segunda-feira, 8 de julho de 2013

HUMANIDADE DESUMANA

Em “Quando o sol bater na janela do seu quarto”, Renato Russo afirmou o que parece ser muito óbvio: “A humanidade é desumana”. Entretanto, em contrapartida, Gandhi nos deixou o seguinte pensamento: “Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo.”


Se de fato a humanidade é um oceano, como afirmou Gandhi (e particularmente acredito concordo com o mesmo), é “razoável” pensar que o pecado é similar ao petróleo que muitas vezes é derramado por grandes empresas, trazendo morte para todo o ambiente (como o vazamento causado irresponsavelmente pela Chevron em 2011 no Rio de Janeiro). No caso literal dos oceanos, aonde a mancha negra do óleo passa, a vida marinha morre. No caso da humanidade, aonde o pecado passa, deixa-se um rastro de morte.

Ao olharmos para o cenário atual no qual o mundo se encontra, veremos que, de certa forma, a história se repete. Alguém já disse que “o povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la”, e muita gente acha que este pensamento é aplicável só para nações como o Brasil. Creio que o pensamento é válido para a humanidade como um todo. Sim, pois a humanidade segue o seu ciclo de descaso com o pobre, com o marginalizado e creio que não estaria “pegando pesado” ao afirmar que somos, no geral, uma humanidade que mais exclui do que inclui. Somos fruto do nosso ego. Somos o produto do nosso egoísmo. Herdamos o pecado de Lúcifer. Éramos seres 100% imagem e semelhança de Deus, o Criador, mas tivemos a capacidade de distorcer a imagem e semelhança que Deus nos proporcionou e nos tornamos (em Genesis 3)  imagem e semelhança de Lúcifer, um ser que acreditava que poderia ser independente de Deus.

O que parece ser óbvio na letra de Renato Russo segue se repetindo. Cada vez mais o homem se faz uma humanidade desumana. Cada vez mais o homem insiste em ser “gente” da maneira errada. O homem se vê como uma “máquina”, mas acha que o seu combustível é o próprio ego. Esquece que foi projetado para funcionar com um outro “combustível”: Deus.

Enquanto o combustível for o errado, a máquina “homem” jamais funcionará como projetada inicialmente. Enquanto o homem insistir em “funcionar” com o seu próprio ego, a mancha do petróleo se alastrará pelo oceano da humanidade. Então continuaremos vendo as “news” carregadas de morte, roubo, prostituição, suicídios e tantas outras atitudes desumanas que seguirão trazendo fome, medo, injustiças e tantas outras desgraças.

A esperança do pensamento de Gandhi se concretiza em “boa nova” na vida de Jesus Cristo. Uma boa nova que abraça não só o pensamento de Renato Russo, mas toda a humanidade. Uma notícia que ecoa antes da fundação deste mundo e chega até nós, nos dias de hoje, para nos dizer:

O Eterno pulou para dentro do Tempo. O Infinito limitou-se. O Inacessível vestiu pele humana. O Criador se esvaziou e veio até nós para nos mostrar como a humanidade pode ser humana. O Criador se fez imerso em nosso meio para nos mostrar qual o verdadeiro “Combustível” de um ser humano.

Todo homem fora de Jesus é humanidade desumana. Pessoas funcionando com uma “bateria limitada”, um “combustível limitado”. Oceano contaminado pelo petróleo, pelo pecado. Todo homem em Jesus é gente como “gente deve ser” (palavras inspiradas pelo queridíssimo Pastor Ari). Todo homem em Jesus é humanidade humana. É o oceano de águas límpidas, com vida em abundância.

O homem foi feito para ser um humano, conectado em Deus e não um deus de si. Jamais fomos eternos em nós mesmos. Jamais seremos. Quem garante a eternidade do homem é Deus, pois Deus é fonte de Vida! Assim será na volta de Jesus.

Que Deus nos auxilie a viver cada vez mais consciêntes disto.


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