terça-feira, 18 de novembro de 2014

ANTENINHAS DE VINIL



“Silêncio...Silêncio...minhas anteninhas de vinil estão detectando a presença do inimigo!”...uma das frases mais marcantes de Chapolin Colorado nos remete a uma reflexão interessante para nós cristãos. A Palavra nos diz que o Espírito Santo nos convence de nosso pecado. É exatamente nesta ação que nasce o dom do arrependimento, que não é nosso, mas sim de Deus, que compartilha conosco para que o Seu Nome seja Glorificado! De certa forma todos nós temos anteninhas de vinil, como o Chapolin Colorado. Uma anteninha que age em nosso favor. Sim! Entenda que, um dos maiores inimigos do homem é o ego, pois geralmente é ele quem nos conduz ao pecado. Quando este inimigo aparece com os seus apetites mais vorazes nos tentando a pecar, o Espírito Santo aciona as nossas “Anteninhas de Vinil”, ou se preferir, nossa consciência para nos alertar que estamos em perigo, a um passo de pecar.

Interessante isso, pois o passo que precede o pecado é a tentação. A tentação não é o pecado concretizado, mas sim a propaganda que nos leva a pecar. Já parou para pensar que sempre quanto estamos prestes a pecar, geralmente sabemos que iremos cometer algo de errado. Muitas vezes, a maioria delas, pecamos conscientes que estamos pecando! Isso por que o Espírito Santo sempre aciona nossa consciência nos dando senso do certo e do errado para que a gente possa vencer o pecado. Infelizmente muitas vezes cedemos e caímos à tentação.

Devemos estar atentos aos alarmes de nossas “Anteninhas de Vinil”, exercitar nossa salvação, para que o Espírito Santo possa agir cada vez mais em nós, de forma que o pecado, se acontecer, seja um acidente e não uma escolha. Somos falhos, mas Aquele que age em nós não é, Ele é perfeito e na sua perfeição somos agraciados!

Pense em uma pessoa que não pode ver. Geralmente esta pessoa aguça os sentidos da audição e do olfato. Ela consegue aperfeiçoar os seus sentidos. Neste contexto, assim como somos capazes de exercitar todos os nossos sentidos, como olfato, tato, audição, etc, devemos exercitar a nossa anteninha de vinil, para que ela seja capaz de detectar a presença do inimigo, do pecado e de tudo aquilo que nos faz sair do padrão de integridade e caráter que vemos em Jesus Cristo.

Fique antenado...no Santo Nome do Senhor Jesus.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

SERIA MAIS UM PEDIDO DE ESMOLA?


O EFEITO DA CRUZ

Já parou para se perguntar: qual é o verdadeiro efeito que Deus deseja que a Cruz de Jesus tenha em nossas vidas?...ou melhor....já ousou orar “Senhor, que a Cruz de Jesus tenha em minha vida o real e verdadeiro efeito e resultado desejado por Ti!”...já parou para pensar no que implica orar assim? A responsabilidade de uma oração como esta é ao mesmo tempo, muito mais complexa do que se parece ser e muito mais simples do que se imagina. Complexo por que implica em abrirmos mãos de nossas vontades e sacrifício, e sendo nós, seres humanos, um poço de ego, apetites e interesses próprios, não tem como não afirmar que este é um desafio complexo. Entretanto, por outro lado, devemos lembrar que o Espírito Santo age ao nosso favor. Primeiramente nos convencendo de nossos pecados, nos auxiliando no processo de arrependimento e redenção à Cruz e nos conduzindo para o Pai. Ao mesmo tempo que temos pela frente o desafio de negar o nosso próprio eu, temos como aliado o poderosíssimo Espírito Santo, que age sobre tudo o que é impossível para nós.
 
A Palavra nos diz que as misericórdias de Deus se renovam a cada dia. Todos nós, cristãos, sabemos que a misericórdia de Deus está fundamentada na Cruz de Jesus. O que pouco de nós temos consciência é que quando respiramos, logicamente existimos, e nisto a Cruz do Cristo já está exercendo sobre nós um dos efeitos da Cruz desejados pelo Pai: a Graça.
 
Todos nós, cristãos e não cristãos, usufruímos da Graça de Deus todas as vezes que o nosso pulmão se enche de ar. A Cruz do Cristo exerce o efeito da Graça sobre todos: maus e bons. É o clamor de Jesus “Pai, perdoa-os pois eles não sabem o que estão fazendo” que se faz de base a toda oportunidade que Deus nos dá, dia a dia, para voltarmos para Ele. É o clamor de Jesus na Cruz que faz o sol nascer e se pôr continuamente, todos os dias, provendo em nossas vidas a oportunidade de reconciliação com o Pai, ainda que sejamos seres tão perversos por conta de nosso pecado.
 
A Cruz do Cristo pode produzir em nós muito mais do que podemos imaginar. Arrependimento, misericórdia, perdão, sabedoria, amor, obediência, santidade, integridade, adoração, louvor...tudo sobre o alicerce da Graça! Os Efeitos da Cruz que Deus deseja em nossas vidas carregam todos esses atributos para que haja em nós uma transformação de ser. Transformação de vida! Vida cujo o padrão é a vida do próprio Deus expressos na vida de Jesus.
 
Deus nos convida a viver como Jesus viveu. Ele nos mostrou que quem vive como Jesus viveu é rejeitado por este mundo, pois os valores de vida deste mundo é praticamente o oposto dos valores expressos na vida de Jesus. O mundo não suporta gente como Jesus, pois o mundo está imerso no maligno. O resultado disso é a crucificação. Jesus nos convida a sermos imitadores Dele. Irmos em frente e não deixar o mundo ditar o nosso preço. Não deixar o mundo dizer quais são os nossos valores e quanto custa a nossa integridade e santidade. Não somos perfeitos, nem santos como Jesus, mas um dia seremos, pois o Espírito Santo já está agindo em nós, produzindo no nosso ser os efeitos da cruz de Jesus de Nazaré. O mundo quer comprar isso, e oferece as maiores riquezas que existem aqui, mas Jesus exclamou na Cruz que somos muito mais caros, valiosos, do que qualquer riqueza deste mundo...pois custamos a vida do próprio Deus! Na Cruz do Calvário Jesus nos expôs isso a olho nu!
 
Que a Cruz de Jesus produza em nós os efeitos em plenitude desejados pelo Pai. Que cada um de nós consiga abraçar a consciência de que ainda hoje, agora, nós estamos usufruindo da Cruz. Que no expandir desta consciência a gente consiga dar vazão ao Espírito Santo para que o pleno resultado da Cruz se concretize em nossas vidas!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

MATAR OU MORRER

A cruz é um paradoxo. De um lado a raça humana cometendo Deicídio, em outras palavras, assassinando o Deus Criador. Um espetáculo de horror, a miséria humana em ação, escancarada a os olhos de toda a história. Ao mesmo tempo, por outro lado, Deus está se entregando, como um cordeiro mudo indo para o abate. Consciente de tudo o que estava fazendo, Deus realiza na cruz o maior espetáculo de amor já visto pela humanidade. A cruz é um paradoxo no qual a humanidade tem de lidar todos os dias. Como viver diante destas 2 ações contraditórias: o horror e o amor, o assassinato e a entrega?

Diante do pecado da humanidade, Deus, criador de tudo e todos, teve de fazer uma escolha muito difícil: Matar ou Morrer? A chave de tudo se encontra exatamente na escolha que Deus fez para esta dúvida: Ele escolheu morrer. Mas por que esta escolha, por que morrer em pró de seres tão miseráveis como nós seres humanos?

O amor, o verdadeiro amor, não existe para ser entendido, mas sim para ser aceito. O amor existe para ser abraçado. O amor escolhe morrer, se entregar, e faz isso sem reservas, sem olhar méritos ou deméritos. Deus é o Amor. Ele Ama, e ama apesar dos “por quês”. Simplesmente ama. Deus escolheu morrer pois sabia que a sua morte era o único meio de aniquilar o pecado sem precisar aniquilar o pecador. A sua morte foi por amor, matou o pecado sem matar o pecador. Só um Deus santo e bondoso como este é capaz de morrer por gente tão miserável como nós. A morte não foi capaz de detê-lo pois Ele é Santo. Ele vive e vem resgatar-nos. Sua vinda será breve.

Diante do paradoxo da Cruz, todo aquele que tem mente sã e entende sua própria miserabilidade sabe que só há uma maneira de se viver diante de tudo o que aconteceu no Calvário: arrepender-se e se banhar na misericórdia do Sangue do Cordeiro, para que Ele seja glorificado. Costumamos ir nas celebrações todos os domingos e alegar que estamos adorando ao Senhor quando cantamos louvores. Sim, uma maneira de adorarmos à Deus é louvando o Seu Santo Nome. Mas talvez o que nós cristãos tenhamos que entender é que a verdadeira adoração é o arrependimento, uma ação promovida pelo Espírito Santo em nós, pois é Ele quem nos convence de nosso Pecado. É no arrependimento que damos vazão para que o Espírito Santo faça de nós mais parecidos com Jesus. Este processo restituí ao Pai toda a Glória que um dia nós, como Lúcifer, desejamos ter para nós. E Não é ousado demais afirmar que esta é a raiz de todos o pecado da humanidade, roubar a glória de Deus para satisfazer o nosso ego.

Deus, pelo óbvio, tinha de nos matar. Mas o Deus descrito na palavra não é um Deus que gosta de contrariar o óbvio. Ele escolheu morrer. Aqui começamos entender aquilo que a santa palavra nos descreve como “Graça”. Apesar de sermos o que somos, miseráveis, Deus escolheu morrer ao invés de nos matar.


O Paradoxo da Cruz está diante de nós, todos os dias, qual tem sido a resposta que temos dado para todos os acontecimentos que aconteceram no Calvário?

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA

A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos exércitos; e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos exércitos.
Ageu 2:9

Todas as vezes em que uma comunidade cristã, que está situada em um local pequeno, vai construir ou se mudar para um lugar (igreja física, templo físico, de pedra e concreto) maior,  é muito comum ouvirmos pessoas dizerem “A glória da segunda casa será maior do que a da primeira”. Andei ouvindo esta frase no decorrer da minha caminhada cristã e, tudo bem, faz sentido profetizar mediante a fé de que Deus irá abençoar as “segundas” casas para que vidas sejam alcançadas. Mas de certa forma, creio que também é muito válido entendermos e interpretarmos que a verdadeira morada do Senhor somos nós. Nós somos a igreja, nós somos templos vivos do Senhor. Todo ser humano é vocacionado a ser um tabernáculo vivo do Pai. Se usamos a boca para dizer que “Deus não habita em templos construídos por mãos humanas e que um Deus vivo habita em uma casa de pedras vivas” como não podemos entender que esta “casa” no qual afirmamos que terá uma glória maior do que a primeira não é a própria igreja viva de Jesus (eu, você, nós, eles...)?

O sopro de vida que Deus depositou em nós pertence à Ele, ainda que estejamos rebeldes perante à Ele. Ainda que sejamos rebeldes há uma porção significável da Glória do Pai em nós: você está vivo e isso já glorifica o Santo Nome do Senhor quer você queira quer você não queria! O fato é que o Pai nos chama de volta e nos convida a crucificar nosso eu, para que um novo eu venha a nascer. E aqui o “eu” é a mesma coisa que “casa”. Deus nos convida a deixar a “velha casa” imunda pelo pecado, para que a segunda casa, a nova casa, a última casa, esteja limpa e vazia, de forma que o Espírito Santo descida a maneira como Ele mesmo irá habitá-la.

Se ainda não conhecemos a Deus e não nos rendemos à Ele, estamos na primeira casa. Há uma porção da glória de Deus em nós, simplesmente pelo fato de existirmos. Mas quando nos rendemos à Cruz de Jesus e nos esvaziamos do nosso ego, a transformação acontece e entra em cena a segunda casa. É Deus eliminando o mau sem aniquilar o maldoso. É Deus eliminando o pecado sem aniquilar o pecador. Quando damos vazão ao Espírito Santo, Ele nos convence de nossos pecados e nos conduz ao arrependimento. Neste processo o Sangue de Jesus, o Cristo tem efeito sobre nossas vidas. Lava o nosso ser de todo o pecado. O Espírito Santo faz morada em nós e é por isso que o Pai afirma em Ageu 2:9 “...e neste lugar darei a paz”. Isto é maravilhoso por que Deus se compromete a estar ao nosso lado em todas as circunstâncias. Isso não quer dizer que não teremos problemas, afinal de contas paz não é sinônimo de ausência de problemas, mas isso quer dizer que em toda e qualquer situação Deus estará nos amparando em graça e misericórdia. Esta atitude do Pai para conosco nos dará paz em meio a qualquer tempestade. Neste ponto o controle de Toda situação cabe a nós confiar nas mãos do Pai. A partir daqui o nosso viver tem como base uma luta diária contra o pecado e um comprometimento com uma vida segundo o caráter e a integridade de Cristo, de tal forma que cada dia vivido por nós glorifique o Santo Nome do Pai.

Deus nos predestinou a salvação. A glória do seu ser é vanglória (glória em vão) se não for glória ao Pai. Só Ele é digno. A Glória, tanto da primeira quanto da segunda casa, não é nossa e sim do Pai! Sendo assim...esvazie-se de si mesmo de vazão ao Espírito Santo, para que Jesus seja glorificado no seu viver cada vez mais! Que cada um de nós diminua, para que o Pai que tanto nos ama cresça infinitamente!


Que a Graça do Senhor superabunde cada vez mais ao nosso redor.

COLOCO A MINHA MÃO NO FOGO

“O rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de babilônia.
Então o rei Nabucodonosor mandou reunir os príncipes, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os juízes, os capitàes, e todos os oficiais das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado.
Então se reuniram os príncipes, os prefeitos e governadores, os capitàes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, e todos os oficiais das províncias, à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado.
E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e línguas:
Quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, prostrar-vos-eis, e adorareis a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado.
E qualquer que não se prostrar e não a adorar, será na mesma hora lançado dentro da fornalha de fogo ardente.
Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério e de toda a espécie de música, prostraram-se todos os povos, nações e línguas, e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado.
Por isso, no mesmo instante chegaram perto alguns caldeus, e acusaram os judeus.
E responderam, dizendo ao rei Nabucodonosor: Ó rei, vive eternamente!
Tu, ó rei, fizeste um decreto, pelo qual todo homem que ouvisse o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, e da gaita de foles, e de toda a espécie de música, se prostrasse e adorasse a estátua de ouro;
E, qualquer que não se prostrasse e adorasse, seria lançado dentro da fornalha de fogo ardente.
Há uns homens judeus, os quais constituíste sobre os negócios da província de babilônia: Sadraque, Mesaque e Abednego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem adoram a estátua de ouro que levantaste.
Então Nabucodonosor, com ira e furor, mandou trazer a Sadraque, Mesaque e Abednego. E trouxeram a estes homens perante o rei.
Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei?
Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se não a adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro da fornalha de fogo ardente. E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?
Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio.
Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei.
E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.
Então Nabucodonosor se encheu de furor, e mudou-se o aspecto do seu semblante contra Sadraque, Mesaque e Abednego; falou, e ordenou que a fornalha se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecer.
E ordenou aos homens mais poderosos, que estavam no seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abednego, para lançá-los na fornalha de fogo ardente.
Então estes homens foram atados, vestidos com as suas capas, suas túnicas, e seus chapéus, e demais roupas, e foram lançados dentro da fornalha de fogo ardente.
E, porque a palavra do rei era urgente, e a fornalha estava sobremaneira quente, a chama do fogo matou aqueles homens que carregaram a Sadraque, Mesaque, e Abednego.
E estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abednego, caíram atados dentro da fornalha de fogo ardente.
Então o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa; falou, dizendo aos seus conselheiros: Não lançamos nós, dentro do fogo, três homens atados? Responderam e disseram ao rei: É verdade, ó rei.
Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante ao Filho de Deus.
Então chegando-se Nabucodonosor à porta da fornalha de fogo ardente, falou, dizendo: Sadraque, Mesaque e Abednego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então Sadraque, Mesaque e Abednego saíram do meio do fogo.
E reuniram-se os príncipes, os capitães, os governadores e os conselheiros do rei e, contemplando estes homens, viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles.
Falou Nabucodonosor, dizendo: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus.
Por mim, pois, é feito um decreto, pelo qual todo o povo, e nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas um monturo; porquanto não há outro Deus que possa livrar como este.
Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abednego, na província de babilônia.”
Daniel Capítulo 3

Quantas vezes já ouvimos a expressão “ – Eu não coloco a minha mão no fogo por Fulano”...” – Eu não coloco a minha mão no fogo por Siclano”. De fato o ser humano é corrompido pelo pecado e não é digno de que coloquemos nossas “mãos no fogo” por seu caráter e integridade. Entretanto a Palavra nos diz que 3 homens, Sadraque, Mesaque e Abednego, afirmaram, muito mais do que com palavras... e sim com atos, de que havia sim um alguém pelo qual se é possível colocar a mão no fogo. Aliás não só a mão, mas o corpo inteiro. Aliás não em um fogo qualquer, mas sim em um fogo que só o calor da proximidade do mesmo era capaz de consumir a vida de um ser humano. Este alguém no qual Sadraque, Mesaque e Abednego sabiam que valia muito mais do que “colocar a mão no fogo” era o “Eu Sou”, Deus de Abraão, Isaque, Israel, José e Moisés, o mesmo Deus expresso no rosto de Jesus, o Cristo. Não importa o lugar, não importa o momento, Deus é santo, íntegro, perfeito, amoroso e poderoso. Ele é assim sempre, não muda! Por isso estes 3 homens sabiam que somente Deus é digno de tamanha confiança. Esta é a obra que Deus deseja realizar em todos nós. Primeiramente é importante se questionar: Será que o Deus com que me relaciono é digno de se colocar a mão no fogo? Será que Ele é digno de se encarar uma fornalha? Será que Ele é digno de obediência? Se a sua certeza não é igual a de Sadraque, Mesaque e Abednego, ainda que você acredite que esteja se relacionando com o Deus descrito na Palavra, talvez seja importante rever a maneira como você está interpretando o seu relacionamento com Deus! Ele é um Deus de amor, misericórdia e graça. Não um Deus “Papai Noel”, muito menos um Deus acusador (aliás a palavra acusador é sinônimo de demônio). Por quem você está disposto a colocar sua mão no fogo?

Deus deseja tornar o nosso caráter e integridade conforme os valores de Jesus, que é o Próprio Deus. Deseja fazer isso para que a imagem e semelhança de todo o nosso ser, corrompida pelo nosso pecado, seja restaurada conforme a imagem e semelhança que Deus um dia depositou em nós, sem corrupção. O objetivo é sermos pessoas cujo os valores de vida sejam os do Reino do Pai, expressos na vida do Nazareno, de tal forma que o pecado não seja o ponto de partida para os nossos relacionamentos, não pelo simples fato de afirmar que podemos encarar uma fornalha pela vida do outro (a discussão aqui vai além de méritos/deméritos...pois Deus é gracioso e nos convida a sermos seus imitadores, em outras palavras devemos dar a vida uns pelos outros), mas sim pelo fator principal: ao fazermos isso, o Santo Nome do Pai é glorificado em nós. Para isso existimos e nisso está o verdadeiro sentido da vida! Quando o Pai glorifica o seu Santo Nome em nós, toda a criação, todo o ambiente ao nosso redor deixa o caos da maldade e do pecado e passa a funcionar corretamente, tudo entra em ordem, tudo se transforma...o Amor prevalece sobre tudo e todos!

Diante disso temos duas perguntas. A primeira eu já fiz: Por quem você estaria disposto a colocar sua mão no fogo ou encarar uma fornalha? E a segunda é...Será que existe alguém disposto a colocar a mão no fogo ou encarar uma fornalha por sua causa?

Responda para si mesmo ambas questões. Entretanto, de fato, é importante você saber que a Palavra nos responde ambas questões com uma só resposta: Deus! Para a primeira pergunta a resposta se apresenta assim: Ele é digno de que encaremos qualquer situação para que seu Nome seja glorificado em nós. Para a segunda pergunta a resposta é: Ele já encarou uma “fornalha” chamada cruz por você. Ele colocou a mão no “fogo” por ti. Ele colocou as duas mãos na cruz. Fez mais que isso...entregou-se por inteiro. Interessante pensar neste paralelo: Mesaque, Sadraque e Abednego entraram por inteiro na fornalha e Deus cuidou deles, saíram da fornalha vivos. A morte não venceu! Deus honrou os mesmos. Jesus encarou a cruz e se entregou por inteiro e a morte também não venceu, pois Ele vive!...Ambas atitudes com o mesmo objetivo e o mesmo resultado: Glorificação do Nome do Pai!

Diante disso, sabendo que Deus já “colocou a mão no fogo por ti”...o que fazer? Qual a resposta que devemos dar ao ato de Deus se entregar na Cruz por nós!?

A resposta é uma só...adoração!


Que cada um de nós sejamos capaz de entender este ato de Graça do Pai, para que o nosso ser se renda a Ele, voluntariamente, de forma a adorá-lO por quem Ele é! Pois só Ele é Deus! Que a cruz de Jesus tenha o efeito que o Pai desejou, desde antes da criação do mundo, em nossas vidas!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

EU ME AMO, NÃO POSSO MAIS VIVER SEM MIM!

Ao som de Ultraje a Rigor muitos (inclusive eu) cantaram...“Eu me amo, eu me amo ...não posso mais viver sem mim”. Engraçado pensar em um refrão assim. De um modo geral todo ser humano se ama. A própria palavra de Deus diz que o segundo mandamento mais importante é amar ao próximo como “a si mesmo”. Mas o que mais chama atenção é o “não posso mais viver sem mim”. Apesar da dose de humor na frase, ela nos remete ao paradoxo que todo cristão tem de encarar diariamente: deixar para traz o próprio viver para que o viver de Deus habite em seu coração.

Paulo dizia que o próprio “eu” dele já não vivia mais nele, mas Cristo vivia nele. Mas como assim? Se é algo lógico pensar que não podemos “viver sem o nosso eu” como é possível um homem afirmar que o “eu” dele havia dado lugar a um outro ser.  O fato é que esta é exatamente a essência da nova vida que Jesus sempre nos disse. Quando Jesus anunciou o reino do Pai, para glorifica-lo, Ele dizia exatamente isso, um reino de seres humanos capazes de lidar consigo mesmo, com seus próprios apetites, suas próprias vontades, de modo a crucificar o próprio eu...para que um novo homem viesse à tona. Um convite a deixar para trás o “velho Adão” para que um “novo homem”, cujo Jesus Cristo é o modelo, viesse à tona.

Já parou para pensar nisso: uma sociedade formada por pessoas iguais a Jesus Cristo? Uma sociedade onde os valores de vida são aqueles que Jesus expressou em seu viver? Ora não é exatamente isso que Deus deseja? Não é isso que Deus chama de Reino? Não é isso que Deus nos expõe como uma consequência para a Salvação? Um lugar onde “não haverá mais dor e nenhum choro se ouvira? Não é esta a igreja verdadeira de Jesus? Um lugar onde o Espírito Santo está trabalhando para que todos sejam cada vez mais parecidos com Jesus?

Uma sociedade assim inicia-se em nós mesmos. O primeiro passo parte de Deus. Ele já fez isso a muito tempo, antes da criação do mundo. Antes de Deus dizer “haja luz”, Ele disse “haja cruz”. No Calvário Deus expressou em nossa história algo que aconteceu na eternidade. Ao fazer isso, Jesus, além de nos prover salvação, nos mostrou que quando crucificamos o nosso próprio “eu” abrimos espaço para o “outro”. Isso é necessário, pois o ser humano foi criado para ser um “ser relacional”. E aqui é importante ressaltar que Deus, o nosso Criador, sempre nos ensinou que a base dos nossos relacionamentos é o amor. Quando os relacionamentos se baseiam no amor verdadeiro, tudo e todos ao nosso redor se transforma. Mas como sabermos que amor é o verdadeiro? O próprio Deus nos ajuda neste sentido. Ele mesmo nos ensina que o primeiro e maior mandamento é amar a Deus sobre tudo e todos, com toda a nossa emoção, paixão, intelecto e possibilidades. Só amando a Deus, desta maneira, saberemos “Quem” (e não o que) é o amor. Deus é Amor. Só cumprindo este mandamento estaremos aptos a cumprir os demais mandamentos que se resumem no segundo mais importante: Amar ao próximo como Jesus nos amou (e não como a si mesmo). Jesus resignificou o mandamento “amar ao próximo como a si mesmo” nos ensinando a “amar ao próximo como Ele nos amou” e isto faz uma diferença significativa. Isso por que o amor que temos por nós mesmos nem sempre é puro. Muitas vezes o amor que temos por nós mesmos é deturpado e corrupto, o que geralmente acaba resultando em pecado. Por exemplo: eu me amo tanto, que quero me dar prazer, e me masturbo para isso aconteça.  Pode ser um exemplo um tanto quanto ridículo, mas se você pensar bem vai entender que o amor que temos por nós mesmos é um tanto quanto delicado pois é um amor que tem de lidar com o nosso próprio ego, que é corrupto. Por outro lado o amor demonstrado por Cristo é um amor santo, com qualidade de Deus.

A pergunta é: será que somos capazes de amar com uma qualidade de amor “Ágape”, com uma qualidade de amor igual a de Jesus, o Cristo, sendo corruptos pelo pecado que habita em nós?


É claro que não temos essa capacidade plena ainda. Mas é justamente nesta consciência que damos vazão ao Espírito Santo, para que Ele venha agir em nosso ser de modo que sejamos capazes, ainda não em plenitude, mas com o melhor de nosso ser, de amarmos, primeiramente Deus e depois ao próximo, como Jesus nos ensinou a amar. É assim, de glória em glória, que somos transformados. É assim, de glória em glória que aprendemos a lidar com a batalha entre o “não posso mais viver sem mim” e o “viver de Jesus em nós”. O amor de Jesus em nós produz vida com qualidade de Deus e neste processo somos transformados para um dia alcançarmos não só a salvação e a vida eterna, mas um lugar na igreja que é a habitação do Deus vivo. Este é um processo que, por graça, o próprio Pai executa em nós através do seu Espírito Santo. Para isso o “eu me amo” deve ser colocado no seu devido lugar: na cruz do calvário. Se você se ama de verdade, crucifique o seu “eu”, pois só assim o seu “eu” obterá o melhor: Jesus!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

MENTIRAS BRANCAS E VERDADES ESCURAS

Para os religiosos de plantão a mentira é pecado e ponto. A verdade é o que nos torna santo e ponto. Mas será que é exatamente assim?
 
Diferentemente como o Pinóquio dos contos de fadas, o nosso nariz não cresce quando mentimos, mas de certa forma o incômodo na consciência, causado pela mentira, este com certeza cresce sim. É como se este “incômodo” na nossa consciência fosse o nariz do boneco de madeira construído pelo velho Gepeto. Crescendo a cada mentira e espetando a nossa consciência.
 
Nós, que alegamos ser cristãos comprometidos com a palavra, temos que lidar no dia a dia com o conceito de verdade e mentira. A sociedade diz que existem quatro tipos de mentiras: a mentira branca, a mentira benéfica, a mentira enganosa  e a mentira maliciosa.
 
Em resumo, a mentira branca é o artifício que nos permite viver em harmonia com a sociedade. Ela nos ajuda no convívio, é usada para não ferir o próximo emocionalmente. Está presente para  nos ajudar a não insultarmos uns aos outros com a verdade crua, aquela que é fria, dura e dolorosa. É a tal “mentira branca” que ajuda todo mundo viver uma vida sem violência e agressão, de modo a não ferir as pessoas. É a mentirinha da educação, aquela que você diz quando vê alguém vestindo uma roupa nova que na sua opinião é ridícula, mas você diz que está ótimo, só para não magoar.
 
Também tem outra mentira “do bem”, a mentira benéfica, que é usada por uma pessoa que tem a intenção de ajudar o próximo. O clássico exemplo do “Placebo”...a pílula de farinha de trigo que vem na caixa de remédio com um rótulo de “importado”, para que os médicos prescrevam a um paciente em seu leito de morte, simplesmente para levantar seus ânimos, ou tentar um efeito psicológico contra a doença. Ou o outro clássico exemplo da segunda guerra mundial, onde um agricultor esconde Judeus dos nazistas em seu celeiro e quando questionado pelos soldados alemães se viu algum judeu, ele nega com intuito de salvar a vida dos mesmos.
 
Mas é claro que a mentira também é usada para a maldade. Entra em cena o terceiro tipo, a mentira enganosa. Neste caso o objetivo é tirar vantagem da vítima, ainda que a mesma seja prejudicada, para seu próprio benefício. Geralmente este tipo de mentira está ligada a ocultação ou a falsificação. No caso da ocultação, a mentira se faz presente na ocultação de algo verdadeiro. Ou seja, eu vou vender meu carro e digo que ele está em perfeito estado, mas não revelo que o mecânico me disse, semanas atrás, que o motor está para fundir. Já no caso da falsificação, eu apresento, por interesse próprio e de forma intencional, falsas informações como se as mesmas fossem verdadeiras. Então digo que o carro foi revisado pelo mecânico recentemente e está perfeito para encarar uma viagem de São Paulo para a Paraíba.
 
Por fim o último tipo de mentira, as maliciosas. Entram em cena, geralmente, em uma situação de disputa, ou se preferir, concorrência. Também conhecidas como “fofocas”, são utilizadas para destruir o caráter, a reputação e a integridade do outro. Geralmente causa em suas vítimas resultados duradouros e devastadores. Um funcionário pode espalhar em para seu superior, por exemplo, que o “fulano”, seu concorrente direto a uma promoção, a falsa informação de que o mesmo tem um caso com uma estagiária e que seus encontros ocorrem dentro do escritório. Ou se preferir exemplos mais reais, é só assistir o horário político para ver um candidato atacando o outro.
 
Sendo assim, em resumo, de certa forma temos três tipos de “Pinóquios”. O mentiroso que tem a consciência da mentira e está confiante em sua capacidade de enganar, o mentiroso que acredita que realmente acredita que uma mentira é uma verdade (a mentira lhe virou uma verdade) e o mentiroso que acredita que pode dizer a verdade sobre tudo (tem a sua verdade para tudo). De certa forma, dentro de nós habita os 3 tipos de mentirosos. Vez ou outra agimos ou como um mentiroso intencional, ou como aquele que acredita em uma mentira como se fosse verdade ou como aquele que pode dizer a verdade sobre tudo. Há quem diz que quem conta a mesma mentira sempre, esta mentira lhe vira uma verdade. Todos nós, cristãos, sabemos que o diabo é o pai da mentira, mas insistimos em colaborar com ele. As vezes dizemos sofismas (mentiras vestidas de verdades), as vezes mentimos conscientemente, as vezes inconscientemente...mas o fato é que também colaboramos com o diabo quando dizemos algumas verdades.
 
Se por um lado enxergamos a mentira “benigna” (se é que ela realmente existe), por outro muitas vezes dizemos a verdade “maldita” ou se preferir a “verdade escura”. É quando a verdade que será dita não serve para produzir processos de vida, não agrega para o bem. A verdade que é dita para acabar com o outro, para produzir morte. Se por um lado é possível tentar pensar que existem mentiras que produzem o bem, por outro também é possível pensar em verdades que produzem o mal. Talvez uma forma de se definir "mentiras brancas" seria "mentiras que anulam verdades escuras". Talvez!!! Quem sabe!?...

No fim percebemos que “mentiras brancas” e “verdades escuras” partem do nosso coração e o que vale mesmo é a intensão. É na intensão por trás das nossas ações que o nosso caráter é revelado. Como diria o pastor Éd Rene Kivitz...Deus abençoa muito as intensões de cada um de nós. Quando as reais intensões se revelam, analisar mentiras e verdades com relação ao quesito pecado ou não pecado, fica para segundo plano, pois “mentira ou verdade” passa a ser uma questão moral, é uma consequência, enquanto a “intensão” é a raiz de tudo, pois ela nasce no coração do homem.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O COPINHO E O OCEANO

“ – Quanto você quer para me levar no Aeroporto?”
“ – Quanto você quer para cuidar da minha casa enquanto viajo?”
“ – Quanto você quer para casar comigo?”
“ – Quanto você quer para alugar sua barriga para mim?”
 
“ - Todo homem tem um preço!”. Quem nunca ouviu alguém dizer isso? Afinal de contas, não é assim que pensa o mundo em que vivemos?
 
Desde as coisas mais fúteis até as coisas mais erradas, o mundo em que vivemos afirma: “ - Todo homem tem um preço!”.
 
Você já parou para pensar nisso? Diante da coisa mais absurda um preço é estabelecido. Então vem a pergunta: quanto você vale? Quanto vale a sua integridade? Quanto vale o seu caráter?
 
Muitos podem estar pensando que eu estou exagerando, mas se nem Jesus foi poupado disso, imagine nós. Pensemos:
 
Jesus está no alto de uma montanha onde se é possível observar todo o horizonte. Diante de seus olhos os mais diversos reinos. Então a voz de Lúcifer soa: “Eu te darei todo poder e riqueza destes reinos, porque tudo isto foi entregue a mim, e posso dá-lo a quem eu quiser. Portanto, se ajoelhares diante mim, tudo isto será teu.” Então Jesus lhe  respondeu: “Você adorará o Senhor seu Deus e somente a Ele servirá.”
 
O relato de Mateus 4: 6-8 descreve uma das tentações que Jesus enfrentou no deserto. Aqui uma questão vem à tona: quanto vale a vida de Jesus para você? Pode parecer (e de certa forma é) muito raso pensar no que irei comentar, mas já parou para pensar que o demônio ofereceu pela vida de Jesus todos os reinos do mundo enquanto nós, não conseguimos oferecer nem 2 horas sinceras de celebração de culto à Ele nos domingos.  É claro que o contexto da oferta do demônio era muito diferente do contexto que estou afirmando, mas será que o diabo não tem muito mais consciência do valor de Jesus do que nós homens?
 
De um lado o diabo oferecendo todos os reinos do mundo...de outro homens como Judas, eu, você...oferecendo 30 moedas de pratas, duas horas dominicais desatentas e tantas outras coisas que achamos que valem mais que o nosso Salvador. O diabo ofereceu todos os reinos do mundo a Jesus e nós somos incapazes de entregar nas mãos de Jesus o governo do nosso coração. Um contexto um  tanto quanto estranho...mas interessante de se pensar. Será que realmente damos o verdadeiro valor a Jesus? Será que enxergamos Ele como Deus?
 
Em contra partida Jesus diz qual é o valor de um homem. Ele é Deus...e diz: “ – A vida de um homem vale a vida de Deus!”. Jesus entrega a sua vida em resgate da nossa. Faz uma entrega plena. Nos chama de pérolas de grande preço e entrega tudo o que tem para nos ter. Jesus sabia que o preço da vida dele era o preço da nossa vida. Por isso não a vendeu ao demônio. Por isso não se vendeu.
 
Imensurável. Incapaz de se calcular o preço. É assim que Deus responde a pergunta que o diabo nos faz todos os dias: “ – Qual o teu preço?”.
 
As vezes costumo pensar algo estranhamente simplório e até ridículo para alguns:
 
Imagine o seguinte...Jesus tem diante Dele um copinho descartável. Em sua mente, Jesus sabe que para salvar a humanidade, ele tem que derramar uma gota do seu sangue dentro do copinho. O Pai então lhe diz: “ – Jesus, salve-os...você sabe o que tem de fazer!”. Então Jesus começa a sangrar dentro do copo, e o sangue passa a metade do copo, chega até a boca, começa a transbordar....Jesus sabe que já é o suficiente, mas segue derramando todo o sangue...e gota a gota vai caindo até que não há mais sangue a se derramar, por que Ele transbordou um oceano....incapaz de se calcular quantos copinhos poderiam ter-se enchidos!
 
Jesus fez mais que o suficiente!!! Ele fez tudo... se entregou por inteiro... totalmente... plenamente... transbordou o copinho... fez isso na cruz.
 
Ele é o nosso eterno, suficiente, bondoso, exclusivo... único Salvador. Ele é Deus!
 
O diabo pode tentar lhe fazer ofertas. O mundo pode tentar lhe estipular um preço...querer comprar a sua integridade, o seu caráter....mas lembre-se, toda vez que isso acontecer, que a oferta aparecer diante de ti, pense em um copinho que foi transbordado....que isso foi feito por graça.
 
Sendo assim, se o maligno te perguntar quanto você quer para praticar a maldade, diga que o seu preço só Deus é capaz de mensurar, e que como Jesus já o pagou, você é fiel a Ele, por que Ele te amou primeiro e Ele é o seu salvador. E se alguém lhe perguntar quanto você quer para fazer algo bom, lembre-se que Jesus nos fez a bondade por graça ...por nos amar....e que somos convidados a agir como Ele...fazer a bondade sem estipular preços.
 
O Espirito Santo nos ajuda a discernir as intenções reais dos nossos corações. Ele nos ajuda a caminhar com integridade juntamente com Jesus. Não estamos a venda para a maldade, nem devemos ter preços estipulados para praticar o bem, pois todos, diante dos olhos de Deus, valemos exatamente a vida de Deus...o Imensurável!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

OS VALORES DO REINO DO SENHOR



Jesus é a interpretação da lei que o próprio Deus revelou a Moisés. Ele é o fim e a finalidade da Lei. Em Jesus somos Santos, em Jesus seremos salvos. Isso é muito mais do que algo ético ou moral, isso é um padrão de vida Divino. A lei que é resumida nos famosos “10 mandamentos” ganha vida em Jesus. Nesta interpretação, onde a lei é observada no modo de viver de Jesus, vemos os valores de vida de Deus, vemos o caráter que há por de trás do poder de Deus. Jesus é o gabarito, onde os nossos olhos podem observar como é um ser humano pleno e perfeito.

Em Jesus observando o padrão de pessoas que Deus deseja ter em seu reino, pois no viver de Jesus estão os valores de vida eterna. Jesus é o nosso destino. Nele, hoje e agora, já é possível experimentar um pouco da plenitude no qual somos destinados a Ser.  A Sua Santidade nos ilumina diante das trevas. Ele nos mostra o quanto estamos afundados no pecado e o quanto podemos ser diferentes do que somos hoje, seres corrompidos.

Quando Jesus resumiu os 10 mandamentos em 2, dizendo que deveríamos amar a Deus sobre tudo e todos, com todo o entendimento e força do nosso ser e que deveríamos amar ao nosso próximo como Deus nos ama, Ele estava colocando diante de nós o desafio de crucificarmos o nosso ego, deixando na cruz todos os apetites ilícitos de nossa alma. Em outras palavras, o homem carrega em si uma infinita sede de Deus. Nós tentamos suprir os nossos apetites com as coisas deste mundo e para conseguir este objetivo, nós nos declaramos deus de nós mesmos e passamos por cima de tudo e todos. Immanuel Kant dizia que “tudo que não puder contar como fez, não faça". Ele bem sabia que a corrupção do ser humano faz com que ele cometa atrocidades para conseguir aquilo que deseja. Jesus sabia que vida divina é viver para e pelo outro, a começar pelo Pai. Por isso o primeiro mandamento é amar o Pai de forma incondicional. Por que só amando o Pai entenderemos que Ele nos amou primeiro e nos amou com um padrão de amor incomparável, que jamais teremos pleno entendimento de tão profundo sentimento. É neste padrão que somos convidados a amar o próximo. Padrão Ágape, Amor Divino. É claro que nós somos falhos e que muito dificilmente conseguiremos amar alguém no padrão de Deus. Mas temos que fazer o nosso melhor diante da nossa limitação, pois um dia seremos seres humanos plenamente como Jesus é. Este é o padrão de vida que devemos buscar. É claro que isso não é fácil, pois implica em escolhas radicais, a começar pela negação do seu próprio “eu”. Devemos dar um passo de cada vez em direção a cruz, fazer o nosso melhor. Ao olharmos para os valores de vida de Jesus, que vai desde o “oferecer a outra face”, passando pelo “lavar os pés dos servos” até a morte de Cruz, no qual o próprio Cristo chamou de “Glória”...quando olhamos para tudo isso, vemos os verdadeiros Valores do Reino. São estes valores que restauram a imagem e semelhança que um dia Deus depositou em nós, mas nós corrompemos com o nosso pecado. A imagem e semelhança que o pecado corrompeu e que os valores de vida de Jesus restaura vai muito além do que imaginamos. Jesus restaura a imagem e semelhança do nosso espírito, da nossa alma, do nosso pensar, agir, olhar, ouvir, falar...da plenitude do nosso ser. Como já disse anteriormente: Ele é o gabarito do que Deus planejou como “plena humanidade”.

A palavra nos diz que o salário de uma vida de pecado é a morte, ou seja, a consequência de uma vida atendendo os apetites do ego de forma ilícita, é o inferno. Sendo assim, creio que podemos afirmar que o salário de uma vida santa, cujo o padrão de santidade é a vida de Jesus, é vida com qualidade eterna, ou seja, a consequência de uma vida na qual cada ato, inclusive o de atender os apetites da alma, é um ato para glorificar o Santo Nome do Senhor, é uma vida onde os valores do Pai nos farão viver a plena essência para qual nós fomos criados: Uma comunhão eterna com o Amor.

Amor, submissão, obediência, misericórdia, compaixão, perdão, doação, servidão, alegria, paz, paciência, compassividade...procure estes valores na vida de Jesus e então encontrará os valores do reino do Pai, os valores de uma vida de qualidade eterna. Existirão circunstâncias da vida em que o mundo tornarão estes valores difíceis de serem aplicados. Peça para o Espírito Santo lhe ajudar a fazer o seu melhor.