro do palco e fica de frente ao microfone.
 
Um dos famosos jurados inicia a audição: “ - Olá amigo!”
Emanuel responde: “Como vocês estão?”.
O jurado sorri  e rapidamente emenda: “ - Qual seu nome?”.
O rapaz responde: “ –Emanuel!”.
Então o Jurado prossegue: “ – Emanuel! Quem veio te acompanhar hoje?”
Emanuel diz: “ – Minha mãe, minha prima, minha tia e meu irmão!”
“Qual sua idade?” pergunta o jurado.
Então Emanuel surpreende com a seguinte resposta: “Na verdade não tenho bem a certeza!”
Uma pausa ocorre. A surpresa se escancara no rosto dos jurados e da plateia! Então Emanuel segue:
“Quando fui encontrado pela minha mãe no Iraque, num orfanato,  não tinha certidão de nascimento. Sem passaporte, sem nada!”.
O silêncio segue! Todos estão surpresos. Então Emanuel explica:
 
“A minha história é que nasci no meio de uma zona de guerra. Eu e meu irmão fomos encontrados por freiras, dentro de uma caixa. Uma caixa de sapatos. Elas me levaram para um orfanato. Ouvíamos tiros. Barulhos que não compreendíamos. Vivíamos lá. Até que um dia, como se eu visse um anjo entrando no orfanato, vi pela primeira vez, Moira Kelly, hoje minha mãe. Inicialmente ela desejava apenas pagar as operações que tanto precisávamos. Mas depois, parece que ela se apaixonou por nós e decidiu ficar conosco. Hoje vivo com ela e meu irmão na Austrália”.
 
“- Ainda bem...”, responde o jurado!
Emanuel agradece: “Muito obrigado!”
O Jurado então segue o escopo do programa e pergunta: “ – O que você vai cantar?”
“ – Imagine, do John Lennon!” responde Emanuel.
O Jurado de bate-pronto responde “ - Lindo...”, então abaixa a cabeça e tenta assimilar a situação. Segundos depois, levanta o olhar para Emanuel e diz: “ – Boa sorte!”.
Emanuel responde “Muito Obrigado”.
 
Então a famosa introdução de “Imagine” começa a ser tocada no piano...e de forma muito tocante e muito afinada Emanuel canta:
 
Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje
 
Imagine não existir países
Não é difícil de fazer
Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz
 
Você pode dizer
Que sou um sonhador
Mas não sou o único
Tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo será como um só
 
Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade do Homem
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo
 
Você pode dizer
Que sou um sonhador
Mas não sou o único
Tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo viverá como um só
 
...ao término da canção todos, jurados, plateia, todos estão emocionados e aplaudindo, de pé, a audição de Emanuel. Ao término dos aplausos os jurados falam do quão maravilhados estão com o que viram. Mas uma frase chama a atenção. Depois de todos os comentários, quando Emanuel está se retirando do palco, uma das juradas, enquanto enxuga as lágrimas, diz: “ – Faz nos pensar que tudo com o que nos preocupamos é tão patético!”.
Confira o vídeo na íntegra...
 
 
Assisti este vídeo hoje.  A sensação que tive foi “Deus glorificou e santificou o Nome Dele na vida deste rapaz!”. Coincidência ou não, ver uma pessoa como esta, agindo desta forma, justamente com o nome Emanuel, nos traz à tona a percepção do quanto Deus está imerso na humanidade. Imagino Deus assistindo a tudo isso e pensando: “ – Não...você realmente não é o único a sonhar com um mundo justo de forma que todos possam ser um em harmonia! Aliás Eu fui o primeiro a desejar isso!”
 
Deus é vento impetuoso que sopra onde desejar. Ele ama usar os menores para fazer as maiores coisas. Escolhe os incapacitados e capacita. Age naqueles que são pequeninos para que Suas grandes obras ganhem vida! Diante disso, afirmo que... sim, vejo este rapaz com uma atitude inspirada pelo Espírito Santo. É Deus usando o contexto para anunciar ao mundo que as nossas preocupações são patéticas! Que estamos olhando para o nosso próprio umbigo, deixando de cooperar com Ele para mudar a realidade da vida como um todo. Deus usou um programa “secular” para nos mostrar o quanto está imerso no mundo, no nosso sofrimento, e o quanto deseja mudar esta realidade. Ele idealiza uma realidade na qual todos nós possamos ser parecidos como Jesus. Por isso está imerso na humanidade, trabalhando, nos transformando, nos moldando como barros na mão do oleiro, para forjar em nós o caráter de Jesus.
 
 
Acredito que o primeiro nome deste rapaz não tenha sido Emanuel. Ele não tinha Certidão de Nascimento. Mas Deus lhe deu um nome. Chamou o esquecido e abandonado rapaz de Emanuel por que iria usá-lo para mostrar o quanto Ele, Deus, segue imerso na humanidade.
 
 
Deus buscou no Iraque, dentro de uma caixa de sapato, um menino mutilado, para que diante de uma rede nacional de TV evidenciasse que não existe desgraça que não possa ser transformada em Graça! Deus sabia que este rapaz estava ali. Assim como Ele sabia da moeda na boca de um peixe (Mateus 17:24-27).
 
Ao olharmos para este rapaz, vemos Deus cumprir Sua palavra mais uma vez:
 
“Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.
Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; ...”. Isaías 49:15-16
 
Deus cumpre esta palavra constantemente. Ele não se esquece de ninguém. Conhece cada um de nós em plenitude.
 
O fato é. Se Deus não se esqueceu de você, qual a Sua atitude diante disso!? Será que somos capazes de nos permitir ser encontrados por Deus de maneira que Ele possa glorificar e santificar o Nome Dele em nossas vidas!? Ou será que estamos tão preocupados com as coisas patéticas da vida que não percebemos Deus desejando agir em nós!?
 
Deus está cantando Imagine para ti através da voz daquele rapaz. Está lhe dizendo: “ – Fui o primeiro a sonhar com um mundo justo. Hoje muitos sonham com este mundo e cooperam comigo. É a minha igreja, o meu corpo místico cujo a cabeça é o meu Filho amado, Jesus! Junte-se a nós! Queria se juntar a nós e Eu lhe enviarei o Espírito Santo para lhe transformar!”.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O ÁPICE DA HUMANIDADE: JESUS!

Feliz é o homem que é capaz de enxergar a vida como uma peregrinação. Não através do olhar raso que acha que a nossa peregrinação é ir de um lugar para outro, mas sim no profundo entendimento de que devemos o nosso peregrinar consiste em partir de um estado de ser para outro um outro estado de ser. Sim! Pois a nossa jornada não consiste em partir da terra para ir para o céu. Aliás arrisco dizer que, enxergar o céu como ponto de chegada para a peregrinação da vida, chega a ser danoso para o homem. Precisamos entender que a nossa jornada tem como ponto de chegada uma pessoa: Jesus. Se visarmos o céu, e não Jesus, como objetivo último da nossa peregrinação, então estaremos enxergando o céu maior que Jesus.

Precisamos ter a consciência de que a nossa peregrinação parte de Adão. Somos como ele: pecadores, homens caídos. Nos identificamos com Adão na natureza que insiste em se declarar autossuficiente e que vira as costas para Deus. É exatamente neste ponto, neste estado de ser que iniciamos os nossos passos na existência.

Quando olhamos para a Palavra de Deus e nos deparamos com os Evangelhos que narram a vida de Jesus, identificamos ali o mapa da peregrinação. O “Evangelho”, a “Boa Notícia”, a “Boa Nova” que a Palavra nos revela é o ponto de chegada de nossa peregrinação: Jesus. O Nazareno é a própria Boa Nova! Nele vemos a plenitude humana que Deus projetou. Não há desvios nos projeto. Jesus é o ser humano perfeito. É o ser humano projetado minunciosamente por Deus em plena concretização. O Adão que deu certo.

Jesus é o nosso destino. Ele é o estado de ser que estamos destinados a ser. É o ponto de chegada da nossa peregrinação. É a transformação que Deus deseja ver em nós: a morte do nosso primeiro Adão e a viver de Jesus, o Segundo Adão! Partimos de um estado de ser identificado com Adão, ser criado por Deus, para chegar em um estado de ser concretizado em Cristo, um Ser gerado por Deus.

Em Jesus, presenciamos a morte de um tipo de raça humana e o nascer de uma outra condição de raça humana. É por isso que a Palavra nos diz que todo aquele que está em Cristo, nova criatura se torna. Em Jesus a criatura se torna nova criação, em uma outra dimensão de humanidade. Gente que participa, através de Jesus, da comunhão que existe na Santa Trindade.

Já parou para pensar...

Um anjo, antes de ver Jesus concretizado na dimensão do nosso tempo e história, olha para cada ser humano e pensa: “ – Não consigo entender, o que Deus planejava ao criar um ser assim!”. Então tempos depois o mesmo anjo olha para Jesus, concretizado em nosso meio e então maravilhado ele pensa: “ – Agora sim entendi o que Deus desejava! Agora faz sentido!”.

O ápice, o ponto mais alto, a plenitude do que podemos entender como ser um “ser humano” é Jesus. Nisto consiste o objetivo final da peregrinação do homem: ser gente como Jesus é gente! A consequência disso? Salvação! Afinal de contas uma das melhores maneiras de se definir salvação não seria...deixar de ser quem somos para sermos como Jesus!

Feliz é o homem que peregrina para ser como Jesus é! E se você ainda se pergunta: “ – Mas e o céu?”...creio que é importante que você saiba: não existe céu sem Jesus! Céu, Paraíso, Nova Jerusalém, são lugares que só podem se concretizarem se Jesus estiver presente. Afinal de contas existe lugar melhor do que estar junto com Jesus?

O ápice da humanidade é Jesus! O tipo de ser humano que não tem como salário a morte, pois Nele não há pecado! Peregrinemos para Ele, buscando, de glória em glória, se tornar o mais parecido possível com Jesus de Nazaré.


Que o Espírito Santo siga nos convencendo de nossos pecados, para que o arrependimento nosso de cada dia se concretize, de forma que o nosso estado de ser, identificado no velho Adão, seja crucificado juntamente com Cristo no Calvário, para que Jesus possa habitar em nós de forma a nos transformar e nos tornar gente como Ele é!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A REPOSTA DE DEUS AO SOFRIMENTO

Vivemos num mundo que possui um sistema organizado para ir em desencontro com os valores do Reino de Deus. A lógica deste sistema é a injustiça, o caos e o maligno, desgraças que são fruto do egoísmo humano. A consequência disso?! O sofrimento! Por causa da injustiça, do caos e da maldade, frutos do egoísmo humano, o sofrimento se alastra. Num cenário como o mundo no qual vivemos é impossível um ser humano passar pela existência sem experimentar o sofrimento.
Diante desta realidade, o fato é que, de uma maneira ou de outra, nós cristãos, temos que lidar com as coisas “do mundo”, afinal de contas “estamos no mundo” apesar de “não sermos do mundo”!
Em João 16:33, Jesus alertou: “No mundo tereis aflições, contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo!”. Ainda no Evangelho escrito por João, um pouco mais à frente, no versículo 15 do capítulo 17, Jesus orou ao Pai dizendo: “Não rogo que lhes tire do mundo, mas que os proteja do Maligno”.
Interessante perceber que Jesus sabe que este lugar onde estamos, o “mundo”, é um local de sofrimento. Mais interessante ainda é ver Jesus orando ao Pai pedindo para que não nos tire do mundo. Jesus deseja que fiquemos aqui, mesmo sabendo que o mundo jaz no maligno. Ele complementa a Sua oração clamando ao Pai que nos proteja de sermos malignos (egos absolutos). Diante destas falas de Jesus podemos perceber nitidamente que Jesus nos quer bem aqui, no mudndo que jaz no maligno, no meio do sofrimento.
Então alguns questionamentos naturais seriam: Será que Jesus deseja que a gente fique aqui para sofrermos?! Mas qual o propósito, o sentido de Jesus nos querer aqui?
Para a primeira pergunta, que questiona se “Jesus deseja que a gente fique aqui para sofrermos?”, acredito que a resposta seria: “ - É claro que sim!”...então você pensaria: “ – Mas isso é contraditório, pois você está se referindo a um Deus que se identifica como Amor! Como pode um Deus que se diz amor nos colocar bem no meio de um mundo para sofrer?”.
É justamente neste argumento que está a chave do entendimento do propósito de Deus desejar que fiquemos aqui neste mundo, imersos no sofrimento. Os cristãos são os seres humanos que romperam com lógica rebelde do mundo. Essa turma de seres humanos, os cristãos, também conhecidos como igreja, corpo vivo de Cristo, já sabem quais são os valores de vida eterna, os valores do Reino inaugurado por Jesus de Nazaré. Jesus deseja que permanecêssemos aqui para sofrer, mas não qualquer tipo de sofrimento. Jesus deseja que, através dos valores do Reino que Ele inaugurou, nós, cristãos, nos identifiquemos com o Seu sofrimento por nós na cruz do Calvário e que tomemos a mesma atitude de entrega, que Ele propôs, para o próximo. Em outras palavras, Jesus nos convida a sofrer pelos outros, juntamente com os outros. Sofrer junto! Acolher o sofrimento do próximo e através deste gesto se fazer agente da graça do Pai na vida daquele que sofre. É o ato de se disponibilizar e cooperar com o Espírito Santo para trazer para a graça do Pai aqueles que estão aprisionados pela desgraçada lógica do mundo.
O problema é que somos egoístas e não entendemos isso. Achamos que nosso sofrimento é prioridade. Queremos o alívio imediato. Almejamos o céu e que “se lasque” quem ficar! Fazemos isso muitas vezes sem perceber!
Veja se você não se identifica com esse testemunho...
“O que não tem remédio, remediado está!”...esta é a frase, o ditado popular, testemunhado pelo Pastor Ed René Kivitz. Ele disse ter recebido um irmão com um grande problema. Ele ouviu o problema do irmão, orou, pensou em como ajuda-lo, e depois de um bom tempo de conversa, a mesma acabou sem solução. Por ser evidente que não havia o que ser feito, e por considerar que o irmão já estava conformado com o seu problema sem solução, o Pastor Ed pensou: “O que não tem remédio, remediado está!”. Passaram-se alguns dias, então o mesmo irmão procurou o Pastor para conversar. Então, para surpresa do Pastor, ele indagou: “ – Pastor, referente a nossa conversa de tempos atrás, você não tem nada a dizer?”. Pego de surpresa o pastor respondeu: “ – Mas a gente não tinha chegado ao consenso de que não havia solução para o seu problema!”. Então o irmão respondeu: “ – Ed, as vezes muito mais do que se precisar de uma solução para um problema, a gente procura alguém para caminhar junto conosco dentro do sofrimento! Muito mais que solução, as vezes precisamos de alguém que esteja disposto a sofrer junto, a compartilhar a dor”. Ao testemunhar isso, o próprio pastor Ed arrematou o pensamento dizendo: “ – Ali percebi o quanto somos incapazes de sofrer juntos!”.
Como somos incapazes de sofrer junto! Como o nosso ego nos cega o entendimento de que “sofrer junto” é “amar”.
Somos tão soberbos que achamos que temos soluções instantâneas. Soluções tipo “miojo lamen”, de preparo rápido, 5 minutos, vapt-vupt. Engraçado que agimos assim para os problemas das outras pessoas. Interessante ver o quanto é diferente quando desejamos tratar os nossos problemas e sofrimentos.
Nem toda pessoa que nos compartilha um problema, um sofrimento, uma angústia, procura solução. Muitas vezes procura apenas alguém que esteja disposta a sofrer junto! Ao invés de ouvir as soluções instantâneas, deseja ouvir um simples “sinto muito” seguido de um abraço acolhedor!
Precisamos a aprender que muitas circunstâncias só podem ser entendidas após as mesmas serem vivenciadas. Para o sofrimento, talvez a melhor justificativa para o mesmo seja dizer: “É a vida! A vida é assim! Viver é sofrer!”.
Jesus deseja que fiquemos aqui pois Ele nos vê como cooperadores para implantação de Seu reino. Deus deseja incluir os homens, através do Sangue de Jesus, na construção do Seu reino. Por isso Deus deseja que cada um de nós se torne gente como Jesus. Para que em Cristo a gente possa ser participantes da comunhão que existe na Trindade Santa, de forma que a gente possa ser sal para este mundo.
Arrisco dizer que a maneira mais próxima de se parecer com Jesus é assumir a atitude de se disponibilizar a sofrer junto. Jesus na cruz é Deus dizendo: “ – Sofro juntamente com vocês a consequência da queda humana!”
Acho que Deus ouve muitos de nós questionando à Ele sobre o sofrimento! Imagino o ser humano colocando Deus na cadeira dos réus e interrogando à Deus com a pergunta: “ – O que o Senhor tem a dizer sobre o Sofrimento?”
 A Então vejo Deus, mostrando os buracos dos pregos e dizendo: “Sobre o sofrimento...o que tenho a dizer é: Eu sofro Junto! E te convido a me imitar. Você é a resposta para o sofrimento! Você, a minha igreja, é a resposta para o sofrimento!”

Ele foi o primeiro a abraçar o sofrimento. Nos convida a ser imitadores Dele. Nos convida a nos assumirmos como resposta Dele para o sofrimento!
Encerro citando novamente um pensamento do Pastor Ed René Kivitz:
Diz ele que quando lê, em Apocalipse, Deus falando “estou fazendo novas todas as coisas” é imprescindível perceber o tempo do verbo “fazer”. Deus não está dizendo que “ainda” vai fazer. Ele diz que “já está” fazendo! Sendo assim, o nosso papel é cooperar com Deus para fazer tudo novo. Fazermos o nosso melhor, conscientes de que chegará o dia em que tudo será definitivamente novo. Enquanto este dia não chega, a gente segue fazendo nossa parte, bem aqui, no mundo, no meio do sofrimento, no exato lugar onde Jesus quer que estejamos, para que de glória em glória a gente possa colaborar para que tudo vá se restaurando. Assumindo a responsabilidade de cuidarmos uns dos outros, sofrendo junto, chorando junto, sorrindo junto, com a esperança de que um Novo Céu e uma Nova Terra será consumado na segunda volta de Jesus.
A Deus toda honra e glória!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

COMO É TRISTE A TRISTEZA MENDIGANDO UM SORRISO

No olhar do Pai, com seus cabelos brancos, que observa pela janela da sala a rua da frente, esperando a visita do filho que de tão bem sucedido já não tem tempo para visita-lo. Ali habita a tristeza que mendiga o sorriso.  No silêncio da mãe que enfrenta horas para na fila em frente ao presídio e passa pela vergonha da revista para poder visitar o filho que cumpre pena por sequestro relâmpago. Ela não desiste de ir vê-lo e espera ver nele a transformação que tanto é pregada na igrejinha de fundo de garagem que ela frequenta domingo a domingo sem cessar. Neste silêncio habita a tristeza que mendiga o sorriso. Na ansiedade do filho que espera o dia inteiro a chegada do pai para brincar, mas o pai não chega pois vive atolado no trabalho. Ali se faz a esquina onde a tristeza estende a sua mão e mendiga um sorriso. No rosto da criança nordestina que no meio da seca e da miséria, olha para aqueles que estão de passagem esperando um ato de misericórdia para matar a fome. Ali está muito mais do que a fome mendigando muito um prato de comida, ali está a tristeza mendigando um sorriso.

Como é triste ver a tristeza mendigar um sorriso. Como é triste ver a esperança mendigar o acolhimento, a solidão mendigar um abraço. Seria heresia dizer como é triste ver um Deus mendigar por vidas que rompam com a maldade? Um Deus mendingo?

Triste é ver o quão mal somos! A nossa maldade chegou ao ápice quando cometemos Deicídio! Matamos Deus! Não por que temos poder para isso mas por que Deus escolheu se entregar para santificar o Seu Nome perante a nossa maldade.

Carecemos de misericórdia. Carecemos da Graça de Deus. O nosso ego nos coloca perante a esquina onde a tristeza mendiga por sorrisos, abraços, acolhimento, gente que esteja disposta a amar como Deus nos amou. Enquanto não houver arrependimento assim seguirá a tristeza, estendendo a mão, clamando por migalhas e mais migalhas de bondade, buscando sobreviver em um mundo caído e cruel.

Que a misericórdia de Deus possa nos transformar em pessoas como Jesus!

Amém!