sexta-feira, 3 de abril de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
VESTIDOS COM MACACÃO LARANJA
Quantas vezes sinto o quanto sou medíocre na fé, o quão
preciso ainda crescer espiritualmente. Quando me percebo ainda aqui em um
escritório da Av. Paulista, enjaulado para ganhar o “pão de cada dia”, tentando
tomar a coragem necessária para sair da zona de conforto, para sair do meu “cristianismo
café com leite” e botar a cara a tapa no
campo missionário, ou seja, no mundo, e fazer da minha vida algo de útil nas
mãos do Senhor para ajudar a salvar vidas, sinto uma angustia muito forte.
Domingo a domingo vejo o testemunhos de pessoas em países onde o reino de Deus
ainda não chegou, então olho para a minha esposa e meu filho e fico pensando, “onde
está a minha coragem para cumprir o ide do Senhor?”. China, Afeganistão, Coréia do Norte, Haiti,
Japão....onde posso ser útil? Aqui?! É angustiante!
Diante deste pensamento me deparo com a foto abaixo:
De pé, encapuzados e vestidos de preto, os integrantes do
grupo Jihadista Estado Islâmico (conhecido como EI). Ajoelhados, com macacão
laranja, 21 Egípcios, cristãos capturados por justamente seguirem a Cristo. Nas
margens do Mediterrâneo a barbárie da execução foi descrita pelos próprios
terroristas como “Uma mensagem assinada com sangue para a nação da cruz”.
Jesus afirmou: “Todos
odiarão vocês por causa do meu nome”. Lucas 21:17
A foto em questão talvez seja a mais perfeita tradução em
imagem feita nos últimos tempo para a expressão de Jesus em Lucas 21:17. Diante
de tal situação, como não se lembrar de Estevão na cena descrita no final do
Capítulo 7 do livro de Atos:
E apedrejaram a
Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.
E, pondo-se de joelhos,
clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito
isto, adormeceu.
Atos 7:59-60
O campo missionário não é um parquinho de diversões. É o local
onde o Cristão é desafiado a levar a sua fé ao nível máximo de integridade e
caráter. Diante da miséria, de pessoas extremistas no solo das religiões, de
doenças e pragas arrasadoras, de injustiças grotescas, o nosso caráter e a
nossa integridade é levada à extrema provação: negar ou afirmar o Nome do
Senhor?
A foto acima pode amedrontar muitos que se sentem na mesma
situação que a minha: ir ou não ir? Mas creio de todo o coração que a foto
acima, muito mais do que amedrontar, nos encoraja a encarar o mundo pelo Santo
Nome do Senhor!
Para quem se questiona “Onde está Deus nesta foto!?” a resposta
pode parecer simplista demais, mas creio que é só uma: Deus está exatamente ali,
ajoelhado de macacão laranja, junto com os 21 egípcios que não negaram seu
Nome. Jesus é o Vigésimo Segundo ali.
Ele mesmo disse:
Porque, onde
estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. Mateus
18:20
O reino de Jesus já foi iniciado e logo se concretizará.
Creio de todo coração que estes 21 homens já estão com Jesus. Fecharam os olhos
aqui e abriram na eternidade.
Para o Cristão, sofrer pelo Nome de Jesus é um privilégio.
Alguém já disse que “O sangue dos mártires é a semente do Evangelho”. Imagina
quantos destes homens encapuzados não se questionaram: “Por que estes homens
estão dispostos a morrer por Jesus?”. Imagine quantos dos homens de macacão
laranja, diante da morte, não clamaram como Estevão: “Senhor, não lhes imputes
este pecado”.
O apóstolo Paulo afirmou em Filipenses 1:21 que para ele “o
viver é Cristo e a morte é lucro”. Somos peregrinos neste mundo. Somos
estrangeiros deste mundo. Estamos com nossos dias contados! Enquanto estivermos
aqui somos desafiados a ir contra a lógica do mundo. Sendo assim, para nós
cristãos, consagração de vida é uma obrigação e não uma opção.
Estou orando para que Deus me ajude a tomar uma direção para
poder cumprir o seu ide. Quero fazer muito mais do que artigos em um blog.
Quero que minha vida tenha sentido pleno no Reino de Deus. Quero que o temor
que tenho ao Pai aumente para que a Sua Obra em minha vida se cumpra com amor,
respeito e responsabilidade.
Todos os dias a vida nos veste com “macacão laranja” e nos
questiona sobre o nome de Jesus. Seja diante da tentação de um adultério, de
cometer um roubo, um furto ou até mesmo na simples mentira que se deseja contar,
somos questionados pelo mundo sobre o Nome de Jesus. Pecar ou não pecar?
Afirmar os valores de vida de Jesus ou negá-los?
Afirmar Jesus é afirmar os valores de vida de Jesus no seu
viver!
Concluo o pensamento com dois pontos:
Primeiramente, não quero viver um cristianismo café com
leite. Quero viver uma vida plena do Espírito Santo. Não temer vestir um
macacão laranja. Temer somente a Deus. Clamo ao Pai para que me ajude, para que
me encoraje a cumprir o seu ide, sem reservas! Que o Espírito Santo de Deus
ajude-nos!
Por fim clamo a todos para que orem pela igreja, corpo de
Cristo, que está espalhada no campo missionário, para que o mau seja derrotado,
para que diante de situações como estas nenhum venha perder a salvação e para
que o Reino de Cristo se propague, de forma a fazer com que pessoas como estas,
encapuzadas de preto, venham se arrepender e tomar o caminho contrário, um
caminho em direção a Cristo.
O Estado Islâmico disse que o ato registrado na foto era uma
mensagem assinada com sangue para a nação da cruz. Jesus, antes da criação do
mundo, nos proveu uma mensagem assinada com Seu próprio Sangue na Cruz. A
mensagem de Jesus prevalece e sempre prevalecerá sobre qualquer outra mensagem,
pois Jesus é Deus. O Estado Islâmico tem decapitado cristãos, mas de fato esta escancarado ao mundo que eles, os integrantes do Estado Islamico é quem perderam a cabeça. Perderam a cabeça para a religião, seguindo um valores terroristas, diabólicos, que vão na contra mão do amor, dos valores de vidas. Cientes disso e encorajados no poder do Espírito Santo,
levantemos o nosso clamor ao Pai para que o Espírito Santo os convença de seus pecados, de forma que estes homens venham a se arrepender. Que o Pai tenha misericórdia do Estado Islâmico,
no Santo Nome do Senhor Jesus.
quarta-feira, 11 de março de 2015
A PRISÃO DE PORTAS ABERTAS
O pecado é como uma cela com a porta aberta. Uma cela
confortável, luxuosa, com todas as mordomias disponíveis, que faz o homem desejar
estar dentro. Ele vê a porta aberta, vê a possibilidade de sair dali, mas não
deseja, pois ali ele se sente confortável, se vê cheio de regalias e deseja
estar ali. Mal sabe o homem que um dia está cela será trancada e que todo o
conforto, luxo e mordomia serão transformados em choro e ranger de dentes, pois
esta cela será atirada no inferno.
O pecado anestesia a consciência do ser humano. Quanto mais
o homem se impregna do pecado, mais sua consciência é anestesiada. A pessoa não
sente mais tristeza ao ver suas maldades virem à tona, perde o senso de certo e
errado, arruma jeitinho para tudo, para todas as ocasiões. Mal sabemos nós o
quanto este caminho é um caminho de morte eterna.
Já pensou em varrer a sua consciência e ver o quanto ela
ainda responde aos seus atos? Será que ela está anestesiada? Imagine um
alfinete capaz de testar os sentidos da sua consciência. Quando você alfineta a
sua consciência com esse, digamos, “alfinete capaz de nos mostrar o nosso
verdadeiro caráter” o que você sente sobre si mesmo? Indiferença? Remorso? Arrependimento?
Há quem diga que o remorso é o tipo de tristeza conduz a morte (morte eterna), é
a tristeza carregada por ódio. Por outro lado, o arrependimento é a tristeza
que nos leva a cruz, a tristeza que nos rende ao ato de graça do Pai e nos
conduz à reconciliação com Deus.
Fiodor Dostoievski dizia que se se Deus não existe então
tudo é permitido. Creio que isso é verdade! Também creio que, a permissividade
das coisas dependendo muito de qual é o deus que você segue. Se você tem um
deus, de fato este deus lhe exerce alguma autoridade, afinal de contas a
palavra deus implica em uma autoridade maior. Muita gente se diz ateu, diz que
não tem um deus a seguir. Mal sabem elas que ao afirmarem isso, de certa forma
estão se declarando deus de si mesmas. Sendo assim se permitirão fazer algumas coisas
e, claro, se negarão a fazer outras. O fato é que nós cristãos afirmamos nossa
fé em Jesus, creditando a Ele a prerrogativa de ser Deus. Em Jesus vemos o
caráter e a integridade que somos destinados a ser. Sendo assim, não podemos
viver nesta cela luxuosa e atrativa que é o pecado. Temos que clamar como o
escritor bíblico dizendo: Sonda-me Senhor e vê se há algo maligno em mim. Para
isso nossa consciência não pode estar anestesiada, para que o Espírito Santo
nos convença de nossos pecados e nos conduza a tristeza que gera o
arrependimento. Ao agir desta forma em nós, o Espírito Santo nos toma pela mão
e nos conduz para fora da cela do pecado em direção a cruz de Jesus.
Olhe ao seu redor e responda para si mesmo: você está em uma
cela? Quais são as grades que estão te mantendo preso? Um adultério? Um esquema
de propina? Um menor que você abusa física ou moralmente? Uma igreja no qual
você é pastor e espreme os bolsos de suas ovelhas até conseguir todo o dinheiro
delas? Não esqueça, ainda da tempo de sair pela porta da cela. Este tempo está
se acabando, pois logo Jesus irá tranca-la. A oportunidade de abandonarmos a
mesma é hoje, agora, já, neste exato momento! Não temos tempo algum, pois todo
tempo pertence à Deus! A prisão segue com as portas abertas, saia enquanto é
tempo.
Que o Senhor siga nos provendo sua graça e misericórdia no
amor de Jesus Cristo.
terça-feira, 10 de março de 2015
CHÁ DE SUMIÇO
Muito se houve falar nas igrejas sobre o grande dia do
arrebatamento, o dia em que a igreja (o Corpo de Cristo) tomará, literalmente,
um chá de sumiço e irá diretamente para junto do Pai. Interessante perceber que
a palavra “arrebatamento” não aparece de forma literal na Bíblia, mas, por
outra via, o conceito do Arrebatamento é claramente ensinado nas Escrituras. A
palavra nos ensina que o Arrebatamento da igreja é o evento no qual Deus removerá
todos os crentes da terra para abrir caminho para que Seu justo julgamento seja
derramado sobre a terra durante o período da Tribulação. O Arrebatamento é
descrito principalmente em...
...I Tessalonicenses 4:13-18...
“Não quero, porém,
irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos
entristeçais, como os demais, que não têm esperança.
Porque, se cremos que
Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os
tornará a trazer com ele.
Dizemo-vos, pois,
isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do
Senhor, não precederemos os que dormem.
Porque o mesmo Senhor
descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e
os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
Depois nós, os que
ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar
o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
Portanto,
consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”
e em I Coríntios 15:50-54...
“E agora digo isto,
irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a
corrupção herdar a incorrupção.
Eis aqui vos digo um
mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;
Num momento, num
abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os
mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
Porque convém que
isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal
se revista da imortalidade.
E, quando isto que é
corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir
da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a
morte na vitória.”
Em I Tessalonicenses 4:13-18 o Arrebatamento é descrito como
Deus ressuscitando todos os crentes que já morreram, dando a eles corpos
glorificados. Observamos isso nos versículos 16 e 17“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo,
e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas
nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”.
Em I Coríntios 15:50-54 o pensamento é focalizado na
natureza instantânea do Arrebatamento e nos corpos glorificados que
receberemos. Vemos isso nos versículos 51 e 52“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas
todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a
última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão
incorruptíveis, e nós seremos transformados”.
Muitos de nós confundimos o Arrebatamento com a Segunda
Vinda de Cristo. É difícil determinar quando a Bíblia está se referindo ao
Arrebatamento ou à Segunda Vinda de Jesus. No entanto, ao estudar as profecias
bíblicas do fim dos tempos, é possível (e também muito importante) diferenciar os
dois.
Como já foi exposto anteriormente o Arrebatamento é quando
Jesus Cristo retorna para remover a igreja (todos os seguidores de Cristo) da
terra. Os crentes que já morreram serão ressuscitados e, juntamente com os
crentes que ainda vivem, vão se encontrar com o Senhor no ar. Isso acontecerá
em um momento, em um piscar do olho. Já a Segunda Vinda do Cristo é quando
Jesus retornará para derrotar o anticristo, destruir o mal e estabelecer o seu
Reino Milenar. A Segunda Vinda é descrita em Apocalipse 19:11-16:
E vi o céu aberto, e
eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e
Verdadeiro; e julga e peleja com justiça.
E os seus olhos eram
como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome
escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo.
E estava vestido de
veste tingida em sangue; e o nome pelo qual se chama é A Palavra de Deus.
E seguiam-no os
exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.
E da sua boca saía
uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de
ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus
Todo-Poderoso.
E no manto e na sua
coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores.
As diferenças importantes entre o Arrebatamento e a Segunda
Vinda de Cristo são:
- No Arrebatamento,
os crentes vão se encontrar com o Senhor nos ares (1 Tessalonicenses 4:17). Na
Segunda Vinda, os crentes vão retornar com o Senhor à terra (Apocalipse 19:14).
- A Segunda Vinda
ocorre depois do grande e horrível período da Tribulação (Apocalipse capítulos
6-19). O arrebatamento ocorre antes da Tribulação (1 Tessalonicenses 5:9;
Apocalipse 3:10).
- O Arrebatamento é a
remoção dos crentes da terra como um ato de libertação (1 Tessalonicenses
4:13-17; 5:9). A Segunda Vinda inclui a remoção dos incrédulos como um ato de
julgamento (Mateus 24:40-41).
- O Arrebatamento vai
ser “secreto” e instantâneo (1 Coríntios 15:50-54). A Segunda Vinda vai ser
visível a todos (Apocalipse 1:7; Mateus 24:29-30).
- A Segunda Vinda de
Cristo não vai ocorrer até depois de certos eventos dos fins dos tempos
acontecerem (2 Tessalonicenses 2:4; Mateus 24:15-30; Apocalipse capítulos
6-18). O Arrebatamento é iminente, pode acontecer a qualquer momento (Tito
2:13; 1 Tessalonicenses 4:13-18; 1 Coríntios 15:50-54).
Por que é importante manter o Arrebatamento e a Segunda
Vinda distintos?
- Se o Arrebatamento
e a Segunda Vinda são o mesmo evento, os crentes teriam que passar pela
Tribulação (1 Tessalonicenses 5:9; Apocalipse 3:10).
- Se o Arrebatamento
e a Segunda Vinda são o mesmo evento, o retorno de Cristo não é iminente... há
várias coisas que precisam acontecer antes do Seu retorno (Mateus 24:4-30).
- Ao descrever o
período da Tribulação, Apocalipse capítulos 6-19 em nenhum lugar menciona a
igreja. Durante a Tribulação — também chamada de “tempo de angústia para Jacó”
(Jeremias 30:7) — Deus vai voltar a sua atenção principal à nação de Israel
(Romanos 11:17-31).
O Arrebatamento e a Segunda Vinda são semelhantes mas
eventos separados. Os dois envolvem Jesus retornando. Os dois são eventos do
fim dos tempos. No entanto, é crucialmente importante reconhecer as diferenças.
Em resumo, o Arrebatamento é o retorno de Cristo às nuvens para remover os
crentes da terra antes do tempo da ira de Deus. A Segunda Vinda é o retorno de
Cristo à terra para dar um fim ao período da Tribulação e derrotar o anticristo
e seu império mundial diabólico.
O Arrebatamento é o acontecimento glorioso que devemos todos
esperar ansiosamente. Neste dia, finalmente
ficaremos livres do pecado e estaremos para sempre na presença de Deus. Há
excessivo debate a respeito do significado e magnitude do Arrebatamento. Esta
não é a intenção de Deus. No que se diz respeito ao Arrebatamento, Deus quer
que “encorajemos uns aos outros com estas palavras.”
Só Deus sabe quem será arrebatado. Cometemos muitas vezes a
soberba em transformar a lista de membros da igreja em livro da vida! Jesus, só
Ele é quem é digno de abrir o Livro da
Vida! Neste sentido, o pensamento de John Newton se faz valido:
Quando chegar ao céu, verei ali três coisas impressionantes:
a primeira será encontrar muita gente que não esperava ver ali; a segunda será
não encontrar muita gente que esperava ali encontrar; e a terceira e mais
maravilhosa de todas será encontrar a mim mesmo ali
Até este dia, seguimos na esperança, como a palavra no diz,
no ato de encorajarmos uns aos outros no amor de Jesus Cristo, não enxergando o
arrebatamento como um dia para se ter medo, mas como um dia de temor, no
sentido saudável da fé, para glorificar o Nome do Senhor. Espero que neste dia,
o dia do arrebatamento, seja o maior número de pessoas possam tomar o chá de
sumiço daqui, e pela graça e misericórdia de Jesus, inclusive eu! Até lá tenhamos o compromisso de seguir com um chá de sumiço da roda dos escarnecedores, vivendo os valores de vidas expressos na vida de Jesus, par as honra e glória!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
O PARADOXO DO SANGUE
No paradoxo da Cruz temos o espetáculo de amor e o
espetáculo de horror caminhando de mãos dadas. Deus mostrando o que é amar
verdadeiramente e o homem mostrando o amor corrompido. Jesus se entregando à
vontade do Pai, e nós, por outro lado, matando o próprio Deus! Jesus escancarando
a Graça e a Misericórdia, e nós assumindo as vestes de agentes de desgraça,
executores da maior injustiça que este mundo já viu: Deus morrendo por nossas
mãos!
O sangue de Jesus é também um paradoxo: para quem não se
arrepende o sangue de Jesus é condenação, mas por outro lado, para aquele que
se rende o sangue é salvação!
Creio que o que define se o sangue de Jesus é ou aliado
nosso, é o nosso próprio coração!
John Stott certa vez afirmou que o coração do problema
humano é o problema do coração humano.
Mas afinal de contas, qual é o problema do coração humano!?
Talvez a melhor resposta venha do pensamento de outro renomado
pensador cristão, C. S. Lewis, que disse que o orgulho é a galinha sob a qual
todos os outros pecados são chocados.
O coração do ser humano é orgulhoso. Um orgulho demoníaco
que serve de raiz para todos os pecados que evaporam em nossas atitudes,
pensamentos, palavras e até mesmo omissões. O orgulho nos desconecta de Deus e
do nosso próximo. O orgulho nos conecta aos nossos apetites vorazes malignos,
que passa por cima de tudo e todos sem medir consequências para satisfazer o
nosso ego. O orgulho nos faz imagem e semelhança de Lúcifer, aquele que era um
anjo e se fez demônio.
Somos corruptos! Somos corrompidos pelo pecado! Temos em nós
um amor corrompido: o pecado! O amor distorcido! O amor ao nosso “eu” que busca
satisfazer todas as vontades desproporcionais do nosso ego.
C.S. Lewis certa vez disse: “Se eu encontro em mim um desejo
que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais
provável é que eu fui feito para um outro mundo”.
Fiódor Dostoiévski dizia que o ser humano carrega em si um
vazio do tamanho de Deus. Em outras palavras, um vazio que só Deus pode
preencher. Um vazio infinito que só pode ser preenchido por alguém infinito:
Deus!
Já parou para pensar nisso. Que estamos buscando satisfazer
em nós um desejo que jamais conseguiremos satisfazer com as coisas deste mundo.
Neste sentido acabamos anestesiando nossa consciência e passamos a não medir as
consequências para satisfazer o nosso ego, pois nosso orgulho é maior do que
tudo.
Não é à toa que a injustiça e o sofrimento permeia o mundo
em que vivemos. Mas não se iluda. Lewis nos alerta: “O sofrimento é o megafone
de Deus para um mundo ensurdecido”. O ápice deste sofrimento é a Cruz, onde o
próprio Deus assume para si o sofrimento de todos os nossos pecados. É o grito
para toda a humanidade: Parem! Voltem para Casa! Parem! Não sejam rebeldes!
Quando iremos acordar? Quando o nosso coração se renderá a
Deus como um soldado sozinho que joga as suas armas no chão perante a um
exército poderosíssimo, reconhecendo que não adianta lutar contra?
Se o coração do problema humano é o problema do coração
humano, vemos a solução do homem no coração de Jesus, o Cristo! No coração de
Jesus está explícito o coração do Pai. Um coração imaculado, santo, que nos
provê a salvação através de um convite que o próprio Jesus nos faz: sermos
imitadores Dele, Jesus! Quem faz de seu coração igual ao de Cristo em um mundo
como este, só tem um destino: A Cruz!
Para que o nosso coração seja curado precisamos entrega-lo
na mão do Pai, para que ele molde os nossos corações conforme o coração de
Cristo: esta é a Salvação que Cristo nos escancara na Cruz! A possibilidade de
sermos gente como Jesus é gente! A possibilidade de sermos santo como Jesus é
Santo. Temos que fazer o nosso melhor e não se conformar com este mundo. Em
alguns momentos, na nossa caminhada, iremos tropeçar no pecado. Mas isso não
pode ser uma escolha, uma opção nossa. Se isso acontecer, tem que ser um
acidente. Para casos como esses, venceremos no Sangue de Jesus, através do
nosso arrependimento. Para isso, temos que ter consciência de que o Sangue de
Jesus só será nosso aliado se nos rendermos ao sacrifício que Ele nos proveu na
cruz!
Então é preciso perguntar para si mesmo: No paradoxo do
sangue de Jesus, o sangue do Cristo é motivo de condenação ou salvação para
mim?
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
SÓ EXISTE UMA BOLA, ENTÃO VOCÊ PRECISA TÊ-LA
Hendrik Johannes "Johan" Cruijff é considerado por
muitos um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos. Muitos alegam
que ele era um jogador revolucionário, extremamente tático, ofensivo, coletivo,
vistoso e eficiente. Muitos jogadores e treinadores renomados alegam que suas
extraordinárias atuações no Ajax e, principalmente, na Copa de 74, quando jogou
pela Seleção Holandesa, são inspirações para seus trabalhos. No mundo extra
campo, Cruyff muitas vezes é considerado polêmico, porém dentro dele, ele
enxergava passes que ninguém enxergava, tinha uma consciência do ritmo de jogo
incomparável, sabia como controlar uma partida como muitos poucos.
Uma coisa interessante que Cruiff disse sobre o futebol foi:
“Tem apenas uma bola, então você precisa tê-la.”. Inclusive esta foi uma das
filosofias que o Barcelona adotou nos últimos anos e fez dele um time
praticamente imbatível, com um futebol arrasado onde a posse de bola chegava a
atingir 70 % para o time merengue em uma partida. Era o famoso “tic-tac” que
encantou muitos críticos do futebol.
O pensamento de Cruiff de que “tem apenas uma bola, então
você precisa tê-lo” nos agrega muito se fizermos um paralelo com a Palavra de
Deus:
Só existe um Deus, então você precisa tê-lo, Só existe uma Salvação,
então você precisa tê-la. Só existe um Caminho de Vida, então você precisa
tê-lo. Só existe uma Cruz, então você precisa tê-la. Só existe um Salvador,
então você precisa tê-lo.
As Escrituras Sagradas nos diz Deus só tem um. É o Deus de
Israel, Isaque, Abraão. Um só Deus composto por 3 pessoas: Pai, Filho e Espírito
Santo. A misteriosa Trindade Santa. Deus não é um objeto que podemos ter em
mãos. Deus não se define. Mas Deus nos mostra os seus valores, nos mostra como
devemos viver. Ele faz isso em Jesus, o Cristo. Jesus de Nazaré é a perfeita “auto-expressão”
de Deus a nós. O “ter” aqui é no sentido de absorver os valores que Deus nos
provê. É como diz a velha canção cristã:
“É bom
É muito bom
É muito bom ter Jesus no coração.
Andar com Ele
Juntinho dEle
É muito bom ter Jesus no coração.”
A nenhum outro deus (dinheiro, fama, droga, etc) podemos dar
espaço em nossos corações. Só existe Um Deus, e temos que tê-lO em nossos
corações!
Jesus é Deus! Jesus não precisa morrer de novo na cruz por
você. Ele já fez isso. A cruz é o Plano de Salvação de Deus. Em termos de
salvação, o Plano do Pai é este. Deus é perfeito e Ele já nos proveu um plano de
salvação perfeito: A Cr
Hendrik Johannes "Johan" Cruijff é considerado por
muitos um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos. Muitos alegam
que ele era um jogador revolucionário, extremamente tático, ofensivo, coletivo,
vistoso e eficiente. Muitos jogadores e treinadores renomados alegam que suas
extraordinárias atuações no Ajax e, principalmente, na Copa de 74, quando jogou
pela Seleção Holandesa, são inspirações para seus trabalhos. No mundo extra
campo, Cruyff muitas vezes é considerado polêmico, porém dentro dele, ele
enxergava passes que ninguém enxergava, tinha uma consciência do ritmo de jogo
incomparável, sabia como controlar uma partida como muitos poucos.
Uma coisa interessante que Cruiff disse sobre o futebol foi:
“Tem apenas uma bola, então você precisa tê-la.”. Inclusive esta foi uma das
filosofias que o Barcelona adotou nos últimos anos e fez dele um time
praticamente imbatível, com um futebol arrasado onde a posse de bola chegava a
atingir 70 % para o time merengue em uma partida. Era o famoso “tic-tac” que
encantou muitos críticos do futebol.
O pensamento de Cruiff de que “tem apenas uma bola, então
você precisa tê-lo” nos agrega muito se fizermos um paralelo com a Palavra de
Deus:
Só existe um Deus, então você precisa tê-lo, Só existe uma Salvação,
então você precisa tê-la. Só existe um Caminho de Vida, então você precisa
tê-lo. Só existe uma Cruz, então você precisa tê-la. Só existe um Salvador,
então você precisa tê-lo.
As Escrituras Sagradas nos diz Deus só tem um. É o Deus de
Israel, Isaque, Abraão. Um só Deus composto por 3 pessoas: Pai, Filho e Espírito
Santo. A misteriosa Trindade Santa. Deus não é um objeto que podemos ter em
mãos. Deus não se define. Mas Deus nos mostra os seus valores, nos mostra como
devemos viver. Ele faz isso em Jesus, o Cristo. Jesus de Nazaré é a perfeita “auto-expressão”
de Deus a nós. O “ter” aqui é no sentido de absorver os valores que Deus nos
provê. É como diz a velha canção cristã:
“É bom
É muito bom
É muito bom ter Jesus no coração.
Andar com Ele
Juntinho dEle
É muito bom ter Jesus no coração.”
A nenhum outro deus (dinheiro, fama, droga, etc) podemos dar
espaço em nossos corações. Só existe Um Deus, e temos que tê-lO em nossos
corações!
Jesus é Deus! Jesus não precisa morrer de novo na cruz por
você. Ele já fez isso. A cruz é o Plano de Salvação de Deus. Em termos de
salvação, o Plano do Pai é este. Deus é perfeito e Ele já nos proveu um plano de
salvação perfeito: A Cruz de Cristo. O Pai tinha traçado um Plano A, lá no
Jardim do Éden, mas o ser humano rejeitou. Deus é amor e jamais irá impor algo
para nós. O amor aceita, simplesmente ama. O amor aceita até a rejeição, e nós
O rejeitamos. O Plano de Deus ainda é o Plano A, não existe Plano B. A Salvação
que Deus nos provê com o Cruz é algo previsto por Deus desde antes da criação
do mundo. A cruz era uma garantia do Próprio Deus para que o Seu Plano Perfeito
venha se concretizar. Deus não desistiu de criar um Reino de gente igual a
Jesus. A Cruz é uma garantia que Deus escolheu arcar, ou se preferir, pagar o
preço, com a própria Vida para que seu plano se concretizasse em nós.
Precisamos ter este plano concretizado em nossas vidas. Deus só traçou o Plano
A, por que Ele não precisa de Plano B. A Cruz não é um Plano B, pois a Cruz é
conhecida na eternidade muito antes da criação deste mundo. Só existe um Plano
da Parte de Deus e Ele deseja que você participe dele: O Reino composto de
seres humanos como Jesus nos ensinou a ser como humano.
Pode parecer uma analogia simplória, mas observe o time do
Barcelona buscando a bola na final da UEFA de 2011 contra o Manchester United!
Só existe uma bola, então você tem que tê-la! A gana pela bola, a vontade de
vencer! É assim que nós Cristão temos que enfrentar este mundo. Com a gana de termos
Jesus em nossos corações, para que a vitória que Ele conquistou na cruz se
concretize em nós.
uz de Cristo. O Pai tinha traçado um Plano A, lá no
Jardim do Éden, mas o ser humano rejeitou. Deus é amor e jamais irá impor algo
para nós. O amor aceita, simplesmente ama. O amor aceita até a rejeição, e nós
O rejeitamos. O Plano de Deus ainda é o Plano A, não existe Plano B. A Salvação
que Deus nos provê com o Cruz é algo previsto por Deus desde antes da criação
do mundo. A cruz era uma garantia do Próprio Deus para que o Seu Plano Perfeito
venha se concretizar. Deus não desistiu de criar um Reino de gente igual a
Jesus. A Cruz é uma garantia que Deus escolheu arcar, ou se preferir, pagar o
preço, com a própria Vida para que seu plano se concretizasse em nós.
Precisamos ter este plano concretizado em nossas vidas. Deus só traçou o Plano
A, por que Ele não precisa de Plano B. A Cruz não é um Plano B, pois a Cruz é
conhecida na eternidade muito antes da criação deste mundo. Só existe um Plano
da Parte de Deus e Ele deseja que você participe dele: O Reino composto de
seres humanos como Jesus nos ensinou a ser como humano.
Pode parecer uma analogia simplória, mas observe o time do
Barcelona buscando a bola na final da UEFA de 2011 contra o Manchester United!
Só existe uma bola, então você tem que tê-la! A gana pela bola, a vontade de
vencer! É assim que nós Cristão temos que enfrentar este mundo. Com a gana de termos
Jesus em nossos corações, para que a vitória que Ele conquistou na cruz se
concretize em nós.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
A TEORIA DO GATO FLUTUANTE
“Se passo manteiga em uma torrada e por um descuido ela cai
no chão, diz a lenda que ela cairá com o lado da manteiga virado para o chão.
Da mesma forma se jogarmos um gato para cima, diz a lenda que ele cairá com as
pernas para o chão. Sendo assim, há quem diga que se passarmos manteiga nas
costas do gato e jogarmos o mesmo para o alto, ele permanecerá flutuando, pois
suas patas e a manteiga nas suas costas anularão a sua queda”. Eis ai a “teoria
do gato flutuante”, uma ideia fundamentada fora de um contexto real, baseada na
imaginação humana que tem como referência uma lógica absurda.
Coincidência ou não, o atual cenário cristão está cheio de
gente pregando um evangelho fora de contexto. Alguns deles baseando-se em um
Deus “Papai Noel”, um Deus pronto para satisfazer as vontades daqueles que o
seguem, outros baseando-se na culpa, negligenciando a grça que Deus concedeu a
todo homem que Nele crê.
A Palavra nos diz que dentre nós apareceriam “falsos
profetas”. Que estes pregariam sofismas (mentiras vestidas de verdades) e
guiariam muitos de nós para o inferno. Um falso profeta, para se um “expert”
falso profeta, tem que conhecer muito a Palavra para poder manipula-la em seu
próprio favor. Aliás, o falso profeta tem como principal prática fazer
exatamente isso, manipular, direcionar, inclinar a Palavra de Deus em pró de
seus interesses próprios. Para fazer isso, é óbvio que uma pessoa que deseja
ser “falso profeta” precisa estudar as escrituras. Ninguém cria uma “teoria do
gato flutuante” sem antes observar a torrada com manteiga e o gato.
A Palavra nos diz em Mateus Capítulo 7 dos versos 20 a 22:
“Portanto, pelos seus
frutos os conhecereis. Nem todo aquele que diz a mim: ‘Senhor, Senhor!’ entrará
no Reino dos céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos
céus. Muitos dirão a mim naquele dia:
‘Senhor, Senhor! Não temos nós profetizado em teu nome? Em teu nome não
expulsamos demônios? E, em teu nome, não realizamos muitos milagres?”
A Palavra nos mostra que diversas pessoas diziam “Senhor,
Senhor...” mas Deus sabia que por trás do falar não havia um coração sincero. Em
uma de suas parábolas, descrita em Mateus Capítulo 25, Jesus afirmou nos versículos
10 e 11:
“Mas, saindo elas
para comprar, chegou o noivo. As virgens que estavam preparadas entraram com
ele para o banquete de núpcias. E a porta foi fechada. Mais tarde, todavia,
chegaram as virgens imprudentes e clamaram: ‘Senhor! Senhor! Abre a porta para
nós!”
Todos sabemos que o Noivo não recebeu as noivas. Em Lucas
6:46 Jesus disse:
“E por que me
chamais: ‘Senhor, Senhor’, e não praticais o que Eu vos ensino?“
E em Romanos 2:13 encontramos:
“Pois, diante de
Deus, não são os que simplesmente ouvem a Lei considerados justos; mas sim, os
que obedecem à Lei, estes serão declarados justos.”
A corrupção do pecado tem se alastrado pelo mundo e é muita
ingenuidade não crer que ela tenha chegado até as igrejas. Muitos pastores tem desistido
do Caminho. Os escândalos estão aparecendo cada vez mais, e muitos são aqueles
que não sabem se é bom ou ruim dizer que é evangélico, afinal de contas todos
os evangélicos foram colocados pela sociedade em um único saco. Um saco que
generaliza todos, os corruptos e aqueles que seguem em integridades, com um
rótulo de interesseiros, gananciosos, caçadores de ofertas e dízimos, profetas
safados que faz da fé dos outros um negócio ganancioso ao seu favor.
Não podemos desistir. A integridade da igreja começa em nós
mesmos. Se cada um assumir para si o compromisso de seguir no Caminho em
integridade, santidade e obediência, a Igreja (corpo de Cristo e não
instituição) seguirá salvando vidas na graça do Senhor. Temos que lutar contra
estes evangelhos do gato flutuante, contra o evangelho fora do contexto da
Cruz, fora do contexto da Graça do Pai, o evangelho que não pensa, que só busca
o interesse próprio, que passa por cima de todos para conquistar os apetites do
ego.
Que o Espírito Santo nos convença de nossos pecados. Que nos
livre de sermos falsos profetas. Que nos livre de sermos caminho de destruição
para o nosso próximo. Que nos ajude a combater o bom combate e a guardar em nós
os valores expressos na vida de Jesus. Que cada um de nós tenha discernimento
para seguir no Caminho, rumo aos braços do Pai.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
A CONSCIÊNCIA DA GRAÇA X A ANGUSTIA DA FINITUDE
A incógnita da morte é a maior angústia do ser humano. Não
somos donos do nosso tempo. Não sabemos o tempo que temos, consequentemente,
não temos tempo algum. Todos os dias saímos de casa para ganhar o pão de cada
dia, para por o arroz e o feijão sobre a mesa e não sabemos se iremos voltar
para casa. Deixamos nossos filhos na escola, damos um beijo nele e talvez, a
gente vá para casa, mas ele não. Tomamos café da manhã com nossa esposa, nossa
mãe ou nosso pai, e não sabemos se este será o nosso último momento reunidos em
uma mesa. A vida é aleatória, nos trás diversas incógnitas e a maior delas é a
morte.
A esperança é o que nos resta! Mas infelizmente, diante de
tantas tragédias, dos sofrimentos que vemos na face do outro, das dores e calos
que permeiam nossos corações, vemos cada vez mais a esperança ser sufocada pelo
choro, pela tristeza, pela angústia das fatalidades que se fazem concretas
diante de nós mostrando-nos o quanto somos incapazes de controlar as coisas.
O nosso ego diz que temos que ter controle de tudo, mas a
verdade é que não podemos sequer saber o que vai acontecer no próximo segundo.
A angústia da finitude nos move em direção a depressão, a desistência da vida,
nos move até a “não esperança”, o desespero!
Em tempos de fatalidade temos é muito fácil lembrar de que
Jesus nos disse: “ – No mundo terei aflições!” mas é muito difícil viver o “ –
Tende bom animo, eu venci o mundo!”.
Ainda que as fatalidades e as tragédias venham querer
sufocar a nossa esperança, ainda que as lágrimas estejam mais presentes do que
as risadas, temos que seguir em frente. Confiar em Jesus! Olhar para sua cruz.
No caixão um pai de 29 anos, morto numa fatalidade do transito. Imprudência
dele? Sim? quem sabe? Mas a realidade esta ali, na sala do velório. O menino de
8 anos ouve a mãe dizer: “ – O papai foi pro céu!”. O menino então diz: “ –
Então ele foi para um bom lugar”.
Ao mesmo tempo que olhamos para a vida que termina ali, que
olhamos para toda uma história já escrita e para N possibilidades que poderiam
se concretizar na vida deste pai, temos que olhar para uma vida de 8 anos que
tem um caminho imenso pela frente. A desesperança caminhando de mãos dadas com
a esperança. Somos finitos!
Jesus diz ao Pai do alto da cruz: “ – Perdoa-os Pai, pois
não sabem o que fazem!”. Uma frase destinada aos Romanos que o crucificaram ou
uma frase destinadas a mim, a você...a toda humanidade? Não sabemos o que
fazemos! Achamos que sabemos, mas não sabemos! Na aleatoriedade da vida,
seguimos nossos dias no “deixa a vida me levar, vida leva eu”, seguimos no “let
it be”, e uma simples ida na padaria para buscar pãozinho francês pode ser os
nossos últimos passos aqui.
Talvez estas palavras sejam um desabafo diante da morte
prematura do meu primo André Oliveira da Silva, um bom homem, um ser humano que
tive o privilégio de conhecer, apesar do pouco convívio nos últimos anos de sua
vida. Uma vida inteira pela frente que volta ao pó. A fatalidade tenta abafar a
esperança. Mas Jesus é extraordinário e Nele está a nossa esperança, e Ele é
maior do que qualquer fatalidade, afinal de contas a maior fatalidade que nós
conhecemos na história foi a aberração que nós fizemos com Deus na cruz e, Ele,
Jesus, o próprio Deus com rosto humano, venceu!
Se de um lado a incógnita tenta se levantar, por outro a
certeza de que Jesus, em seu sacrifício na cruz, nos faz aceitáveis ao Pai
permeia os nossos corações. O sacrifício de Jesus esta vivo em todo
aquele que se rende a Cruz. Nesta certeza encaramos o mundo. É nesta certeza
que o menino de 8 anos crescerá sem a presença do seu pai e se tornará um homem
de caráter bom. É nesta certeza que a mãe encarará o quarto vazio do seu filho
que morreu prematuramente.
Não podemos perder a esperança. Ouvi diversas vezes no
velório do meu primo o seguinte pensamento: “ – Jesus não permite que uma folha
não caia de uma árvore se não for vontade Dele!”. Jesus delegou a gestão do
mundo nas mãos do homem. Não é à toa que este mundo está cada vez mais um caos,
cada vez mais em trevas. Logo Deus reassumirá a gestão de tudo o que vemos. Não
sei dizer se ele controla tudo aqui. Mas creio que Deus esteja no controle no
sentido de que todos aqueles que pertencem a Ele irão para perto Dele. Sendo
assim, não há motivos para perder as esperanças! Este mundo é provisório, não se
compara com o reino que há de vir! Façamos o nosso melhor aqui, hoje e agora.
Que o presente de nossas vidas seja usufruído na consciência da graça e não na
angustia da finitude, pois aonde a desgraça se faz presente, Deus faz
superabundar a sua graça...a maior prova disso é você, eu, todos nós estarmos
respirando. SIGA EM DIREÇÃO A CRUZ!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
PARTE DE UM TODO
Quando o Criador criou o homem, ele pensava em Jesus. Ele
desejava criar um ser que pudesse viver conectado com a Trindade Santa. Desejava
viver em harmonia com o homem com o mesmo tipo de harmonia que as 3 pessoas,
Pai, Filho e Espírito Santo vivem dentro da Trindade Santa.
Infelizmente nós pecamos contra Ele. Rejeitamos Ele. Rejeitamos
o Seu amor. Preferimos dar vasão ao nosso próprio ego. Nos tornamos amigos do
pecado e, consequentemente, nos colocamos na posição de inimigos de Deus.
Esta condição de pecado no qual nós mesmos nos colocamos nos
fez miseráveis criaturas individualistas. Gente que olha apenas para si mesmo.
O que restou para o homem foi a grande dificuldade de se entender “parte de um
todo”. De fato, temos a grande
dificuldade de conseguir olhar além do próprio ego e nos vermos como o
complemento do outro, do nosso próximo. E para aqueles que acham que estou
exagerando, convido a ir em uma estação da linha vermelha do metro de São Paulo
às 18 horas, bem no horário do rush. Não
se espante se lá você ver o egoísmo humanos (no qual me incluo) vindo à tona:
gente empurrando gente, para poder entrar no vagão do metrô e chegar em casa.
Somos uma uva. Mas somos parte de um cacho. Precisamos
entender que somos parte de um todo. Precisamos expandir a consciência para o
arrependimento do nosso pecado coletivo, como família, nação, povo, humanidade.
Não cometemos apenas pecados individuais. Cometemos também, e principalmente,
pecados como comunidade. Da mesma forma precisamos entender que a salvação vai
muito além do conceito individual. A salvação é também, e principalmente,
comunitária. Por isso somos igreja do Pai, uma comunidade. Ao mesmo tempo que
somos uma uva, somos um cacho, um parreiral. De fato precisamos adquirir
consciência de que só o Sangue de Deus nos purifica e nos faz aceitáveis ao
Pai. Mas também precisamos nos conscientizar de que precisamos do outro para
sermos salvos. Os seres humanos precisam
de Deus. Mas os seres humanos também precisam de seres humanos.
Só através do nosso relacionamento com o outro que nós
poderemos evoluir como pessoas. Somos destinados a ser como Cristo. Nisto
consiste a salvação de cada um de nós: ser gente como Jesus nos mostrou ser
gente. Ele é o gabarito. A nossa plenitude humana será concretizada quando nos
tornarmos participantes plenos da Trindade Santa, assim como Jesus é
participante. Afinal de contas Jesus não é o primeiro de muitos filhos que o
Pai deseja ter?
Sendo assim precisamos amarmos uns aos outros, como Ele nos
amou. Em outras palavras precisamos primeiramente amar a Deus sobre tudo e
todos, com todo nosso entendimento e força, para aprendermos a amar
verdadeiramente. Tendo como padrão o amor do Pai, saberemos como amar o nosso
próximo e poderemos cumprir o segundo mandamento que Jesus nos deixou: Amar o
nosso próximo como Ele nos amou. Amar a Deus nos ensina a ser feliz. Amar a
Deus nos faz entender a verdadeira felicidade.
Enquanto formos maus uns aos outros, seremos piores para nós
mesmos. Enquanto formos bons uns com os outros, seremos bons para nós mesmos.
Primeiro Deus, depois o próximo e por último nós mesmos. Deus é o primeiro, o
próximo é o segundo e eu sou o terceiro.
A tradição judaica costuma dizer que no holocausto da segunda guerra mundial não foram mortos 6 milhões de judeus, mas sim um judeu morto 6 milhões de vezes. Nós somos um! Um cacho de uva! Quando um sofre, todos sofrem. Quando um se alegra, todos se alegram. Esta é a verdadeira igreja viva do Pai. Esse é o Reino que Jesus inaugurou em nós!
Se você quer se amar verdadeiramente, ame primeiro a Deus e
depois o seu próximo. Se você quer se amar verdadeiramente, se ame por último.
Essa é a melhor forma de se amar! Amar como Jesus amou!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
CORDÃO UMBILICAL
Adão e Eva não tinham umbigos. Adão e Eva não tiveram uma
mãe, pois foram criados pelas próprias mãos do Criador. Interpretando Gênesis
através da literalidade, essa é a conclusão que podemos chegar. Interessante
pensar nisso, pois o umbigo, além de ser uma das principais evidências de que
nós temos uma mãe, é também a evidência de que um dia nós fomos conectados a
ela. Sim! Afinal de contas já se é sabido que todo ser humano, quando bebê (não
nascido) ainda no ventre de sua mãe, fica ligado a ela através de um cordão
umbilical. Aliás o cordão umbilical tem função essencial para que o bebê se
desenvolva no ventre de sua mãe até que ele possa ter condições de nascer, pois
é através desta ligação, feita pelo cordão umbilical, que o bebê obtém
“alimento” de sua mãe.
Agora, interessante é ir além deste raciocínio e ver que
Eva, apesar de não ter tido umbigo, teve sim cordão umbilical, afinal de contas
ela foi mãe de Caim, Abel, Sete e outros filhos e filhas. Sendo assim, se
olharmos para a continuidade das gerações, até os dias de hoje, o cordão
umbilical no qual nossas mães se ligaram a nós, em nossas gestações, é uma
continuidade do cordão umbilical iniciado em Eva. Bom... mas antes de
prossegui, como estamos elaborando os pensamentos através dos fundamentos vistos
em Gênesis, creio ser importante abrir um parêntese para comentar algo. Abre
parêntese:
Todos nós precisamos ter discernimento para interpretar a
Palavra de Deus. Discernimento este que o Espírito Santo nos provê em graça. A
Palavra de Deus é carregada de mistérios, mas também é carregada de sabedoria e
deve ser lida com temor e amor. Hora a literalidade está ali, presente nos
versículos, nos traduzindo a história dos nossos antepassados e nos relatando a
forma como Deus se relacionava com eles, outrora se veste de poesia para
expressar Deus aos nossos corações, nos mostrando que Deus é um vento que sopra
onde bem desejar e da forma que desejar. Deus fala conosco de N maneiras, e uma
delas é através de Sua Palavra. Mas é Interessante (e preciso) pensar que mesmo
dentro de Sua Palavra, Deus nos fala também com muitas maneiras diferentes. Uma
única mensagem: Ele nos Ama e nos quer perto Dele! Diversas formas para esta
mensagem chegar até nós. Seja a literalidade, as entrelinhas, a poesia, as
ilustrações ou qualquer outro meio, tudo está em um contexto amarrado, do
início ao fim. Já pesou como isso é extraordinário!
Ler Gênesis parece ser simples, mas creio que Gênesis é o
maior exemplo de que a literalidade e a não literalidade precisam ser tratadas
com o máximo de delicadeza pelo leitor. Em Gênesis vemos o literal e o não
literal andar de mãos dadas, sendo assim, quando lemos Gênesis é o mesmo que
estar caminhando sobre uma corda bamba, entre a heresia e a verdade, qualquer
deslize você pode cair para uma interpretação errada. Algumas pessoas podem
pensar diferente, mas como penso assim, creio que é importante expor isso antes
de prosseguir.
Fecha-se os parênteses.
Voltemos ao umbigo! Quando eu, você, qualquer outro ser
humano nasce, o cordão umbilical é removido para que o bebe tenha autonomia, ou
seja, para que o seu organismo possa funcionar por conta própria (no caso aqui,
por conta própria em relação aos organismos da mãe). Quando o cordão umbilical
é cortado, o que resta em nós é uma espécie de cicatriz. Esta “cicatriz” é
conhecido como umbigo. Sendo assim, por ter sido criada diretamente pelas mãos
do criador, volto afirmar que Eva não tinha umbigo, mas teve cordão umbilical,
pois foi mãe. Adão e Eva, como o primeiro homem e mulher, não tinham mãe. De
acordo com o Livro de Gênesis, na Bíblia, Deus criou Adão do pó da terra e
soprou a vida nele. Depois Deus fez Eva através de uma costela de Adão (ou pelo
menos da parte do lado de Adão). Sendo assim, nem Adão e nem Eva tiveram uma
mãe. Por isso não tiveram a cicatriz na barriga conhecida como umbigo.
Entretanto, como a Palavra diz que Adão “conheceu” Eva e ela gerou filhos,
obviamente, Eva teve “cordões umbilicais” em suas gestações.
Ora, mas o que nos agrega saber se Adão e Eva teve umbigo ou
cordão umbilical? Sinceramente, nada! Se formos realistas com nós mesmos e
sermos sinceros em reconhecer a nossa miserabilidade como seres humanos,
veremos que devemos estar muito mais preocupados em que fazer para sermos
salvos desta miséria, que é o pecado, do que ficar discutindo se Adão e Eva
tiveram umbigo.
Bom, mas então por que escrever um texto assim?
Discutir se Adão e Eva tiveram umbigo ou não, não nos
agregará a nada. Entretanto, entender que eu, você, os nossos pais, os nossos
filhos, avós, netos, ou seja, todos os seres humano, somos uma extensão do
cordão umbilical de Eva, nos agrega muito se entendermos essa “ligação” do
ponto de vista espiritual. Eva foi a primeira mulher. Do seu ventre saíram
todas as gerações que já passaram na terra. Somos todos filhos de Eva.
Infelizmente Adão e Eva pecaram contra o Pai. Ao fazerem isso, Adão e Eva se
corromperam. Como Eva e Adão tiveram suas naturezas corrompidas pelo pecado, e
como eles nos geraram, automaticamente somos participantes desta corrupção,
pois somos da mesma natureza que eles.
Em outras palavras, há um cordão umbilical espiritual que
iniciou-se em Eva, chegou até nós e se estenderá até nossos descendentes. Este
cordão umbilical nos faz participantes da corrupção de Eva e de Adão no ato de
pecar contra o Pai, pois estende até nós a natureza de Adão e Eva.
A história nos diz que só um homem não participante desta
natureza habitou entre nós. Um homem que nasceu de uma virgem, que foi gerado
pelo Espírito Santo: Jesus de Nazaré.
A natureza de toda humanidade é diferente da natureza de
Jesus. Nós temos o mesmo tipo de natureza de Adão e Eva, enquanto Jesus tem a
natureza do próprio Deus. Jesus é 100% homem e 100% Deus ao mesmo tempo. É o
próprio Deus que se fez homem em nosso meio. Jesus nos veio dar uma boa nova,
ou se preferir, veio nos trazer um evangelho. A mensagem de que Deus está
estabelecendo, hoje, agora, já, um Reino de gente que quer romper com o cordão
umbilical da corrupção do pecado e assumir para si uma aliança com o Pai.
Jesus é o Unigênito do Pai, o único filho gerado (e não
criado) por Deus. O cordão umbilical de Jesus estava ligado a Maria, mas ela
era virgem. Jesus e o Pai eram um só, ligados por uma conexão que jamais
conseguiremos compreender. Hoje Deus nos diz: pare de olhar para o seu próprio
umbigo, deixe para traz seu ego e abrace a aliança que Jesus lhe proporcionou
na Cruz.
Jesus veio para cortar o nosso cordão umbilical com o
pecado. Veio substituir o cordão umbilical por uma aliança. Esta aliança foi
feita com Seu Sangue. É este sangue que nos faz aceitáveis ao Pai. É este
sangue que nos faz irmão do Unigênito, filhos adotivos do Pai, gente que ama a
Deus sobre tudo e todos, gente que ama o próximo mais do que a si mesmo, gente
que não olha só para seu próprio umbigo.
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