sexta-feira, 12 de abril de 2013

ELE VIVEU POR NÓS

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:14

Por muitas vezes vejo a ênfase da evangelização no fator “morte de Cristo”. Geralmente o foco da abordagem cai sobre o “Ele morreu por você”. Tudo bem, não quero criticar e ensinar ninguém a evangelizar. E sim é verdade! Ele morreu por nós (não só por nós...ele morreu também pelo Pai). Entretanto proponho um pensamento mais além da morte de Cristo. Creio que Jesus fez muito mais do que isso. Creio que há muito mais de Cristo para nós, do que a Sua morte. A começar pelo fato de que Ele viveu por nós. E viveu não simplesmente para estar conosco, mas para nos mostrar como um ser humano deve ser. Para nos mostrar como Deus desejava que o homem fosse em sua exata essência. O fator “Ele viveu por você” justifica o “Ele morreu por você” e vai além...trás por consequência o “Ele ressuscitou por você”.

Só que há algo mais profundo por trás disso tudo. Creio que é muita petulância nossa, como seres humanos, achar que somos o centro de tudo. Então proponho algo que entra como premissa: “Ele viveu para o Pai”, “Morreu para o Pai” e “Ressuscitou para o Pai”. Então ai sim vem a gente: “Ele viveu por nós”, “Morreu por nós” e “Ressuscitou por nós”. Posso estar errado, mas sinceramente, não consigo ver o homem como centro. Não consigo ver o homem em primeiro lugar.

Creio que a morte de Cristo ganha muito ênfase como abordagem de evangelização por ter sido “espetáculo paradoxal”. Isso por que a Cruz é ao mesmo tempo um espetáculo de amor e um espetáculo de horror. Mas dar foco apenas na morte de Cristo, é o mesmo que  tornar rasa a boa nova do Reino de Deus. Entenda: Ele não merecia morrer. Não havia Nele crime algum. Mas como sabemos que não havia Nele nenhum pecado? Ora, pela vida que Ele viveu. Jesus nos mostrou que é possível viver como Deus (Ele próprio) queria que o homem vivesse. Sim, uma vida em que a lei é interpretada pelo amor. Uma vida de submissão e entrega ao Pai. E então, se você parar para pensar, por consequência, uma vida como a que Cristo viveu escancara a ressurreição. Se o salário do pecado é a morte...não foi à toa que Cristo recebeu um “estorno” deste salário após a cruz. Nós o matamos, pagamos um salário de morte para Ele. Mas Ele não tinha pecado. Era inocente. Sendo assim, a morte não teve poder sobre Ele.

O Reino de Deus é o estilo de vida demonstrado no viver de Cristo. O Reino de Deus é a proposta de ser humano como Deus deseja que o homem deva ser. O Reino de Deus é o lugar onde a vontade de Deus é exercida em plenitude. A vida de Cristo foi exatamente isso: submissão total ao Pai. É por isso que em Jesus é possível recuperarmos nossa humanidade. Temos que olhar para a Cruz. Temos que passar pela Cruz. Mas antes, temos que olhar para a vida de Cristo. Só é possível passar pela Cruz se formos imitadores de Cristo.

A Cruz é o fator que possibilita a consumação do Reino de Deus. A ressurreição de Cristo é a consumação. Quando, na Cruz, Cristo diz “Está consumado”, é por que Ele sabia que a ressurreição era certa.

Ele vive. Ele reina. Ele é Deus. Ele vai voltar!

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